A motoneta elétrica Augment 360 pesa menos de 36 kg, possui roda traseira dobrável, versões limitadas a 25 ou 45 km/h e bateria removível com cerca de 50 km de autonomia, podendo chegar a 140 km com bateria dupla, além de ser levada para elevadores, apartamentos e escritórios com facilidade.
A motoneta elétrica Augment 360 foi desenvolvida pela empresa finlandesa Augment para deslocamentos urbanos e tenta resolver um problema comum nas cidades: onde guardar um veículo motorizado quando não há garagem ou vaga disponível. O modelo pesa pouco menos de 36 kg, possui uma roda traseira capaz de dobrar sob a própria estrutura e pode ser conduzido para dentro de elevadores, apartamentos ou escritórios depois do uso.
As informações foram publicadas pela New Atlas em 8 de agosto de 2026, em reportagem sobre o novo veículo de mobilidade elétrica da fabricante finlandesa. O modelo foi apresentado com duas configurações de velocidade máxima, bateria removível, possibilidade de instalação de uma segunda bateria e recursos digitais, além de um sistema que reduz suas dimensões quando o proprietário precisa guardá-lo em espaços fechados.
Motoneta elétrica foi criada para reduzir problema de estacionamento

A proposta central da Augment 360 não é simplesmente ocupar menos espaço enquanto circula pelas ruas. O projeto busca permitir que o próprio usuário leve o veículo para dentro do local onde trabalha ou mora, evitando a necessidade de encontrar uma vaga externa depois de cada deslocamento.
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Para conseguir isso, a roda traseira da motoneta elétrica pode ser recolhida sob a estrutura, diminuindo consideravelmente seu comprimento. A ideia não é transformar o veículo em algo leve o suficiente para ser carregado nos braços, mas reduzir o volume e permitir que ele seja empurrado para dentro de ambientes onde uma motoneta convencional dificilmente caberia.
Roda traseira dobra sob a própria estrutura
O mecanismo de destaque está justamente na parte traseira. Ao ser dobrada, a roda fica posicionada sob o quadro e reduz as dimensões gerais do veículo para aproximadamente 1.265 × 350 × 1.180 milímetros, segundo os dados divulgados pela fonte.
Mesmo nessa configuração, os quase 36 kg continuam tornando difícil levantar a motoneta e transportá-la manualmente por longas distâncias. A solução foi pensada para que o proprietário continue movimentando o veículo sobre as próprias rodas, inclusive até elevadores, corredores ou áreas internas de residências e escritórios.
Peso fica abaixo de 36 kg
Com menos de 36 kg, a Augment 360 é mais leve do que muitas motocicletas e scooters convencionais. Essa redução de massa contribui tanto para a condução urbana quanto para a proposta de deslocar o veículo depois que ele deixa a rua.
Ainda assim, o peso mostra que a motoneta elétrica não funciona como uma bicicleta dobrável tradicional, que normalmente pode ser levantada com facilidade. O benefício está principalmente na combinação entre dimensões reduzidas e possibilidade de empurrar o veículo até um local protegido.
Modelo pode alcançar 45 km/h
A fabricante oferece duas configurações de velocidade máxima. Uma delas é limitada a 25 km/h, enquanto a outra pode alcançar 45 km/h, dependendo das regras locais e do tipo de utilização previsto para o veículo.
As duas versões são oferecidas pelo mesmo preço segundo a fonte. A diferença permite adaptar a Augment 360 a diferentes regulamentações de mobilidade, já que limites de velocidade e exigências para veículos elétricos leves variam entre países e categorias de circulação.
Motor entrega 105 Nm de torque

A propulsão utiliza um motor elétrico com 105 Nm de torque, potência máxima de 2,14 kW e potência contínua de 1,2 kW. Esses números foram escolhidos para permitir circulação em tráfego urbano e enfrentar inclinações encontradas durante o trajeto.
O torque elevado disponível desde baixas rotações é uma característica típica da propulsão elétrica e contribui para arrancadas e retomadas. No caso da motoneta elétrica, o conjunto foi dimensionado para priorizar utilização cotidiana nas cidades, sem transformar o projeto em uma motocicleta de alto desempenho.
Bateria removível oferece cerca de 50 km
Sob o assento fica instalada uma bateria removível. Na configuração convencional, ela permite percorrer aproximadamente 50 quilômetros por carga, segundo as especificações apresentadas pela New Atlas.
A possibilidade de retirar a bateria facilita o carregamento para quem não possui tomada disponível junto ao local onde estaciona o veículo. O proprietário pode retirar o módulo e levá-lo para dentro de casa ou do escritório, algo especialmente relevante justamente para um modelo desenvolvido pensando em moradores de ambientes urbanos.
Segunda bateria eleva alcance para 140 km
Quem precisa percorrer distâncias maiores pode optar por uma configuração com duas baterias. Nesse caso, a autonomia informada sobe para aproximadamente 140 quilômetros, superando com folga os 100 km mencionados na proposta inicial do veículo.
Essa diferença amplia bastante o tipo de deslocamento possível sem nova recarga. Com bateria dupla, a motoneta elétrica deixa de atender apenas trajetos urbanos curtos e passa a oferecer uma margem de autonomia significativamente maior, embora a distância efetiva possa depender das condições de utilização.
Recarga leva cerca de 4,5 horas
A bateria pode ser conectada a uma tomada convencional e precisa de aproximadamente 4,5 horas para uma carga, conforme informado pela fonte. A empresa também anunciou que pretende disponibilizar um carregador rápido como acessório.
O tempo de recarga precisa ser considerado na rotina diária, sobretudo para quem utiliza apenas uma bateria. A estratégia de retirar o módulo e carregá-lo dentro de casa ajuda a integrar a recarga ao período em que o veículo já estaria parado, como durante a noite ou o expediente.
Pneus maiores foram projetados para ruas urbanas

