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Como funciona a mineração: da pesquisa no subsolo à extração e ao tratamento dos minérios

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 30/09/2026 às 17:11 Atualizado em 30/09/2026 às 17:34
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Sondagens, análises de laboratório e diferentes métodos de extração integram uma atividade que depende das características do depósito, dos custos e das exigências do produto destinado à indústria.

Entender como funciona a mineração exige acompanhar um processo que começa antes da retirada das primeiras rochas.

A atividade envolve pesquisa mineral, escolha do método de extração e tratamento do material, com operações diferentes conforme a localização do depósito e as características dos minerais.

A escolha entre uma mina a céu aberto e uma operação subterrânea, por exemplo, considera formato e profundidade do depósito, resistência da rocha, teor do minério, custos e preço de mercado.

Esses fatores ajudam a determinar qual alternativa permite aproveitar o material economicamente.

Como funciona a mineração antes da abertura da mina

A pesquisa mineral reúne trabalhos de campo e laboratório para conhecer o depósito e avaliar seu aproveitamento. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), essa etapa pode incluir levantamentos geológicos, geofísicos e geoquímicos, escavações e sondagens.

A investigação também envolve coleta sistemática de amostras e análises físicas e químicas. Entre os materiais examinados estão os testemunhos de sondagem, amostras retiradas durante a perfuração do corpo mineral.

O trabalho não se limita a identificar a presença de uma substância. A pesquisa inclui ensaios de beneficiamento para avaliar a obtenção de concentrados compatíveis com as especificações do mercado ou com o aproveitamento industrial.

No Brasil, a realização da pesquisa depende de autorização da ANM, conhecida como Alvará de Pesquisa. Essa autorização corresponde à etapa de investigação do recurso mineral.

A extração pode ocorrer na superfície ou no subsolo

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apresenta três métodos principais: mineração subterrânea, mineração de superfície e mineração de depósitos sedimentares, chamados placeres.

Na mineração a céu aberto, o material é extraído a partir da superfície. Rochas duras podem exigir perfuração e desmonte com explosivos. Alguns materiais são suficientemente macios para permitir a retirada sem detonação.

A mineração subterrânea pode ser adequada a depósitos profundos. Após a extração, o material é levado à superfície por caminhões, correias transportadoras ou elevadores e encaminhado ao tratamento.

Já a mineração de placeres recupera minerais presentes em sedimentos de rios, areias de praias ou antigos depósitos de cursos d’água. Nessas operações, lavagem e separação permitem concentrar os minerais mais pesados.

Não existe uma profundidade que, isoladamente, determine o método. A decisão reúne condições geológicas e econômicas. Segundo o USGS, operações subterrâneas tendem a ser mais caras, enquanto depósitos próximos à superfície podem permitir extração por métodos geralmente menos custosos.

O tratamento prepara o minério para seu aproveitamento

Depois da extração, o material pode passar por diferentes operações de beneficiamento. O Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) organiza essa área em etapas que incluem fragmentação, classificação, concentração e separação entre sólidos e líquidos.

Britagem e moagem integram a cominuição, nome técnico das operações de fragmentação. O peneiramento e a classificação trabalham com a distribuição das partículas por tamanho.

A concentração pode recorrer a métodos gravíticos, magnéticos e eletrostáticos, além da flotação e da seleção de minério, conhecida como ore sorting.

Espessamento, filtragem e recuperação de água também fazem parte das operações de tratamento apresentadas pelo centro. A caracterização tecnológica e as análises químicas integram o conjunto de conhecimentos aplicado ao processamento mineral.

A pesquisa também alcança o produto que será comercializado

Os ensaios realizados durante a pesquisa conectam o conhecimento do depósito às possibilidades de uso do material. A ANM prevê testes voltados à obtenção de concentrados com características adequadas ao mercado ou à indústria.

As modalidades de aproveitamento também variam. A agência diferencia a autorização de pesquisa de regimes como o licenciamento de determinadas substâncias e a permissão de lavra garimpeira.

O CETEM distingue, ainda, tratamento de minérios e metalurgia extrativa. Nessa última área, estão processos como pirometalurgia, hidrometalurgia e biometalurgia.

O centro também aborda recuperação de água, aproveitamento de resíduos, saúde e segurança ocupacional e desativação de minas entre os temas ligados à atividade mineral.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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