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Ciclone bomba entra no radar do Inmet e pode mudar completamente o tempo no Sul do Brasil entre 6 e 8 de agosto, com temporais, granizo e ventos acima de 100 km/h; após o afastamento do sistema, uma forte queda nas temperaturas deverá atingir o centro-sul brasileiro

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 04/08/2026 às 22:54 Atualizado em 04/08/2026 às 22:55
Nuvens carregadas avançam sobre o litoral do Sul do Brasil, com mar agitado, chuva intensa e árvores curvadas pelo vento.
Imagem ilustrativa mostra a chegada de um temporal ao litoral, com mar revolto e vegetação atingida por fortes rajadas de vento.
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Sistema de baixa pressão pode evoluir rapidamente, impulsionar uma frente fria e provocar chuva, descargas elétricas e rajadas intensas na Região Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acompanha a evolução de um sistema de baixa pressão que poderá formar um ciclone extratropical intenso nos próximos dias.

O fenômeno deverá se desenvolver entre Argentina, Paraguai, Uruguai, Sul do Brasil e Oceano Atlântico. Os principais impactos no território brasileiro são esperados entre 6 e 8 de agosto.

As condições previstas também favorecem uma possível ciclogênese explosiva, processo popularmente chamado de ciclone bomba. A confirmação dependerá da evolução observada da pressão atmosférica.

Formação deve começar na quinta-feira

A organização do sistema deverá começar às 9h de quinta-feira, 6 de agosto. Nesse momento, um cavado estará sobre o norte da Argentina e o Paraguai.

Em seguida, o sistema deverá evoluir para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul.

Esse processo dará origem ao ciclone extratropical. Posteriormente, o sistema deverá avançar em direção ao Oceano Atlântico.

O que caracteriza um ciclone bomba

A ciclogênese explosiva ocorre quando um sistema de baixa pressão se intensifica rapidamente durante um curto período.

Essa evolução acelerada diferencia o chamado ciclone bomba de outros ciclones extratropicais. Entretanto, o cenário previsto ainda precisará ser confirmado pelas observações meteorológicas.

O Inmet acompanhará a pressão atmosférica durante o desenvolvimento do sistema. Portanto, a classificação dependerá do comportamento efetivamente registrado.

Temporais devem atingir a Região Sul

A formação do ciclone favorecerá o avanço de uma frente fria e aumentará as chuvas no Sul do Brasil. Consequentemente, o período entre 6 e 8 de agosto concentrará os principais impactos.

A previsão indica chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

Rio Grande do Sul e Santa Catarina poderão registrar ventos acima de 60 km/h nos momentos mais intensos. As rajadas também deverão alcançar a faixa costeira.

Rajadas podem superar 100 km/h no oceano

Os ventos mais fortes deverão ocorrer sobre o Oceano Atlântico, principalmente nas proximidades do centro do ciclone.

Nessas áreas, as rajadas poderão ultrapassar 100 km/h. No continente, entretanto, os valores previstos serão menores.

Mesmo assim, áreas da Região Sul poderão enfrentar ventos intensos durante a atuação do sistema e o avanço da frente fria.

Ar frio avançará após o ciclone

Após o afastamento do ciclone para o oceano, uma área de alta pressão deverá avançar sobre o centro-sul brasileiro.

Esse movimento favorecerá a entrada de ar frio e provocará uma queda acentuada das temperaturas nos dias seguintes.

Além da Região Sul, o resfriamento poderá atingir áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.

Assim, o evento deverá apresentar duas etapas principais. Primeiro, haverá instabilidade, temporais e ventos fortes. Depois, o destaque será o declínio das temperaturas.

Na sua região, os efeitos mais preocupantes seriam os temporais, as rajadas de vento ou a queda das temperaturas?

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