Crescimento da massa gigante de algas, o cinturão de Sargassum, em 2026 preocupa pesquisadores pelo volume elevado de algas no Atlântico, com efeitos diretos no meio ambiente, no turismo e na saúde de populações próximas ao litoral
O avanço do cinturão de Sargassum no Atlântico volta ao centro das atenções em 2026, com volumes elevados e expansão contínua em alto mar. A enorme massa de algas flutuantes já soma milhões de toneladas e segue em crescimento, acompanhando padrões observados nos últimos anos.
As informações foram divulgadas por University of South Florida, instituição americana especializada em monitoramento oceânico por satélite, que acompanha a evolução do fenômeno desde sua identificação em larga escala. O cenário atual indica intensificação no Atlântico Central e possível impacto em áreas costeiras nos próximos meses.
Além do tamanho impressionante, o fenômeno preocupa por seus efeitos na saúde humana, no turismo e nos ecossistemas marinhos, especialmente quando as algas atingem praias.
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O que é o cinturão de Sargassum e por que ele cresce continuamente
O Grande Cinturão de Sargassum Atlântico é formado por algas pardas flutuantes, principalmente Sargassum natans e Sargassum fluitans, que se agrupam em extensos tapetes no oceano.
Detectado em grande escala pela primeira vez em 2011, o fenômeno passou a apresentar crescimento recorrente ao longo dos anos. Em períodos de pico, o volume pode atingir entre 20 e 38 milhões de toneladas, transformando grandes áreas do Atlântico.
Esse aumento está associado à maior disponibilidade de nutrientes vindos de rios como o Amazonas, além de mudanças nas correntes oceânicas e no aquecimento das águas.
Volume atual já ultrapassa milhões de toneladas em 2026
Em março de 2026, o cinturão registra cerca de 9,5 milhões de toneladas, com crescimento acelerado observado nas últimas semanas.
A University of South Florida, centro acadêmico que monitora o cinturão de algas no Atlântico, aponta que os níveis já estavam acima do normal em fevereiro, indicando tendência de expansão até abril.
Esse comportamento já teve observação em anos anteriores, como 2022, quando o volume atingiu 24 milhões de toneladas, reforçando o padrão de crescimento do fenômeno.
Como as algas atravessam o oceano até atingir áreas costeiras
As massas de sargaço se originam na costa oeste da África e se deslocam para oeste impulsionadas pelas correntes oceânicas.
Esse movimento leva as algas até o Caribe, Golfo do México e costa leste dos Estados Unidos, incluindo regiões da Flórida. Autoridades utilizam monitoramento por satélite, incluindo sistemas da NOAA, para prever a chegada e possíveis impactos.
A previsão aponta que áreas como a Flórida Oriental e Florida Keys podem ter prejuízos nas próximas semanas ou meses.
Riscos à saúde aumentam com a decomposição do sargaço
Quando o sargaço chega às praias e começa a se decompor, ele libera sulfeto de hidrogênio, gás responsável pelo odor forte semelhante a ovo podre.
A exposição pode causar irritações na pele, olhos, nariz e garganta, além de afetar as vias respiratórias. Pessoas com asma ou doenças pulmonares tendem a apresentar maior sensibilidade.
As algas também podem conter bactérias como Vibrio, associadas a sintomas como diarreia, vômitos e infecções.
Impactos econômicos e ambientais já são observados
O acúmulo de algas nas praias exige operações constantes de limpeza, elevando custos para cidades costeiras e afetando o turismo.
No ambiente marinho, o sargaço funciona como habitat para peixes, tartarugas e aves. Porém, em excesso, pode reduzir o oxigênio na água e provocar a morte de organismos marinhos.
Outro impacto envolve a cobertura de áreas de desova de tartarugas, dificultando a reprodução dessas espécies.
Monitoramento tenta prever avanço do cinturão
Autoridades ambientais seguem monitorando o fenômeno com tecnologia de satélite para antecipar a chegada das algas às regiões costeiras.
A recomendação é evitar, portanto, contato direto com o material e acompanhar alertas locais, especialmente em áreas já afetadas pelo acúmulo.
O avanço contínuo do cinturão de Sargassum reforça a necessidade de atenção diante dos impactos ambientais e sociais associados ao fenômeno.
O crescimento do cinturão de Sargassum mostra, assim, como mudanças ambientais podem gerar efeitos em grande escala no oceano. Com milhões de toneladas já presentes em 2026, o fenômeno segue em expansão.
A possibilidade de novos episódios de acúmulo em praias mantém autoridades e pesquisadores em alerta, enquanto comunidades costeiras se preparam para lidar com os impactos.
Você já conhecia esse fenômeno ou já viu praias afetadas por essas algas? Compartilhe esta notícia e participe da conversa.


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