Central Tower começa pelas fundações em Balneário Camboriú, terá 62 andares, mais de 200 metros e estacas de até 50 metros apoiadas em rocha profunda.
O Central Tower, novo empreendimento da FG em Balneário Camboriú, começou a sair do papel a partir de uma etapa que ficará praticamente invisível quando o edifício estiver pronto: as fundações. A torre terá 62 pavimentos, mais de 200 metros de altura, 130 apartamentos e aproximadamente 52 mil m² de área construída, enquanto parte das estacas do bloco principal deverá alcançar cerca de 50 metros de profundidade até a região de rocha.
As informações foram apresentadas pelo canal Fala JC, em 06 de outubro de 2026, durante uma visita ao canteiro de obras do empreendimento em Balneário Camboriú. As imagens mostram a execução das primeiras estacas, as armaduras utilizadas, a máquina de perfuração e outros sistemas já instalados no terreno.
Central Tower terá 62 pavimentos e mais de 200 metros de altura

O Central Tower está sendo construído em uma área de Balneário Camboriú voltada para a Avenida Central, com a BR-101 na direção oposta e o mar adiante da avenida. O empreendimento integra uma nova frente de obras da FG e deverá ultrapassar a marca de 200 metros de altura quando estiver concluído, segundo as informações apresentadas durante a visita.
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O projeto prevê 62 pavimentos e 130 apartamentos, além de aproximadamente 52 mil metros quadrados de área construída. A torre ocupará apenas uma parte do terreno, enquanto outras áreas serão destinadas ao embasamento, garagens e espaços comerciais no nível térreo. A configuração segue uma solução adotada em outros empreendimentos da empresa.
Embora a altura seja o elemento que tende a chamar mais atenção depois da conclusão, a etapa atual ocorre no sentido oposto. Antes de avançar dezenas de andares acima da cidade, a estrutura precisa descer até cerca de 50 metros abaixo do terreno em determinados pontos, criando a base necessária para receber as cargas do edifício.
Estacas do bloco principal chegam a aproximadamente 50 metros

As fundações do Central Tower não utilizam a mesma profundidade em toda a área da construção. No setor destinado ao embasamento e às garagens, existem estacas com aproximadamente 20 metros. Já na região onde ficará o bloco principal da torre, os elementos de fundação podem chegar a cerca de 50 metros de profundidade.
A diferença está relacionada às cargas que cada parte da construção deverá suportar. As áreas de garagem não recebem o mesmo peso concentrado da torre de 62 pavimentos. No bloco principal, a fundação precisa transferir cargas significativamente maiores para camadas de solo capazes de suportá-las, motivo pelo qual as perfurações avançam até encontrar condições adequadas junto à rocha.
As estacas mais profundas possuem cerca de 60 centímetros de diâmetro, conforme mostrado no canteiro. O projeto também utiliza armaduras diferentes conforme a função de cada fundação. Essa variação mostra que a estrutura subterrânea não é uniforme: dimensões, profundidade e quantidade de aço são definidas de acordo com as solicitações previstas em cada trecho da obra.
Máquina de mais de 130 toneladas recebeu extensão para perfurar até 50 metros

