Casa dos Ventos e Unigel firmam parceria de 20 anos para construção de novo complexo de energia eólica na Bahia

Valdemar Medeiros
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29-09-2021 10:42:36
em Energia Renovável
Casa dos Ventos - Unigel - energia eólica - Bahia Folha Larga Sul irá fornecer energia limpa à Vale pelos próximos 23 anos (Foto: Divulgação)

Unigel e Casa dos Ventos fecham parceria no valor de R$ 1 bilhão para construção do complexo de energia eólica Babilônia Sul, na Bahia

A Unigel, a maior produtora de acrílicos, fertilizantes nitrogenados e estirênicos da América Latina e a Casa dos Ventos fecharam um contrato de compra e venda de energia limpa, com duração de 20 anos. O acordo é o primeiro da petroquímica brasileira no setor de energia eólica e faz com que a construção do projeto Babilônia Sul, que terá capacidade de gerar 360 MW de potência, saia do papel na Bahia.

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Complexo eólico reduzirá a emissão de 200 mil toneladas de dióxido de carbono por ano

De acordo com Roberto Noronha, presidente da Unigel, o contrato com a Casa dos Ventos assegurará que “parte importante” da energia utilizada pelo grupo, que tem como foco reduzir a pegada de carbono, venha de fontes renováveis.

A expectativa é que 200 mil toneladas de carbono deixem de ser emitidas por ano e o executivo afirma que a sustentabilidade virou uma pré-condição quando qualquer projeto é avaliado. Por estar em processo de oferta pública inicial de ações (IPO), a Unigel não afirmou a potência adquirida ao lado da Casa dos Ventos.

O complexo de energia eólica na Bahia receberá cerca de R$ 2 bilhões em investimentos e o contrato recém-firmado faz parte de uma opção de compra de participação futuramente. Caso a Unigel exerça a opção, será capaz de se tornar sócia da usina de energia eólica e entrar na categoria como uma autoprodutora de energia, conseguindo garantias de suprimento e custos ainda mais competitivos no mercado.

Acordo estratégico da Unigel e Casa dos Ventos promete gerar novos empregos

O contrato das duas empresas entra em vigor em 2024, com a substituição de parte da energia de fontes não sustentáveis, que são utilizadas atualmente. Segundo Noronha, o acordo com a Casa dos Ventos é estratégico, já que coloca a companhia no caminho da meta de ter uma grande parte da energia que consome vinda de fontes renováveis, como a energia eólica.

Após investir R$ 500 milhões para voltar com as operações em duas fábricas de fertilizantes arrendadas da Petrobras na Bahia e em Sergipe, a petroquímica anunciou que investirá na primeira unidade de produção de amônia verde no país, localizada em Camaçari, na Bahia.

A unidade, que iniciará suas atividades até o fim de 2022, demandará a contratação de mais energia, de preferência renovável, para obter amônia por meio do hidrogênio da água e do nitrogênio do ar. De acordo Noronha, a companhia está buscando novas oportunidades de contratação de energia eólica e solar.

Casa dos Ventos planeja tornar seus projetos eólicos em plantas híbridas

Já para a Casa dos Ventos, a nova parceria fomentará o desenvolvimento do projeto na Bahia, que terá, ao total, cinco sociedades de propósito específico. A mobilização dos empreendimentos iniciou este mês e os aerogeradores já foram comprados junto à Vestas.

Novos acordos voltados para a usina eólica já estão prosseguindo junto a clientes do ambiente de contratação livre, afirma o diretor de Novos Negócios da empresa eólica, Lucas Araripe. O executivo afirma também que os setores eletrointensivos, como mineração petroquímica, têm sido grandes demandantes de compra de energia a longo prazo.

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Valdemar Medeiros
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