Luciano Hang, proprietário da Havan, criticou o sistema político brasileiro com 30 partidos e defendeu menos fragmentação, maior definição ideológica e debate sobre candidaturas independentes. O empresário comparou o modelo aos Estados Unidos, questionou recursos públicos na política e lembrou que hoje a filiação partidária é exigida pela Constituição brasileira.
Luciano Hang, proprietário da Havan, criticou a configuração atual do sistema político brasileiro e defendeu mudanças envolvendo a quantidade de partidos, a definição ideológica das legendas e a possibilidade de candidaturas independentes. As declarações foram feitas pelo empresário em uma publicação nas redes sociais.
As informações foram publicadas pelo ND Mais, divulgado no dia 31/08 , que reproduziu os argumentos apresentados por Hang. O empresário citou os Estados Unidos como referência de um sistema com menor fragmentação partidária e questionou também o uso de recursos públicos nas estruturas partidárias e nas campanhas eleitorais.
Brasil tem 30 partidos registrados
Luciano Hang concentrou parte das críticas na quantidade de siglas existentes no país.
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Segundo a publicação, o Brasil possui 30 partidos registrados, número que, na avaliação do empresário, dificulta a identificação das propostas e diferenças existentes entre as legendas.
Hang diz que excesso de siglas dificulta escolha do eleitor

O empresário argumentou que a fragmentação pode tornar menos clara a compreensão sobre aquilo que cada partido efetivamente representa.
Para Hang, as legendas deveriam estar associadas de forma mais direta a ideias, princípios e projetos de país, permitindo que o eleitor diferencie as propostas apresentadas.
Empresário quer posições ideológicas mais definidas
Hang defendeu que cada partido apresente posições políticas mais claramente identificáveis.
Entre as correntes mencionadas por ele estão direita, esquerda, liberalismo, conservadorismo e social-democracia.
“Partido político deveria representar ideias, princípios e projetos de país”, afirmou.
Estados Unidos foram usados como referência na comparação
O empresário comparou a estrutura brasileira ao sistema político norte-americano.
Hang reconheceu que existem diferentes partidos nos Estados Unidos, mas destacou a predominância nacional das duas principais legendas: Democrata e Republicana.
Menor fragmentação poderia ampliar identificação, segundo Hang

Na avaliação apresentada pelo empresário, um sistema mais concentrado poderia facilitar a associação entre eleitores e projetos políticos.
Hang resumiu a proposta com a defesa de “menos fragmentação. Mais identidade. Mais responsabilidade”.
A afirmação expressa a visão do empresário sobre os possíveis efeitos de uma redução no número de forças partidárias relevantes.
Recursos públicos destinados à política também foram questionados
Outro ponto levantado por Luciano Hang foi o financiamento das estruturas partidárias e das campanhas eleitorais.
O empresário relacionou a quantidade de siglas à discussão sobre o volume de dinheiro público destinado à política e questionou se o modelo atual representa os interesses dos cidadãos.
Hang defende debate sobre candidatura sem partido
A possibilidade de cidadãos concorrerem a cargos eletivos sem filiação partidária também entrou na proposta.
Luciano Hang defendeu a discussão sobre candidaturas independentes, permitindo que uma pessoa dispute eleições sem depender da vinculação a uma legenda.
Filiação partidária é exigida atualmente no Brasil
A mudança defendida pelo empresário não corresponde às regras eleitorais atualmente vigentes.
A filiação partidária é uma das condições de elegibilidade previstas pela Constituição brasileira, o que impede atualmente uma candidatura independente nos moldes defendidos por Hang.
Empresário cita novamente modelo dos Estados Unidos
Ao tratar das candidaturas independentes, Hang voltou a mencionar o sistema norte-americano.
Segundo o argumento apresentado por ele, cidadãos podem disputar eleições como independentes nos Estados Unidos conforme as regras existentes em cada estado.
“Por que não permitir que um cidadão concorra sem depender de um partido?”, questionou.
Proposta inclui transparência e responsabilidade das legendas
A discussão sugerida por Hang não se limita à redução da quantidade de partidos.
O empresário também defendeu maior transparência e responsabilidade das legendas, além de um debate sobre a forma como o sistema partidário se relaciona com os cidadãos.
Mudanças defendidas dependeriam de alteração do modelo atual
As propostas apresentadas por Luciano Hang são posicionamentos políticos do empresário e não representam mudanças já aprovadas no sistema eleitoral brasileiro.
A possibilidade de candidatura independente, especificamente, exigiria mudança em relação ao modelo constitucional que hoje estabelece a filiação partidária como condição de elegibilidade.
Hang resume proposta com menos partidos e menos dinheiro público
Ao concluir a publicação, o dono da Havan reuniu os principais pontos defendidos.
“Menos partidos. Menos dinheiro público na política. Mais liberdade para o cidadão”, escreveu Luciano Hang.
A manifestação coloca no debate a redução da fragmentação partidária, maior clareza ideológica das legendas e a possibilidade de candidaturas independentes, enquanto as regras atuais continuam exigindo vínculo partidário para quem pretende disputar eleições no Brasil.
Na sua opinião, o sistema político brasileiro deveria manter o modelo atual ou discutir redução da fragmentação partidária e possibilidade de candidaturas independentes? Deixe sua opinião nos comentários.