A execução das fundações utiliza uma máquina CFA 3436, equipamento que, segundo o vídeo, já havia trabalhado nas fundações de outro grande empreendimento. Totalmente montada, a perfuratriz pesa mais de 130 toneladas e está sendo utilizada para abrir as estacas do Central Tower.
A capacidade original de perfuração do equipamento é inferior à profundidade necessária em alguns pontos da torre. Para alcançar aproximadamente 50 metros, foi acrescentado um prolongador ao trado. Essa extensão permite aumentar o alcance da máquina para executar as fundações mais profundas previstas no projeto.
Depois da perfuração, o concreto é bombeado enquanto o trado começa a subir. Na sequência, a armadura metálica é inserida na estaca. O processo acontece abaixo do nível do solo e cria os elementos que posteriormente receberão as cargas da torre, apesar de praticamente toda essa estrutura desaparecer da vista depois que as etapas seguintes forem executadas.
Armaduras mudam conforme profundidade e carga de cada setor
O canteiro apresenta diferentes conjuntos de ferragens preparados para as fundações. Nas áreas com estacas de aproximadamente 20 metros, as armaduras são dimensionadas para as cargas menores do embasamento. No setor principal do Central Tower, os elementos são diferentes porque precisam trabalhar em conjunto com fundações significativamente mais profundas.
A visita mostrou armaduras com barras de 12 metros utilizadas no processo de execução. O diâmetro da ferragem apresentada era inferior ao diâmetro total da estaca, permitindo sua introdução dentro do fuste depois da concretagem. A quantidade e a disposição do aço variam conforme as especificações estruturais determinadas para cada fundação.
Essa diferença entre setores ajuda a explicar por que a profundidade da obra não pode ser resumida a um único número. O empreendimento possui estacas na faixa de 20 metros e outras que chegam perto de 50 metros, de acordo com a posição no projeto e a carga que será transmitida ao solo pela estrutura construída acima.
Concreto das fundações passa por controle dentro do próprio canteiro
O Central Tower também possui uma estrutura destinada ao controle tecnológico do concreto. Durante a visita, foram mostrados corpos de prova e formas utilizadas para coletar amostras do material entregue pelos caminhões que chegam ao canteiro.
As amostras permitem verificar posteriormente se o concreto utilizado atende às especificações estabelecidas pela engenharia. Mesmo seguindo uma mesma composição, características do material podem variar entre cargas, o que torna necessário acompanhar sua qualidade durante a execução das fundações.
Esse controle é especialmente relevante porque as estacas ficam enterradas depois de concluídas. Registrar e testar o concreto utilizado em cada etapa permite identificar eventuais problemas enquanto ainda existe possibilidade de intervenção, antes que a construção avance para os elementos superiores da torre.
Canteiro também recebe sistema automático para lavagem dos caminhões
Outra estrutura mostrada na obra é o sistema de lava-rodas utilizado na saída dos caminhões. O equipamento emprega jatos de água para retirar terra e barro dos pneus antes que os veículos retornem às vias públicas próximas ao empreendimento.
O sistema funciona de maneira automática. Quando o caminhão entra na área destinada à lavagem, sensores acionam os jatos. Depois da saída do veículo, o equipamento interrompe o funcionamento. A água utilizada é recolhida, direcionada para um reservatório e reaproveitada no próprio processo.
O material sólido fica retido e pode ser posteriormente removido com equipamentos do canteiro. A solução reduz a quantidade de terra levada para a rua e também diminui o descarte de água. Enquanto a torre ainda não aparece no horizonte de Balneário Camboriú, boa parte do trabalho está concentrada justamente nesses sistemas e nas estruturas enterradas que permitirão levantar os 62 pavimentos.
Fundação abre caminho para a etapa que levará a torre acima dos 200 metros
O estágio atual do Central Tower mostra como uma construção de mais de 200 metros começa muito antes de os primeiros pavimentos se destacarem na paisagem. Perfurações, concretagem, armaduras e controle de materiais formam a base necessária para que o edifício possa avançar verticalmente com as cargas previstas no projeto.
As estacas do bloco principal, com profundidade aproximada de 50 metros, são o ponto mais marcante dessa etapa. Ao mesmo tempo, as fundações menores do embasamento demonstram que cada área do empreendimento recebe uma solução dimensionada para sua função estrutural específica.
Quando concluído conforme as características apresentadas, o empreendimento terá 62 pavimentos, 130 apartamentos, cerca de 52 mil m² de área construída e mais de 200 metros de altura. Antes disso, porém, a execução permanece concentrada dezenas de metros abaixo do nível da rua.

