Depois de comprar um terreno abandonado em Portugal há dois anos, o casal retomou as obras, recebeu materiais da fachada, iniciou perfis para vidros, reposicionou um contêiner no patamar inferior, levou a tiny house de 6 toneladas ao lugar definitivo e montou um deck de 50 m² em dois dias.
O terreno abandonado comprado por um casal em Portugal voltou a ganhar forma depois de uma pausa causada pelo clima ruim no começo do ano. Agora, a propriedade em declive reúne obra da casa principal, mudança da tiny house, reposicionamento de contêiner e um novo deck de madeira.
A transformação começou há dois anos, quando o espaço ainda estava tomado pelo abandono. Desde então, o casal limpou a área, encontrou uma ruína, demoliu uma casa sem estrutura, cavou 130 metros até encontrar água e passou a reorganizar o terreno em diferentes patamares.
Terreno abandonado tinha ruína, casa velha e acesso difícil

Quando o casal comprou o terreno abandonado, a área estava sem uso havia anos. A propriedade tinha uma parte superior e uma parte inferior, além de uma casa antiga sem estrutura, que precisou ser demolida para dar lugar à nova construção.
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O desafio não estava apenas na obra, mas no próprio relevo. Como o terreno fica em declive, caminhões pesados conseguem descer, mas subir continua sendo um problema. Por isso, a entrada só deve ser melhorada depois da fase mais pesada da construção.
A decisão faz sentido dentro da lógica da obra. Se a entrada fosse reformada agora, o movimento constante de caminhões e máquinas poderia danificar o acesso antes da conclusão dos trabalhos principais.
Esse tipo de terreno exige planejamento em etapas. Cada mudança precisa considerar peso, nível, contenção, circulação de veículos e posição definitiva das estruturas.
Casa principal avança com perfis, vidros e revestimento externo

Na nova etapa, chegaram os materiais para terminar o exterior da casa principal. A equipe iniciou a instalação dos perfis de alumínio, que servem de base para receber os vidros nas fachadas.
A casa foi pensada com muitas áreas envidraçadas. A ideia é criar a sensação de estar dentro da construção, mas ainda conectado à natureza ao redor, já que o terreno é privado e cercado por vegetação.
Antes da instalação dos vidros, os profissionais aplicaram tecido impermeável e começaram a fixar os perfis na estrutura. Também chegaram peças em ângulo para acompanhar o desenho da casa.
Ao mesmo tempo, outra equipe iniciou o revestimento externo. Primeiro vieram camadas de proteção contra água, depois isolamento, barreira de vapor e uma estrutura metálica para receber o acabamento final.
Vidro vira elemento central da nova casa no meio da natureza
A casa principal foi planejada para aproveitar a paisagem. Segundo o projeto mostrado pelo casal, boa parte da construção será cercada por vidro, criando uma relação direta entre interior e exterior.
A proposta visual é fazer a natureza parecer parte da casa. Árvores, vista do terreno e luz natural entram como elementos importantes do projeto, não apenas como pano de fundo.
Os perfis instalados também chamaram atenção pelo tamanho. Em alguns pontos, há grandes aberturas e portas de correr amplas, reforçando a escala da construção.
Essa etapa marca uma mudança importante no terreno abandonado. O espaço deixa de parecer apenas um canteiro em transformação e começa a mostrar a aparência final da casa principal.
Contêiner foi levado para o patamar inferior

Além da casa, o casal também decidiu reorganizar estruturas já existentes no terreno. O contêiner, que antes ocupava um espaço mais visível, foi deslocado para um patamar inferior.
A ideia foi esconder o contêiner no declive e liberar a área superior para receber a tiny house em um ponto mais privado. A mudança reorganiza o terreno e melhora a leitura visual do espaço.
Mover o contêiner não foi simples. Ele precisou ser esvaziado e arrastado com cuidado, já que não podia ser suspenso e levado facilmente de um ponto a outro.
O posicionamento exigiu correntes, madeira para ajudar no deslizamento e várias tentativas de ajuste. O maior desafio foi deixá-lo no ângulo correto, sem risco de tombamento ou desalinhamento.
Tiny house de 6 toneladas ganhou lugar definitivo

