Os últimos investimentos dos chineses foram em sua última expedição pelo país, em 2017, onde US$ 9 bilhões foram investidos
Três anos após a compra da CPFL (companhia privada do setor elétrico), os interesses dos chineses estão de volta. Desta vez, os empresários estão de olho em empresas de tratamento de água, esgoto e grandes projetos na área de infraestrutura, como operação e construção de ferrovias e estradas. Veja também: Vagas offshore anunciadas agora em mais de 20 funções para atender contratos da Elfe Operação e Manutenção
- Constellation em Rio das Ostras abre muitas vagas de emprego offshore para várias funções
- Empresa de petróleo Ocyan está com vagas onshore e offshore em Macaé no Rio de Janeiro
Após o ano de 2017, onde foram investidos cerca de US$ 9 bilhões (maior parte em ativos de energia), os chineses colocaram o pé no freio, em decorrência do cenário político da época. Nos anos seguintes, os investimentos caíram e ficaram na casa dos 3 bilhões de dólares.
-
EUA amplia lista de minerais críticos para reduzir a dependência da China, protegendo cadeias de suprimento de chips, carros elétricos e energia limpa
-
Xerox não perdeu espaço por falta de tecnologia, mas por erros estratégicos internos: ela inventou o mouse, a interface gráfica, o touchscreen e os ícones, mas não soube aplicar fora das copiadoras
-
Gigantes brasileiras da carne travam disputa por frigoríficos no Uruguai após tarifas dos EUA elevarem valor estratégico das plantas
-
Mesmo com décadas de atrasos, a Transnordestina já deve iniciar operações parciais ainda em 2025, transportando grãos entre Piauí e Ceará, antes da conclusão total prevista só para 2028
Recentemente, um movimento de aproximação do presindete Jair Bolsonaro com Xi Jinping e com o cenário atual brasileiro, de vários projetos de concessão e privatização, os asiáticos voltaram a considerar o Brasil como local para investimentos.
A expectativa é de que, ainda neste ano, eles injetem aproximadamente US$ 7 bilhões no país, de acordo com Eduardo Centola, presidente do banco Modal e membro do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
Especialistas afirmam que os chineses podem e querem fazer aqui, o que já fizeram na África. Uma das potências do mundo, a China é referência na área de infraestrutura, construção de estradas, ferrovias e hidrelétricas, em países como Moçambique, África do Sul e Angola.
O alvo principal tem sido a empresa Sabesp, considerada a maior companhia privada do país de tratamento de água e esgoto. 50,3% da empresa, avaliada em R$ 40 bilhões, é pertencente ao governo do Estado de São Paulo, que estuda se desfaz de sua participação ou se encontra sócio para compra da metade de sua fatia.
Tudo irá depender das concessões públicas para os projetos existentes no país. Além do governo federal, estados e municípios, buscam parcerias privadas para sua empresas, muitas delas endividadas.
Comentários fechados para esse artigo.
Mensagem exibida apenas para administradores.