Instabilidade volta a se intensificar no Centro-Sul, com os maiores acumulados previstos para o oeste de Santa Catarina, o sudoeste do Paraná e o sul de São Paulo. Modelos indicam temporais sucessivos, possibilidade de granizo e avanço de uma frente fria no início da próxima semana.
O Centro-Sul do Brasil deve enfrentar uma nova sequência de tempestades a partir do fim desta semana, com chuva volumosa, rajadas de vento e possibilidade de granizo. Os cinco estados no centro da previsão são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Meteored projeta acumulados elevados durante o episódio, com os maiores volumes previstos para o oeste de Santa Catarina, o sudoeste do Paraná e o sul de São Paulo. Nessas áreas, a soma da chuva ao longo do período pode superar 150 mm.
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A mudança começa na sexta-feira (18), quando um cavado — área alongada de baixa pressão — passa a atuar sobre o Centro-Sul. A instabilidade tende a se concentrar inicialmente sobre Paraná e Santa Catarina, com possibilidade de tempestades isoladas.
No sábado (19) e no domingo (20), o índice de previsão extrema (EFI) do modelo europeu ECMWF indica precipitação classificada entre incomum e extrema em parte da região. O sinal reforça a possibilidade de volumes muito acima do padrão para o período em algumas áreas.
Onde a chuva deve ser mais intensa
No sábado, os maiores acumulados devem se concentrar entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica pontos com 60 a 80 mm em 24 horas, enquanto áreas do oeste da Região Sul podem registrar volumes ainda maiores.
As tempestades também devem avançar por Mato Grosso do Sul e atingir São Paulo. O risco envolve chuva forte em curto intervalo, descargas elétricas, rajadas de vento e eventual queda de granizo, com possibilidade de expansão da instabilidade para Mato Grosso e o sul de Goiás.
O granizo aparece entre os riscos principalmente para Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A indicação representa potencial para ocorrência dentro das áreas de tempestade e não significa que todas as cidades inseridas na faixa de instabilidade registrarão o fenômeno.
No domingo, o foco da chuva deve se deslocar para o leste de Santa Catarina, o noroeste do Paraná e São Paulo. A projeção citada pela Meteored aponta mais de 50 mm na capital paulista e volumes que podem chegar a cerca de 80 mm entre Paraná e Santa Catarina.
A previsão semanal do Instituto Nacional de Meteorologia também aponta retorno da instabilidade aos três estados do Sul. O Inmet prevê mais de 100 mm em áreas do Paraná e volumes superiores a 70 mm em partes de Santa Catarina ao longo do período analisado.

No Rio Grande do Sul, a chuva deve atingir diferentes áreas durante o fim de semana, incluindo a região da Lagoa dos Patos e o entorno de Pelotas. Na segunda-feira (21), a instabilidade tende a se fortalecer no oeste gaúcho, com volumes que podem chegar a 60 mm em pontos da região.
Formação de ciclone mantém sequência de tempestades
A persistência da baixa pressão deve favorecer a formação de um ciclone e de uma frente fria associada. O processo mantém a atmosfera instável no início da próxima semana e amplia a área sujeita a tempestades conforme o sistema avança pelo Centro-Sul.
Na segunda-feira, os temporais mais intensos devem começar concentrados entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade podem alcançar Mato Grosso do Sul e São Paulo, inclusive a região metropolitana paulista, além de pontos de estados vizinhos.
Entre terça-feira (22) e quarta-feira (23), a tendência é de deslocamento do sistema em direção ao Sudeste. Com esse avanço, a chuva perde espaço gradualmente no Sul e no Centro-Oeste, enquanto a frente fria leva instabilidade para áreas mais a leste e ao norte.
Acumulados elevam risco de alagamentos e deslizamentos
Os maiores acumulados de todo o episódio permanecem previstos para o oeste de Santa Catarina, o sudoeste do Paraná e o sul paulista. Nesses pontos, a chuva pode superar 150 mm e aumentar o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos.
O volume efetivamente registrado, porém, pode variar conforme a posição das áreas de instabilidade. A previsão meteorológica é atualizada com novas observações e rodadas dos modelos, o que pode alterar tanto a localização quanto a intensidade dos máximos estimados.
O novo episódio ocorre depois de uma sequência de tempestades no Centro-Sul ao longo de setembro. O Inmet já registrou neste mês chuva intensa, descargas elétricas, vendavais, granizo e outros eventos severos em diferentes pontos das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Durante temporais, a orientação é evitar deslocamentos por áreas inundadas e não tentar atravessar ruas ou trechos cobertos pela água. Em locais de encosta, moradores devem observar sinais associados a deslizamentos, como rachaduras em paredes e inclinação de árvores, além de acompanhar os avisos emitidos pelas autoridades locais.
A Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 em situações de risco, enquanto ocorrências que exijam atendimento do Corpo de Bombeiros devem ser comunicadas pelo 193.
