Brava Energia inaugurou em Candeias um centro que monitora mais de 130 poços e 12 estações dos polos Recôncavo e Rio Ventura em tempo real.
A Brava Energia inaugurou na quinta-feira (8), em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, um Centro de Operações Integradas para acompanhar continuamente os ativos dos polos Recôncavo e Rio Ventura, na Bahia. A nova estrutura reúne informações antes distribuídas por diferentes sistemas e foi criada para dar suporte às decisões operacionais, aumentar a previsibilidade dos ativos e reduzir a necessidade de exposição das equipes em campo.
O centro funcionará ininterruptamente, durante 24 horas por dia e sete dias por semana. A partir dele, serão monitorados mais de 130 poços e 12 estações distribuídos por uma área superior a 65 km².
Mais de 12 sistemas passam a conversar dentro da mesma estrutura
A principal mudança está na concentração das informações. A companhia integrou mais de 12 sistemas para que diferentes partes da operação possam ser acompanhadas de forma conjunta. O controle não se limita ao desempenho dos poços.
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A estrutura também recebe informações relacionadas a processos, movimentação logística, infraestrutura operacional e atuação das equipes.
Jorge Boeri, diretor de Operações Onshore da Brava Energia, explicou que a iniciativa busca reunir dados, rotinas e sistemas em uma estrutura padronizada, ampliando a integração e a capacidade de resposta da operação.
Profissionais de diferentes áreas trabalham a partir do COI
O novo centro também reúne especialidades que precisam trocar informações durante a rotina dos ativos terrestres.
Participam da estrutura profissionais ligados a:
- Produção e Operações;
- Planejamento e Logística;
- Manutenção;
- Integridade de Ativos;
- Processos;
- Segurança, Meio Ambiente e Saúde.
A integração dessas áreas pretende ampliar o acompanhamento preventivo das atividades e fornecer suporte às decisões tomadas durante a operação.
Segundo a Brava Energia, a centralização dos dados permitirá ampliar o monitoramento em tempo real, reduzir a exposição das equipes em campo e aumentar a previsibilidade sobre o funcionamento dos ativos.

Modelo já é utilizado pela Brava Energia no Rio Grande do Norte
Candeias não é a primeira operação terrestre da companhia a receber uma central desse tipo.
A empresa já utiliza uma estrutura semelhante no Polo Potiguar, no Rio Grande do Norte, voltada igualmente à digitalização e ao acompanhamento em tempo real.
A implantação na Bahia amplia esse modelo para os polos Recôncavo e Rio Ventura.
Com isso, parte das operações onshore da companhia passa a utilizar centros integrados como pontos de concentração de informações produzidas nos campos.
Produção chegou a 82 mil barris equivalentes por dia
A abertura do COI ocorre depois de a Brava Energia registrar avanço em indicadores operacionais e financeiros no segundo trimestre de 2026.
A produção média alcançou 82 mil barris de óleo equivalente por dia, resultado 8% superior ao observado nos três primeiros meses do ano.
Segundo a companhia, o desempenho dos ativos de Papa-Terra e Parque das Conchas contribuiu para os resultados do trimestre.
No âmbito financeiro, a Brava Energia também destacou o aumento de 23% nos preços médios de venda de petróleo.
Receita atingiu US$ 712 milhões no trimestre
No mesmo período, a empresa registrou receita líquida recorde de US$ 712 milhões, crescimento de 20% frente ao trimestre anterior.
O EBITDA ajustado avançou 10% nessa comparação e chegou a US$ 341 milhões.
Ao término do trimestre, a companhia mantinha US$ 965 milhões em caixa e completava o quinto trimestre consecutivo com redução da dívida líquida.
O índice de alavancagem caiu para 1,97 vez, ante 3,11 vezes registradas no mesmo período do ano anterior.
Com a unidade de Candeias, a Brava Energia amplia para a Bahia uma estratégia de concentração digital já utilizada em suas atividades terrestres no Rio Grande do Norte.
Além de centralizar os dados operacionais, o centro conecta informações de poços, estações, logística e manutenção com profissionais de diferentes especialidades.
