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Embaixo de uma fábrica de macarrão, uma necrópole incrível de 2,5 mil anos foi encontrada com 85 sepultamentos, armas, joias, tecidos, cestos e até objetos do Egito preservados na Itália

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 21/07/2026 às 22:12 Atualizado em 21/07/2026 às 22:14
Embaixo de uma fábrica de macarrão, obras de expansão revelam necrópole de 2,5 mil anos com 85 sepultamentos, armas, joias, tecidos, cestos e até objetos do Egito preservados na Itália
Imagem: Ilustração
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Descoberta em Gragnano reúne 85 sepultamentos, tecidos, cestos, armas, joias e objetos estrangeiros que ajudam pesquisadores a investigar rituais funerários, comércio, saúde e cotidiano de populações da Campânia no século 6 a.C., há 2,5 milênios

Uma necrópole de Gragnano com cerca de 2,5 mil anos foi encontrada durante a expansão da fábrica Pastificio Garofalo, no sul da Itália. O sítio reúne 85 sepultamentos, armas, joias, cerâmicas e raros materiais orgânicos, oferecendo novas evidências sobre rituais funerários e trocas comerciais no Mediterrâneo.

Embaixo de uma fábrica de macarrão, obras de expansão revelam necrópole de 2,5 mil anos com 85 sepultamentos, armas, joias, tecidos, cestos e até objetos do Egito preservados na Itália
Necrópole na Via dei Pastai, um sítio arqueológico encontrado na cidade de Gragnano, na Itália Superintendência ABAP de Nápoles

Necrópole de Gragnano apareceu durante expansão de fábrica

A descoberta ocorreu sob as instalações da tradicional fabricante de massas, na cidade de Gragnano, região da Campânia.

As obras eram acompanhadas pelo programa italiano de arqueologia preventiva, voltado à identificação de vestígios antes de grandes intervenções.

O sítio pertence ao período Arcaico e foi datado do século 6 a.C. Segundo as autoridades responsáveis pela escavação, o conjunto está entre as descobertas arqueológicas mais importantes realizadas na Campânia nos últimos anos.

Ao todo, foram identificados 85 sepultamentos. As estruturas e os objetos encontrados ajudam a reconstruir práticas funerárias, técnicas artesanais e aspectos do cotidiano das populações que viviam na região há aproximadamente 2,5 mil anos.

Embaixo de uma fábrica de macarrão, obras de expansão revelam necrópole de 2,5 mil anos com 85 sepultamentos, armas, joias, tecidos, cestos e até objetos do Egito preservados na Itália
Vasos de cerâmica descobertos dentro de um túmulo — Foto: Superintendência ABAP de Nápoles

Necrópole encontrada: Tecidos, cestos e madeira sobreviveram ao tempo

Entre os artefatos estão vasos de cerâmica, armas, joias de bronze e peças de âmbar. A escavação também revelou tecidos, cestos feitos com fibras trançadas e objetos de madeira, materiais que normalmente desaparecem com a decomposição.

Segundo o ArtNews, a preservação desses itens orgânicos é considerada extraordinária. Eles estavam protegidos em câmaras funerárias construídas com blocos de tufo vulcânico, rocha comum na região da Campânia.

O ambiente fechado das sepulturas reduziu a deterioração dos materiais. Com isso, os arqueólogos poderão analisar técnicas de produção e objetos ligados à vida diária que raramente permanecem preservados em sítios arqueológicos desse período.

Embaixo de uma fábrica de macarrão, obras de expansão revelam necrópole de 2,5 mil anos com 85 sepultamentos, armas, joias, tecidos, cestos e até objetos do Egito preservados na Itália
Imagem: Reprodução

Objetos revelam conexões pelo Mediterrâneo

De acordo com o Heritage Daily, a necrópole de Gragnano também continha objetos originários de áreas distantes.

Entre eles estão escaravelhos egípcios e artefatos etruscos encontrados junto aos sepultamentos.

A presença dessas peças indica que Gragnano participava de uma rede de trocas comerciais e culturais pelo Mediterrâneo.

O material mostra contatos entre populações nativas da Campânia, comunidades etruscas e colônias gregas estabelecidas no sul da Península Itálica.

Essas conexões ajudam a explicar a variedade de objetos reunidos nas câmaras funerárias. O conjunto oferece evidências materiais de um período marcado pela circulação de mercadorias, práticas e influências culturais entre diferentes povos.

Análises poderão revelar dieta, saúde e mobilidade

Os artefatos e restos humanos continuam sendo analisados. Os pesquisadores esperam obter informações sobre alimentação, saúde, mobilidade e condições de vida dos indivíduos enterrados no local.

Os estudos também poderão esclarecer como a comunidade estava organizada, quais costumes adotava nos funerais e quais relações comerciais mantinha.

A descoberta ainda destaca o papel das escavações preventivas na proteção de vestígios arqueológicos encontrados durante obras.

Esta matéria foi elaborada com base em informações de ArtNews e Heritage Daily, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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