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Casal vai colher mandioca no Paraná e arranca da terra uma raiz de quase dois metros e 14,4 quilos, transformando uma colheita comum em atração na cidade

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 02/11/2026 às 15:34
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Casal vai colher mandioca no Paraná e arranca da terra uma raiz de quase dois metros e 14,4 quilos, transformando uma colheita comum em atração na cidade
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Ao preparar a horta para plantar batata-doce, um casal de Pitanga, no Paraná, encontrou uma mandioca de 1,95 metro e 14,4 quilos. A raiz virou atração e uma agrônoma explicou o papel do solo, dos nutrientes e das chuvas.

Uma mandioca com 1,95 metro de comprimento e 14,4 quilos saiu da terra em uma propriedade rural de Pitanga, no centro do Paraná. A descoberta aconteceu em 1º de outubro de 2026, quando a agricultora Lídia Korczak preparava a horta para plantar batata-doce. A colheita no sítio São Miguel revelou uma raiz mais comprida que a altura dos próprios agricultores.

Lídia percebeu o tamanho incomum ao passar por um pé de mandioca e decidiu retirá-lo. Conforme escavava, a raiz continuava aparecendo. Ela chamou o marido, Augusto Manchur, para ajudá-la a concluir o trabalho. Os dois registraram o resultado em vídeo e dividiram a surpresa com a comunidade de Bom Jesus, na Linha Cantu, região rural do município.

Ela preparava o terreno para batata-doce quando encontrou algo diferente sob a terra

O trabalho começou como tantos outros dias na propriedade da família. Lídia cuidava do terreno destinado à batata-doce quando resolveu colher a mandioca que crescia nas proximidades. Logo percebeu que a raiz tinha uma extensão fora do comum. A tarefa passou a exigir a ajuda do marido para retirar o alimento do solo.

A sequência foi contada pelos próprios agricultores e publicada inicialmente pelo NH Notícias, antes de alcançar outros veículos. Segundo o registro publicado pelo portal aRede em 2 de outubro, a mandioca encontrada pelo casal pesava 14,4 quilos e media 1,95 metro.

O vídeo gravado pela família mostra o alimento depois de retirado e permite perceber sua extensão. Para agricultores habituados ao trabalho na roça desde a infância, aquele exemplar transformou uma atividade rotineira em um episódio difícil de esquecer.

A raiz alcançou quase dois metros e ficou maior que os dois agricultores

O comprimento é uma das características mais curiosas da descoberta. A mandioca de Pitanga chegou a 195 centímetros, ultrapassando a altura de Lídia e Augusto. Como referência, a reportagem da RPC descreveu raízes comuns com comprimento aproximado de até 40 centímetros, uma distância muito menor que a do exemplar colhido no sítio.

Uma raiz desse tamanho também muda a própria experiência da colheita. Em vez de retirar um alimento de dimensões habituais, os agricultores precisaram acompanhar uma estrutura que se estendia muito além do esperado, preservando sua forma durante a retirada. Depois, a mandioca foi mostrada a outras pessoas e chamou a atenção na comunidade.

O caso recebeu nova repercussão no começo de novembro, quando a RPC apresentou os agricultores e consultou uma especialista para explicar as condições que favorecem esse tipo de crescimento. A visita dos jornalistas levou a história da pequena propriedade para leitores e telespectadores de outras regiões do Brasil.

O esterco usado na propriedade ajuda a explicar o crescimento da mandioca

A engenheira agrônoma Alini Machado, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), apontou à reportagem da RPC uma combinação de fatores ligados ao solo, aos nutrientes e à água. A profissional é doutora em Agronomia, com ênfase em fertilidade do solo e nutrição de plantas.

Os agricultores utilizam esterco na área cultivada. Essa prática adiciona matéria orgânica ao solo e pode contribuir para a disponibilidade de nutrientes importantes para o desenvolvimento da planta, incluindo fósforo e potássio. A especialista também ressaltou a necessidade de espaço para as raízes avançarem pela terra, sem obstáculos físicos que prejudiquem seu crescimento.

A Embrapa recomenda solos profundos, soltos e bem drenados para o plantio de mandioca. A orientação ajuda a entender o processo: as raízes encontram menos resistência em terrenos com boa estrutura, enquanto a drenagem contribui para manter condições adequadas durante o desenvolvimento e para facilitar a retirada na colheita.

O manejo do solo também começa antes do plantio. Preservar a matéria orgânica, cuidar da erosão e observar a profundidade do terreno são medidas recomendadas para a cultura. Na pequena propriedade paranaense, o adubo orgânico utilizado pela família se somou às condições ambientais observadas ao longo do ciclo da planta.

Chuvas favoreceram a fase em que a mandioca acumulava amido

O abastecimento de água durante o crescimento da planta entrou na análise da agrônoma. Em entrevista à RPC, Alini relacionou a disponibilidade de chuvas nos meses anteriores, durante um período de influência do El Niño, à fase em que a mandioca estava acumulando reservas em suas raízes.

É nelas que a planta armazena parte do amido produzido durante seu desenvolvimento. Folhas, solo, nutrientes e umidade participam de um processo de crescimento que pode durar vários meses, variando conforme a cultivar e as condições da propriedade. Uma combinação favorável pode permitir que algumas raízes alcancem dimensões incomuns.

A distribuição da água importa tanto quanto sua quantidade. Solos bem drenados favorecem o crescimento, e as orientações da Embrapa destacam a atenção necessária em áreas sujeitas a encharcamento. A avaliação sobre a mandioca de Pitanga associou a água disponível ao período de enchimento da raiz, acompanhado do uso de adubo e de espaço no terreno.

Décadas de trabalho no campo deram ao casal uma colheita especial

Lídia e Augusto conhecem a rotina rural desde pequenos. Os dois contaram à RPC que nasceram ligados ao trabalho agrícola e continuaram nesse caminho durante a vida. Mesmo com toda essa experiência, a mandioca encontrada em outubro trouxe uma novidade para a família.

Ao comentar a descoberta, Augusto recuperou um ditado conhecido no campo: “Quem plantou, um dia colhe”. A brincadeira expressou o orgulho pelo cuidado diário dedicado à propriedade e pela surpresa encontrada em meio às tarefas da horta.

O vídeo enviado ao NH Notícias preserva esse momento. O registro apresenta os agricultores junto à raiz e mostra por que as medidas de quase dois metros e mais de 14 quilos despertaram tanta curiosidade entre os moradores e o público que conheceu a história depois.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Um alimento comum da mesa brasileira ganhou uma dimensão extraordinária

A mandioca faz parte da alimentação de famílias de diversas regiões do país. Pode chegar à mesa cozida ou frita e também abastece a produção de farinha, polvilho e fécula. Segundo a Embrapa, seu aproveitamento está ligado à elevada quantidade de amido presente nas raízes, matéria-prima usada em alimentos e diferentes processos industriais.

Foi justamente o crescimento dessa parte subterrânea que transformou o trabalho dos agricultores de Pitanga em uma história compartilhada dentro e fora da cidade. O casal começou o dia preparando o terreno para outro plantio e terminou com uma raiz de 1,95 metro e 14,4 quilos, um resultado que virou assunto na comunidade e atraiu a atenção de especialistas. Você já encontrou uma mandioca tão grande durante uma colheita?

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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