O Brasil fechou a IOI 2026, em Tashkent, com medalhas para os quatro estudantes da equipe: Pedro Suyama ganhou ouro, João Paulo Campos ficou com a prata, e Maria Clara Fontes e Enzo Hirota levaram bronze.
Os quatro estudantes que representaram o Brasil na Olimpíada Internacional de Informática de 2026 voltaram da disputa em Tashkent com medalhas. Pedro Suyama Leston Rey conquistou ouro, João Paulo Campos Oliveira ficou com a prata, e Maria Clara Fontes Silva e Enzo Ivamoto Hirota receberam bronze no resultado final da competição.
A lista oficial da IOI 2026 reúne 375 competidores com pontuação final. O resultado brasileiro chama atenção porque nenhum dos quatro representantes terminou sem medalha, em uma prova individual que reúne estudantes selecionados por dezenas de países.
Pedro Suyama ficou 1,45 ponto acima da linha do ouro
Pedro Suyama Leston Rey terminou em 29º lugar, com 362,57 pontos. O corte oficial para a medalha de ouro foi de 361,12 pontos, uma diferença de apenas 1,45 ponto entre a pontuação do brasileiro e a faixa mínima do ouro.
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João Paulo Campos Oliveira aparece em 72º, com 326,28 pontos, resultado que lhe garantiu a prata. O corte da prata foi de 303,28 pontos.
Maria Clara Fontes Silva terminou em 96º, com 302,09 pontos, enquanto Enzo Ivamoto Hirota ficou em 117º, com 288,81. Os dois receberam bronze, cuja linha de corte ficou em 228,80 pontos.
Os quatro brasileiros vieram de escolas de São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju
A equipe brasileira havia sido definida pela Olimpíada Brasileira de Informática após a seletiva nacional. Pedro Suyama e Enzo Hirota representam o Colégio Etapa, em São Paulo. João Paulo Campos de Oliveira estuda no Colégio Método, em Belo Horizonte, e Maria Clara Fontes Silva representa o Coesi, em Aracaju.
A formação também mostra como a programação competitiva reúne estudantes de diferentes regiões em torno do mesmo tipo de desafio: resolver problemas complexos de algoritmos sob forte limite de tempo.
A IOI coloca cada estudante diante de seis problemas em dois dias de prova
Na Olimpíada Internacional de Informática, cada país pode selecionar uma equipe de até quatro competidores, mas a disputa é individual. Em 2026, os participantes enfrentaram dois dias de competição.
As regras preveem três problemas algorítmicos por dia e cinco horas para resolvê-los. Cada tarefa vale até 100 pontos, o que leva a uma pontuação máxima possível de 600 pontos ao fim das duas rodadas.
O formato exige muito mais do que saber escrever código. O competidor precisa interpretar o problema, encontrar uma estratégia eficiente, provar para si mesmo que o algoritmo funciona nos casos extremos e implementar a solução dentro do tempo disponível.
Tashkent recebeu a 38ª edição da competição entre 9 e 16 de agosto
A IOI 2026 foi realizada em Tashkent, capital do Uzbequistão, de 9 a 16 de agosto. Foi a primeira vez que o país sediou a Olimpíada Internacional de Informática.
Antes do evento, o Ministério de Tecnologias Digitais do Uzbequistão informou que 386 estudantes de mais de 97 países estavam inscritos. Já a tabela oficial de resultados finais registra 375 competidores, por isso os dois números correspondem a momentos diferentes: inscrições anunciadas antes da prova e participantes que aparecem no resultado final.
Quatro medalhas transformam a viagem brasileira em um resultado coletivo raro
Embora a IOI não seja uma competição por equipes, o fato de todos os quatro brasileiros aparecerem entre os medalhistas dá ao desempenho um peso coletivo evidente. O grupo voltou com uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze.
A OBI ainda mantém em sua página histórica a contagem de 64 medalhas brasileiras conquistadas antes desta edição de 2026. Como essa página ainda não foi atualizada com o resultado recém-encerrado, o número histórico oficial não deve ser misturado com a nova tabela sem essa ressalva.
Para os quatro estudantes, o resultado coloca nomes de São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju na mesma lista internacional. Para quem acompanha educação e tecnologia no Brasil, também deixa uma pergunta interessante: qual desses quatro caminhos até uma medalha mundial você gostaria de conhecer em mais detalhes?
