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Cinco estudantes de escola pública no Maranhão criaram forno solar com caixas de papelão e casca de coco para acelerar o trabalho das quebradeiras de babaçu e ampliar a renda familiar

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 18/08/2026 às 20:05 Atualizado em 18/08/2026 às 21:18
Cinco estudantes do Instituto Estadual do Maranhão, em São Luís, criaram um forno solar de baixo custo com caixas de papelão e casca de coco.
Cinco estudantes do Instituto Estadual do Maranhão, em São Luís, criaram um forno solar de baixo custo com caixas de papelão e casca de coco.
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Protótipo do BabaçuTech usa materiais reciclados e o calor do sol para secar o mesocarpo, reduzir um gargalo no processamento do coco e facilitar a produção de farinha, azeite e outros itens que sustentam famílias maranhenses.

Cinco estudantes do Instituto Estadual do Maranhão, em São Luís, criaram um forno solar de baixo custo com caixas de papelão e casca de coco. Batizado de BabaçuTech, o protótipo foi pensado para ajudar as quebradeiras de coco babaçu a acelerar uma etapa importante do processamento.

As informações foram divulgadas pela Samsung Newsroom Brasil, página institucional de notícias da Samsung. Em 6 de novembro de 2025, a equipe formada por um aluno e quatro alunas do 3º ano do ensino médio e técnico estava entre os 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2025.

O forno concentra a secagem do mesocarpo, a parte fibrosa da casca do coco. Ao tornar essa fase mais rápida, a proposta pode agilizar o preparo e a comercialização de produtos derivados do babaçu, entre eles farinha e azeite, com potencial de contribuir para a renda das famílias.

Quem são as quebradeiras de coco babaçu

As quebradeiras de coco babaçu são mulheres que coletam, quebram e processam o fruto para produzir itens destinados à venda. A atividade reúne várias etapas até que os derivados estejam prontos para a comercialização.

Entre esses produtos aparecem a farinha e o azeite de babaçu. A renda obtida com esse trabalho ajuda famílias maranhenses que dependem do aproveitamento do coco, por isso qualquer dificuldade no processamento afeta o ritmo da produção.

Protótipo do BabaçuTech usa materiais reciclados e o calor do sol para secar o mesocarpo
Imagem: Professor e alunos, idealizadores do BabaçuTech

O grupo de São Luís voltou a atenção para essa realidade e procurou uma resposta baseada nos recursos disponíveis no próprio lugar. A escolha revela que a inovação não precisa começar com equipamentos caros, mas com a compreensão clara de um problema cotidiano.

O gargalo estava na secagem do mesocarpo

O mesocarpo é a parte fibrosa da casca do coco. Antes que o material avance no processamento, ele precisa passar pela secagem, etapa escolhida pelos estudantes como foco do BabaçuTech.

Quando essa fase demora, todo o restante também perde velocidade. A equipe buscou reduzir esse intervalo para que as quebradeiras consigam avançar mais rapidamente na preparação dos produtos que serão vendidos.

O projeto não tenta substituir o trabalho e o conhecimento dessas mulheres. Sua função é oferecer apoio em um ponto específico da cadeia, justamente onde uma solução simples pode acelerar o processamento e a comercialização.

Como funciona o forno solar feito de papelão

A versão apresentada pelos estudantes usa caixas de papelão e materiais reciclados. A própria casca do babaçu entra na estrutura como isolante térmico, isto é, como uma camada que ajuda a conservar o calor.

O aquecimento vem do sol e é direcionado para a secagem do mesocarpo. Dessa forma, o grupo aproveita um recurso natural disponível e reduz a necessidade de uma estrutura cara para cumprir essa etapa.

Felipe Borges Pereira, professor e orientador da equipe, resumiu a construção do protótipo: “A versão atual do protótipo é feita com caixas de papelão e usamos a própria casca como isolante térmico.” A combinação mostra como um resíduo do próprio coco também pode integrar a solução.

Reconhecimento nacional manteve o projeto em desenvolvimento

A Samsung Newsroom Brasil, página institucional de notícias da Samsung, registrou o BabaçuTech entre os 10 finalistas da 12ª edição do Solve for Tomorrow Brasil.

O programa de cidadania corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec, estimula estudantes e professores da rede pública a desenvolver soluções para necessidades reais. Os projetos usam conhecimentos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Reconhecimento nacional manteve o projeto em desenvolvimento
Reconhecimento nacional manteve o projeto em desenvolvimento

Na época da publicação, a equipe participava de mentorias e aperfeiçoava a proposta com técnicas de criação e teste de soluções. Esse contexto é importante: o forno solar ainda era um protótipo em desenvolvimento, e seu impacto aparecia como potencial, não como resultado já comprovado em larga escala.

O impacto potencial na renda das famílias

O baixo custo é um dos pontos centrais do BabaçuTech. Papelão, casca de coco e energia solar formam uma combinação acessível, ligada aos recursos locais e ao reaproveitamento de materiais.

Se a secagem do mesocarpo se tornar mais rápida, as famílias poderão avançar com maior agilidade no processamento e na venda dos derivados do coco. O ganho proposto está na redução de um gargalo que consome tempo antes da comercialização.

O forno solar criado pelos cinco estudantes une criatividade de baixo custo, sustentabilidade e impacto social direto. Mais do que uma experiência escolar, a ideia parte de uma necessidade econômica concreta e tenta fortalecer uma atividade realizada por mulheres no Maranhão.

Você acredita que soluções simples como o BabaçuTech podem gerar mudanças duradouras em cadeias produtivas tradicionais? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a história.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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