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Barco com seis pescadores capota nas ondas na costa do Pará e os homens passam quase três dias agarrados às boias de pesca, sem comida nem água doce, até a tripulação de um petroleiro avistá-los e um helicóptero da Marinha içar o mais desidratado

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 04/09/2026 às 15:10
Cinco pescadores passaram cerca de 60 horas sobre boias após o barco capotar na costa do Pará, perto de Vigia. Um petroleiro os avistou e a Marinha içou o mais desidratado.
Cinco pescadores passaram cerca de 60 horas sobre boias após o barco capotar na costa do Pará, perto de Vigia. Um petroleiro os avistou e a Marinha içou o mais desidratado.
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A embarcação deixou São João de Pirabas na manhã de quinta-feira (9) com seis homens, um deles desembarcou horas depois em Maracanã por problema de saúde, e os cinco restantes viraram à noite. Foram cerca de 60 horas sobre as boias até o petroleiro chegar na manhã de segunda-feira (13)

A Marinha do Brasil resgatou na segunda-feira (13) cinco pescadores que sobreviveram ao naufrágio de uma embarcação em mar aberto, nas proximidades do município de Vigia, no Pará, a cerca de 160 quilômetros de Belém. O barco capotou pela força das ondas na noite de quinta-feira (9), e os homens passaram cerca de 60 horas em cima de boias de pesca, o equivalente a quase três dias.

As informações foram publicadas pela CNN Brasil em 14 de outubro de 2025, às 20h01, em texto assinado por Helena Barra e Thiago Félix, de São Paulo, com base em dados da Marinha do Brasil e das investigações sobre o naufrágio.

Barco saiu de São João de Pirabas com seis homens a bordo

Cinco pescadores passaram cerca de 60 horas sobre boias após o barco capotar na costa do Pará, perto de Vigia. Um petroleiro os avistou e a Marinha içou o mais desidratado.
Cinco pescadores passaram cerca de 60 horas sobre boias após o barco capotar na costa do Pará, perto de Vigia. Um petroleiro os avistou e a Marinha içou o mais desidratado.

Segundo as investigações, a embarcação partiu de São João de Pirabas, no Pará, na manhã de quinta-feira (9), com seis homens a bordo.

O ponto de partida e o horário de saída são os primeiros dados da cronologia reconstituída pelas autoridades para entender o que aconteceu até o resgate, quatro dias depois.

Um pescador passou mal e desembarcou em Maracanã

De acordo com relatos, um dos seis pescadores apresentou problemas de saúde poucas horas depois da saída e desembarcou no município de Maracanã, também no Pará.

O desembarque reduziu a tripulação para cinco homens antes do naufrágio. É por isso que o barco saiu com seis e a Marinha resgatou cinco: o sexto já estava em terra quando o acidente aconteceu.

Ondas viraram a embarcação na noite de quinta-feira

Os demais pescadores seguiram viagem até que, na noite de quinta-feira (9), a embarcação capotou devido à força das ondas, conforme a apuração.

O naufrágio aconteceu em mar aberto, longe da costa, o que explica por que os homens dependeram exclusivamente do material de pesca que flutuava ao redor do barco virado.

Cerca de 60 horas agarrados às boias de pesca

Cinco pescadores passaram cerca de 60 horas sobre boias após o barco capotar na costa do Pará, perto de Vigia. Um petroleiro os avistou e a Marinha içou o mais desidratado.
Cinco pescadores passaram cerca de 60 horas sobre boias após o barco capotar na costa do Pará, perto de Vigia. Um petroleiro os avistou e a Marinha içou o mais desidratado.

Após o incidente, os cinco homens ficaram em cima de boias de pesca por cerca de 60 horas.

O período equivale a quase três dias inteiros na água, da noite de quinta-feira até a manhã de segunda-feira, sem embarcação, sem abrigo e sem contato com a costa. As boias, usadas normalmente para marcar redes e linhas, viraram o único ponto de apoio dos pescadores.

Tripulantes de um petroleiro avistaram os náufragos na segunda-feira

Conforme a Marinha do Brasil, na manhã de segunda-feira (13) os cinco pescadores foram avistados por tripulantes de um navio petroleiro.

Foi a tripulação desse navio que realizou o resgate inicial e acionou o socorro. Sem a passagem do petroleiro pela área, os homens continuariam à deriva sem nenhum chamado de emergência registrado.

Pescador de 38 anos foi içado por helicóptero com desidratação severa

Um dos homens, de 38 anos, foi encontrado em estado de desidratação severa e precisou ser retirado por um helicóptero do esquadrão da Marinha.

Ele foi encaminhado a um hospital na capital paraense. A desidratação, depois de quase três dias sobre as boias em mar aberto, foi o quadro mais grave entre os cinco resgatados.

Outros quatro, entre 36 e 43 anos, receberam atendimento a bordo

Os outros quatro tripulantes, com idades entre 36 e 43 anos, foram levados a Belém.

Eles receberam atendimento médico ainda a bordo, sem necessidade de transporte aéreo, o que indica que chegaram em condição menos crítica do que o pescador içado pelo helicóptero.

Vigia fica a 160 km de Belém, no litoral paraense

A localização do resgate, nas proximidades de Vigia, situa o naufrágio no litoral do Pará, a cerca de 160 quilômetros da capital.

O deslocamento até Belém foi o caminho tanto para o helicóptero com o pescador de 38 anos quanto para os outros quatro homens levados por via marítima.

Resgatado seguia em observação no hospital de Belém

Quando a reportagem foi publicada, em 14 de outubro de 2025, o pescador de 38 anos permanecia em observação no hospital de Belém, e os outros quatro haviam recebido atendimento médico a bordo. A publicação não informa o nome dos pescadores, o nome da embarcação nem o do navio petroleiro que fez o primeiro resgate.

A cronologia fechada pelas investigações vai da saída de São João de Pirabas, na manhã de quinta-feira (9), ao avistamento pelo petroleiro na manhã de segunda-feira (13), com cerca de 60 horas de permanência sobre as boias no meio. O texto não detalha o destino do barco virado nem a causa do problema de saúde do sexto pescador, que desembarcou em Maracanã.

Na sua opinião, embarcações de pesca artesanal deveriam ser obrigadas a levar rádio ou rastreador para casos como o de Vigia, ou o custo desse equipamento é inviável para quem vive da pesca na costa do Pará? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

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