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Brasil tem três áreas com ventos mais fortes para gerar energia eólica no mar, aponta estudo da EPE que analisou 20 regiões do litoral brasileiro

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 24/10/2026 às 19:27 Atualizado em 24/10/2026 às 19:40
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Estudo da EPE revela três áreas de destaque para energia eólica offshore no Brasil após analisar a força dos ventos em 20 regiões da costa brasileira
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Estudo da Empresa de Pesquisa Energética identifica três áreas com ventos favoráveis à geração offshore, analisa 20 regiões do litoral brasileiro e apresenta critérios técnicos, ambientais e econômicos para orientar futuros projetos no mar

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) identificou três áreas de destaque para a geração de energia eólica offshore no litoral brasileiro. O levantamento analisou as condições dos ventos ao longo da costa e dividiu o território marítimo em 20 regiões.

Três áreas apresentam condições de vento favoráveis à geração de energia

O estudo da EPE identificou três pontos classificados como hotspots, nome utilizado para áreas que se destacam por determinadas características. Nesse caso, o principal critério foi a velocidade média dos ventos.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram dados históricos e compararam o comportamento dos ventos em diferentes trechos do litoral brasileiro.

A avaliação considerou tanto as mudanças diárias quanto as variações ao longo das estações do ano. Com essas informações, a costa foi dividida em 20 regiões com características semelhantes.

O trabalho também comparou três bases públicas de dados: ERA5, MERRA-2 e Global Wind Atlas. O objetivo foi selecionar a fonte mais adequada para estudar o potencial eólico marítimo brasileiro.

Energia eólica offshore ainda depende de outros fatores

Apesar dos resultados, a identificação dessas três áreas não significa que elas estejam liberadas para receber parques eólicos.

A velocidade do vento é importante para a geração de eletricidade, mas não basta para garantir que um empreendimento seja viável.

É preciso considerar os custos de instalação, a infraestrutura disponível e os possíveis impactos ambientais.

Outro ponto envolve as atividades que já acontecem no mar. Pesca, navegação e turismo precisam ser considerados durante a escolha dos locais.

Áreas de conservação ambiental, ecossistemas marinhos e comunidades também fazem parte dessa avaliação.

Nova metodologia segue regras estabelecidas pela legislação brasileira

A EPE desenvolveu uma metodologia para ajudar na escolha de áreas destinadas a futuros projetos de geração de eletricidade no mar.

O procedimento reúne critérios técnicos, ambientais, sociais e econômicos. A proposta é fornecer informações ao poder concedente, responsável pelas decisões sobre a oferta de áreas marítimas.

A iniciativa está relacionada à Lei nº 15.097/2025, que estabelece regras para o aproveitamento do potencial energético offshore no Brasil.

A versão final da metodologia foi publicada em julho de 2026, após consulta pública conduzida pelo Ministério de Minas e Energia.

Segundo a EPE, a Consulta Pública nº 191/2025 recebeu aproximadamente 400 contribuições de 41 instituições. As sugestões foram utilizadas para aperfeiçoar a proposta.

Instalação de parques eólicos no mar ainda exige investimentos e licenciamento

O levantamento representa uma etapa de planejamento. Antes da instalação de qualquer parque eólico, os empreendedores precisam cumprir outras exigências.

Entre elas está o licenciamento ambiental, que avalia os impactos de cada projeto e estabelece condições para sua instalação e operação.

A expansão da geração offshore também depende de investimentos em linhas de transmissão para transportar a eletricidade até os centros consumidores.

Além disso, o setor precisa desenvolver fornecedores, formar profissionais e avançar na regulamentação.

Esses fatores, juntamente com as condições dos ventos, serão determinantes para avaliar quais áreas poderão receber projetos eólicos e em quais condições os empreendimentos poderão funcionar.

Dados e informações da matéria: VEJA.

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Romário Pereira de Carvalho

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