Depois do contêiner, chegou a vez da tiny house. A pequena casa já havia sido movida algumas vezes, mas desta vez foi levada para o local definitivo dentro do terreno.
O casal estimou que a tiny house esteja com cerca de 6 toneladas, o dobro do peso máximo que o reboque poderia suportar com tranquilidade. A preocupação era que algo quebrasse, empenasse ou que um pneu estourasse durante a movimentação.
Mesmo com o risco, a mudança deu certo. A tiny house foi deslocada por cerca de 20 metros, estacionada, nivelada e integrada ao novo espaço aberto no terreno.
Com a nova posição, a casa compacta ficou mais encaixada no conjunto. Também liberou área para estacionamento e para melhor visualização dos muros de pedra já construídos no local.
Deck de 50 m² foi construído em dois dias

Com a tiny house no lugar e o contêiner escondido no patamar inferior, o casal iniciou a construção de um deck de madeira. A estrutura conecta a saída da tiny house ao topo do contêiner.
O deck tem 50 m² e foi construído em apenas dois dias. A rapidez mostra a evolução do casal em comparação com trabalhos anteriores no mesmo terreno, quando tarefas semelhantes levaram muito mais tempo.
A base foi feita com blocos de concreto nivelados, para evitar que a madeira encostasse diretamente no chão. Depois vieram madeiras tratadas, barrotes espaçados a cada 40 centímetros e, por fim, as tábuas do deck.
O nivelamento foi a parte mais trabalhosa. Como o terreno e o contêiner tinham pequenas diferenças de altura, foi necessário cortar peças em medidas diferentes para compensar o desnível.
Madeira tratada e espaçamento ajudam a proteger o deck

O casal escolheu madeira tratada para a estrutura e para o acabamento do deck. A escolha ajuda na durabilidade, especialmente por se tratar de uma área externa exposta à chuva e à umidade.
Outro cuidado foi deixar espaçamento de cerca de 0,5 cm entre as peças. Essa folga permite que a água escorra e evita o acúmulo que poderia acelerar o desgaste da madeira.
No primeiro patamar, o deck ficou sem emendas aparentes, porque as peças tinham comprimento de 6 metros. Isso deixou o visual mais limpo e reduziu o trabalho de corte.
Na parte superior do contêiner, o nivelamento exigiu mais ajustes. Mesmo assim, o casal conseguiu transformar o topo da estrutura em uma área útil, pensada para descanso, churrasco e convivência.
Muros de contenção seguem essenciais no terreno em declive
Como a propriedade fica em declive, os muros de contenção são parte essencial do projeto. Ao longo da transformação, o casal já construiu vários muros de pedra para segurar a terra e organizar os níveis do terreno.
Na área do contêiner, também foi feita uma contenção com madeira, lona e pedras. O objetivo era impedir que a terra ficasse encostada diretamente no contêiner e causasse danos com o tempo.
Esse cuidado mostra que a transformação do terreno abandonado não depende apenas de estética. A estabilidade da terra, o escoamento da água e a proteção das estruturas são tão importantes quanto o acabamento final.
Cada patamar precisa funcionar como parte de um sistema. Se a contenção falha, o deck, a tiny house e o contêiner podem ser afetados.
Projeto une casa principal, tiny house e área externa
A nova fase mostra que o terreno abandonado está se tornando um conjunto mais organizado. A casa principal avança com vidro e revestimento, enquanto a tiny house assume um ponto fixo e o contêiner passa a funcionar quase escondido no declive.
O deck cria uma ligação entre essas estruturas e transforma uma área antes irregular em espaço de uso diário. O que era terra solta passa a virar área de permanência, circulação e lazer.
A proposta final combina moradia principal, construção compacta, área externa e soluções adaptadas ao relevo. Em vez de tentar apagar o declive, o casal está usando os patamares como parte do projeto.
A transformação ainda não terminou, mas a nova etapa mostra um salto visual importante. O terreno começa a parecer menos improvisado e mais planejado.
Transformação mostra o peso de insistir em um terreno difícil
O caso do casal em Portugal mostra como um terreno abandonado pode se transformar aos poucos, mesmo quando começa com acesso ruim, casa velha, falta de água, declive e necessidade de contenção.
A cada etapa, a propriedade ganha função: a casa principal avança, a tiny house encontra seu lugar definitivo, o contêiner fica integrado ao patamar e o deck de 50 m² cria uma área de convivência.
A força da história está justamente na sequência de soluções práticas. Nada parece simples, mas cada problema resolvido muda a forma como o terreno pode ser usado.
E você, teria coragem de comprar um terreno abandonado em declive para transformar tudo do zero, ou acha que esse tipo de projeto exige esforço demais para valer a pena? Comente sua opinião.


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