Eneva concluiu a troca com a Diamante em 21 de outubro, recebeu R$ 365,3 milhões e assumiu 100% da PPTM. A térmica Itaqui mudou de controle, enquanto o Hub Ceará prevê terminal de gás e usinas ainda em construção.
A Eneva recebeu R$ 365,3 milhões e concluiu a transferência da térmica Itaqui para a Diamante em 21 de outubro. A troca de participações também entregou à companhia os 50% restantes da Porto do Pecém Transportadora de Minérios, a PPTM, elevando sua fatia a 100% do capital.
Com o fechamento, a empresa encerrou sua atuação na geração a carvão mineral e consolidou o controle do Hub Ceará. A operação reúne a saída de uma usina de 360 megawatts e o controle integral da PPTM, que participará da infraestrutura para receber gás natural e abastecer térmicas no Nordeste.
Dinheiro pago no fechamento já incorpora os ajustes do contrato
O negócio havia sido anunciado em 2 de setembro, após a assinatura do contrato na noite anterior. Naquele momento, o valor nominal previsto era de R$ 400 milhões, sujeito à correção monetária desde 30 de junho e a ajustes positivos ou negativos até a conclusão.
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No fato relevante de 21 de outubro, a Eneva informou que os R$ 365,3 milhões efetivamente pagos já consideram a atualização e os ajustes contratuais. A Diamante recebeu a totalidade das ações da Itaqui Geração de Energia; a Eneva ficou com a participação que faltava na PPTM.
Parcela de até R$ 467 milhões depende de antecipação do fornecimento
O acordo ainda prevê um pagamento adicional de até R$ 467 milhões à Eneva, com correção monetária. Essa parcela está condicionada à eventual antecipação do início do suprimento contratado no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, organizado pela Aneel.
A usina venceu o leilão no produto de 2031. O prazo contratado é de dez anos, com início previsto em 1º de agosto daquele ano. A Diamante pagará essa parcela se houver a antecipação prevista no contrato.
Itaqui tem 360 MW e contratos de energia até dezembro de 2027
A térmica transferida à Diamante fica no Maranhão, próxima à zona portuária de Itaqui, e utiliza carvão importado. Seus contratos de venda de energia no mercado regulado permanecem vigentes até 21 de dezembro de 2027.

Na descrição técnica do ativo, a Eneva informa que esses contratos combinam receita fixa corrigida pela inflação e remuneração variável para combustível, operação e manutenção quando há despacho. A recontratação de 2031 assegura um novo período de fornecimento ao empreendimento.
Hub Ceará prevê terminal de gás e térmicas com 1,2 GW
Do outro lado da troca está a PPTM, vinculada à implantação do terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito no Complexo do Pecém. O projeto prevê capacidade de escoamento de até 14 milhões de metros cúbicos por dia.
O Hub Ceará inclui as térmicas Jandaia II e III, em Caucaia, com cerca de 1,2 gigawatt de capacidade em construção. A estrutura de gás deverá atender essas unidades e se conectar à malha, permitindo fornecer combustível também a outros clientes.
Segundo a área de relações com investidores da Eneva, Jandaia tem compromisso de venda de potência de 1,1 GW por 15 anos. O suprimento virá do terminal flutuante de regaseificação previsto para o Porto do Pecém, ainda em implantação.

A próxima etapa do Hub Ceará envolve a execução dessa infraestrutura e sua integração às usinas. Para você, o que mais pesa na expansão da geração no Nordeste: garantir combustível, concluir as obras ou ampliar a conexão à rede? Deixe sua opinião nos comentários.
