A procura por motos elétricas cresce no Brasil e começa a ampliar as opções de transporte urbano, com consumidores interessados em substituir gastos com combustível pela recarga da bateria, enquanto os números de agosto mostram que a expansão desse mercado ainda enfrenta oscilações.
O Brasil registrou 11.587 motocicletas elétricas emplacadas entre janeiro e agosto de 2026, um resultado que mostra como os modelos movidos a bateria estão conquistando espaço em um mercado tradicionalmente dominado pela gasolina.
Os números foram publicados em 3 de setembro pela Motociclismo Online, veículo especializado em notícias e mercado de motocicletas, a partir dos dados da Fenabrave. O levantamento também revela uma expansão expressiva das motocicletas eletrificadas e híbridas no país.
Para quem utiliza a moto diariamente, seja no deslocamento até o trabalho ou na realização de entregas, a possibilidade de circular sem abastecer com gasolina representa uma alternativa que começa a fazer parte das decisões de compra.
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Motos elétricas já somam 11.587 emplacamentos e começam a disputar espaço com modelos tradicionais
As 11.587 motos elétricas registradas até agosto de 2026 fazem parte de um mercado mais amplo de veículos de duas rodas que utilizam eletricidade como fonte de energia.
No mesmo período, o Brasil contabilizou 21.096 motocicletas eletrificadas e híbridas emplacadas. Isso significa que os modelos exclusivamente elétricos representam uma parcela importante desse segmento.
A diferença entre as categorias merece atenção. Enquanto a moto elétrica funciona por meio de um motor alimentado por bateria, os modelos híbridos combinam diferentes formas de propulsão.

Para o consumidor, essa variedade amplia as possibilidades de escolha. A decisão deixa de envolver apenas modelos a gasolina e passa a incluir motocicletas com diferentes formas de alimentação e utilização no cotidiano.
Trocar a gasolina pela tomada começa a fazer sentido na rotina de quem usa moto todos os dias
O interesse pelas motos elétricas tem relação direta com uma preocupação comum entre os motociclistas: quanto custa utilizar o veículo diariamente?
Quem depende da motocicleta para trabalhar precisa considerar os gastos com combustível, a frequência dos deslocamentos e a praticidade de manter o veículo disponível durante o expediente.
Nesse contexto, substituir o abastecimento pela recarga de uma bateria apresenta uma possibilidade diferente de organizar a rotina.
Entretanto, a escolha exige atenção às necessidades individuais. A distância percorrida diariamente, a autonomia da bateria, o preço de aquisição e a disponibilidade de um local para recarga são aspectos que precisam entrar na comparação com uma moto convencional.
Para trabalhadores que fazem trajetos urbanos conhecidos, essa análise pode ajudar a identificar se a mudança de tecnologia realmente atende às necessidades de transporte.
Mercado de motocicletas eletrificadas cresce 236,94% em 2026
O avanço dos veículos que utilizam eletricidade aparece com mais intensidade quando os números são comparados com os resultados de 2025.
A Motociclismo Online, publicação especializada no setor de motocicletas, registrou um crescimento de 236,94% nos emplacamentos de motos eletrificadas e híbridas entre janeiro e agosto de 2026, diante do mesmo período do ano anterior.

O percentual considera as duas categorias em conjunto e não deve ser interpretado como crescimento exclusivo das motocicletas totalmente elétricas.
Ainda assim, o resultado mostra que os consumidores brasileiros estão encontrando mais alternativas além dos tradicionais modelos com motor a combustão.
A expansão também acontece em um mercado de motocicletas aquecido. Entre janeiro e agosto, o Brasil contabilizou 1.578.909 motos emplacadas, crescimento de 12,14% diante do mesmo intervalo de 2025.
Apesar do avanço, motos eletrificadas registraram queda de 15,79% em agosto
O acumulado positivo não significa que o crescimento aconteça da mesma maneira todos os meses.
Em agosto de 2026, os emplacamentos de motocicletas eletrificadas e híbridas apresentaram queda de 15,79% em relação a julho.
A comparação com agosto de 2025, entretanto, mostra uma situação diferente: o segmento registrou alta de 740,31%.
Os resultados revelam duas características importantes desse mercado. Existe uma expansão expressiva diante do ano anterior, mas o volume de vendas ainda apresenta variações mensais.
Por isso, os números de agosto não representam, isoladamente, uma interrupção do crescimento acumulado. Eles mostram que a procura pode variar mesmo durante um período de expansão.
Motos a gasolina continuam dominando, mas os modelos elétricos começam a ampliar as escolhas
A motocicleta convencional permanece com uma presença muito superior no mercado brasileiro.
Somente em agosto de 2026, foram emplacadas 205.190 motocicletas de todas as categorias no país. A Honda CG 160 continuou na liderança, com 48.053 unidades registradas durante o mês.
Esses números ajudam a entender o tamanho do mercado que os modelos elétricos começam a disputar.
Embora os 11.587 emplacamentos de motos elétricas ainda representem uma parcela pequena diante do volume total de motocicletas vendidas no Brasil, a presença desses veículos amplia as possibilidades de transporte para diferentes perfis de consumidores.
A mudança não significa que os brasileiros estejam abandonando imediatamente a gasolina. O movimento indica que a eletricidade começa a entrar nas escolhas de quem precisa de uma moto para circular pelas cidades.
O desafio será transformar o interesse pelos novos modelos em uma alternativa viável para mais motociclistas, considerando o custo de aquisição, as necessidades de deslocamento e as condições de recarga.
E você, trocaria sua moto a gasolina por uma elétrica para trabalhar ou circular pela cidade? O que mais pesaria na sua decisão: economia, autonomia da bateria ou preço de compra? Compartilhe sua opinião nos comentários.