A Augment utiliza pneus sem câmara no tamanho 120/90-R10, desenvolvidos especificamente para o modelo. As dimensões maiores buscam oferecer uma condução mais confortável sobre pisos irregulares e superfícies comuns em áreas urbanas.
O assento também foi projetado com dimensões superiores às encontradas em scooters muito compactas. A fabricante tenta equilibrar a necessidade de reduzir o tamanho do veículo estacionado com um nível de conforto compatível com deslocamentos cotidianos.
Freios a disco hidráulicos equipam as duas rodas
A frenagem é feita por discos hidráulicos na dianteira e na traseira. O sistema permite aplicar força de frenagem de maneira progressiva e está associado ao desempenho necessário para um veículo capaz de atingir até 45 km/h.
O quadro é construído em alumínio e utiliza garfo monobraço. A combinação reduz quantidade de material, mantém a estrutura relativamente leve e contribui para o desenho minimalista adotado pela Augment 360.
Estrutura possui resistência à água IPX4
O conjunto recebeu classificação IPX4 de resistência à água, o que permite utilizar o veículo sob chuva e exposição a respingos dentro dos limites definidos para essa certificação.
Isso é importante em um produto criado para deslocamentos cotidianos. Uma motoneta elétrica destinada ao transporte urbano precisa lidar com mudanças de tempo sem depender exclusivamente de condições secas, embora a classificação não signifique proteção contra submersão.
Aplicativo permite ajustar modos de pilotagem
Além das soluções mecânicas, a Augment 360 utiliza conexão com aplicativo para smartphone. Por meio dele, o usuário pode modificar modos de condução e acessar outras configurações disponíveis no veículo.
A presença do aplicativo insere uma camada digital em um produto essencialmente voltado à mobilidade. A motoneta elétrica combina componentes tradicionais, como quadro, freios e pneus, com recursos eletrônicos destinados ao controle e à personalização da utilização.
Cartão NFC pode destravar o veículo
Outro recurso é a possibilidade de usar um cartão NFC para travar e destravar a motoneta. O sistema substitui ou complementa métodos convencionais de acesso ao veículo.
A fabricante também instalou um modo imobilizador antifurto. Quando ativado, o sistema bloqueia a roda traseira, criando uma dificuldade adicional para alguém que tente movimentar o veículo sem autorização.
Guardar dentro de casa também reduz exposição a furtos

A própria capacidade de levar a Augment 360 para ambientes internos funciona como parte da estratégia de segurança. Em vez de permanecer estacionada durante horas na rua, ela pode acompanhar o proprietário até um espaço protegido.
Essa característica conecta diretamente o mecanismo dobrável ao uso urbano. A roda traseira não foi criada apenas para produzir um formato curioso, mas para eliminar parte da dependência de estacionamento externo, algo particularmente relevante em áreas densamente ocupadas.
Elevadores passam a fazer parte da proposta de uso
Ao reduzir o comprimento do veículo, a Augment pretende permitir sua entrada em elevadores convencionais. Isso abre a possibilidade de levá-lo até apartamentos ou escritórios localizados em andares superiores.
O conceito aproxima a motoneta de soluções normalmente associadas a bicicletas e patinetes dobráveis. A diferença é que o usuário mantém características de uma motoneta elétrica, como assento, motor mais potente, pneus maiores e velocidade de até 45 km/h.
Modelo tenta unir scooter e bicicleta dobrável
A própria proposta apresentada pela empresa busca combinar características de uma scooter com a conveniência encontrada em veículos dobráveis. O objetivo é manter uma posição de pilotagem confortável sem exigir que o proprietário deixe o equipamento estacionado do lado de fora.
Esse equilíbrio explica por que a estrutura não foi projetada para dobrar completamente. O mecanismo concentra a redução de tamanho na roda traseira, preservando boa parte do quadro e evitando uma quantidade maior de articulações mecânicas.
Preço anunciado é de 1.890 euros
A Augment 360 foi anunciada por 1.890 euros, valor informado pela New Atlas. A fonte também cita uma cobrança adicional de 100 euros pelo envio nos mercados atendidos diretamente pela operação europeia.
O veículo estava disponível para pedidos em diversos países da Europa e no Reino Unido, enquanto a fabricante dizia também aceitar entregas internacionais. Disponibilidade, custos de transporte e regras de circulação podem variar conforme o mercado, especialmente porque as duas versões possuem velocidades máximas diferentes.
Pneus de inverno e carregador rápido estão previstos
A fabricante também anunciou acessórios adicionais para o modelo. Entre eles estão pneus de inverno e um carregador mais rápido, recursos voltados a ampliar a utilização em diferentes condições e reduzir o tempo necessário para recuperar energia.
Esses itens mostram que a proposta vai além de um protótipo conceitual. A Augment apresenta a motoneta elétrica como um veículo urbano comercial, com opções destinadas a diferentes climas, rotinas de carregamento e necessidades de deslocamento.
Motoneta elétrica transforma a própria garagem em algo opcional
A característica mais incomum da Augment 360 talvez não seja sua velocidade nem a autonomia de até 140 km com duas baterias, mas a tentativa de mudar o lugar onde esse tipo de veículo termina a viagem. Em vez de procurar estacionamento, o usuário pode dobrar a roda traseira e empurrar a motoneta para dentro do prédio.
Com menos de 36 kg, velocidade máxima de 45 km/h e bateria dupla capaz de ampliar consideravelmente o alcance, a motoneta elétrica tenta ocupar um espaço entre scooters urbanas e veículos dobráveis de micromobilidade. Você teria uma motoneta desse tipo dentro do apartamento para evitar deixá-la na rua? Deixe sua opinião nos comentários.
