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Decisão do Copom: Selic em 11,75%? Três motivos a favor do corte de 0,50 pp (e dois contra)

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 13/12/2023 às 10:29
Comitê de Política Monetária
Amanhã, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne pela última vez este ano para definir o futuro da Selic. Já está precificado no mercado um corte – Todos os direitos: MoneyTimes
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Copom se reúne amanhã para decidir sobre a Selic. Mercado já precificou um corte. Inflação dentro da meta e ritmo de cortes da Selic em destaque.

A expectativa do mercado é de que o Copom reduza a taxa Selic em 0,50 ponto percentual amanhã. A dúvida agora é sobre o ritmo futuro de cortes nos juros. Já está precificado no mercado um corte de 0,50 ponto percentual, seguindo o ritmo de afrouxamento monetário das últimas três reuniões. Com isso, a taxa básica de juros passa de 12,25% para o patamar de 11,75% ao ano. Se confirmado, a Selic voltará para o mesmo patamar que estava em março de 2022. Nesses últimos 21 meses, a vida da Selic foi emocionante: a autoridade monetária elevou a taxa de juros em mais 2 pp, mantendo-a em 13,75% por um ano. A dúvida agora é até quando o Banco Central deve manter esse ritmo de cortes. Na última semana, o presidente Roberto Campos Neto alertou os mais otimistas de que o jogo da política monetária ainda não está ganho e há incertezas no ambiente. E já deixou o recado: o BC pode rever o ritmo do afrouxamento monetário. No entanto, ele destacou que ainda vê espaço para cortes de 0,50 pp, mas lembra que isso é válido ‘sempre duas reuniões à frente’.

Em janeiro, a Selic deve ser reduzida a 11,25%, indicando a continuidade do afrouxamento monetário pelo Comitê de Política Monetária. A expectativa do mercado é que o Banco Central reduza o ritmo de cortes da Selic devido a dois principais fatores. O primeiro fator é o crescimento da atividade econômica acima das expectativas, sinalizando uma desaceleração mais clara para a economia brasileira. O segundo fator é o risco fiscal que volta para o radar do mercado e do Banco Central, causando incertezas quanto ao cumprimento da meta fiscal. A questão do risco fiscal torna-se um fator de alerta para a política monetária adotada pelo Copom nos próximos meses. ‘Se tivesse que escolher uma palavra para definir 2024 ela seria disciplina permeando os preços à medida que o mercado entender com qual nível de seriedade governo agirá no cumprimento da meta fiscal longo primeiro semestre do ano’, afirma Roberto Simioni economista-chefe Blue3 Investimentos.

Copom mantém a taxa básica de juros em 2,00% ao ano

O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira, por unanimidade, manter a taxa Selic em 2,00% ao ano. Essa é a menor taxa da série histórica do Banco Central, que começou em 1986. A decisão era esperada pelo mercado, que projeta que a taxa permaneça nesse patamar até o final do ano.

De acordo com a nota divulgada pelo Copom, o corte de juros para níveis tão baixos tem como objetivo estimular a economia brasileira, que sofre os impactos da pandemia do coronavírus. O afrouxamento monetário busca incentivar o consumo e os investimentos, ajudando a impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que a manutenção da taxa básica de juros está alinhada com a meta de inflação estabelecida pelo Comitê. O objetivo é manter o IPCA dentro da meta, que está em 4% para este ano.

Além disso, o Copom ressaltou que o ritmo de cortes da Selic pode ser revisto no futuro, dependendo do comportamento do mercado e do cenário internacional. A queda no preço do petróleo e o risco fiscal são fatores que também influenciam as decisões do Comitê.

Os índices de difusão e os números econômicos da XP Economics mostram que há expectativas positivas para a economia brasileira, apesar dos desafios enfrentados. A atuação do Federal Reserve e as estratégias da Warren Investimentos também têm impacto no cenário econômico nacional.

Diante desse contexto, o Copom se mantém atento ao cenário doméstico e internacional, buscando as melhores estratégias para manter a estabilidade econômica do país. A próxima reunião do Comitê está marcada para o mês de agosto, quando novas decisões sobre a taxa básica de juros serão tomadas.

Fonte: MoneyTimes

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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