AgroVANT poderá transportar 25 vezes mais insumos que um drone agrícola comum e avançará gradualmente da operação remota para voos completamente autônomos.
O avião agrícola sem piloto desenvolvido no Paraná está chamando a atenção pela capacidade de transportar até mil litros de insumos ou defensivos agrícolas.
Chamado de AgroVANT, o modelo terá mais de uma tonelada, asas de 10 metros, motor a combustão e velocidade máxima de 150 km/h.
Além disso, a aeronave poderá carregar 25 vezes mais produtos que um drone agrícola comum, cuja capacidade fica próxima de 40 litros.
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Tecnologia permitirá pulverização agrícola sem piloto dentro da aeronave
O projeto prevê, inicialmente, uma operação remotamente controlada. Nesse estágio, o piloto permanecerá no solo enquanto acompanha o avião por uma rota programada.
Posteriormente, o sistema avançará dos voos supervisionados para operações completamente autônomas.
A ausência de uma cabine, por sua vez, disponibilizará mais espaço para transportar produtos agrícolas.
Ao mesmo tempo, a estrutura busca reforçar a segurança das operações de pulverização.
O modelo em escala real está em construção. Além disso, os pesquisadores terão até 36 meses para concluir os testes e garantir a autonomia integral.

Projeto recebeu investimento de R$ 2,7 milhões
O Governo do Paraná lançou o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Aeronaves de Pequeno Porte em 25 de abril de 2025.
Desde então, o projeto recebeu R$ 2,7 milhões por meio da Fundação Araucária.
Em maio de 2026, o primeiro teste com um protótipo de dois metros foi concluído com sucesso.
Agora, portanto, pesquisadores trabalham na construção do avião em suas dimensões definitivas.
Participam da iniciativa a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, o Instituto Federal do Paraná e a Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Também integram o projeto a Pontifícia Universidade Católica do Paraná e a IPE Aeronaves.
Avião agrícola não tripulado terá capacidade para mil litros e poderá alcançar 150 km/h durante as operações de pulverização.
Aeronaves agrícolas atendem diferentes atividades no Paraná
O Paraná possui 141 aviões agrícolas tripulados, conforme o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola.
Consequentemente, o estado ocupa a sétima posição nacional e concentra 4,8% da frota brasileira, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil.
O Ministério da Agricultura e Pecuária, por outro lado, contabiliza 503 aeronaves agrícolas registradas no Paraná.
Desse total, 122 são aeronaves convencionais e 381 são drones agrícolas.
Segundo Ágide Eduardo Meneguette, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, esses equipamentos realizam diferentes atividades.
Além da pulverização, as aeronaves distribuem sementes e fertilizantes. Da mesma forma, elas auxiliam em reflorestamentos e no combate a incêndios florestais.
Os aviões, sobretudo, conseguem atender grandes áreas rapidamente. Assim, evitam o tráfego de máquinas, o amassamento das plantas e a compactação do solo.
Os drones, entretanto, podem atender melhor regiões menores.
Ainda assim, os aviões apresentam custos superiores aos métodos tradicionais e dependem das condições meteorológicas.
Além disso, áreas recortadas ou próximas de residências, mananciais e culturas sensíveis podem limitar essas operações.
Frota de aviões agrícolas cresce no Brasil
Em maio de 2026, o Brasil registrou 2,16 mil aeronaves agrícolas operacionais, segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral.
Na comparação com os 12 meses anteriores, a frota destinada à pulverização cresceu 4,2%.
Simultaneamente, os turboélices usados no transporte de pessoas e cargas avançaram 7,1%.
Em 2025, por sua vez, a frota agrícola brasileira cresceu 2,5% e alcançou 2,87 mil aviões, conforme o Sindag.
Desse número, aproximadamente 62,9% pertenciam aos serviços aéreos especializados. Entretanto, o levantamento não considerou as aeronaves de empresários.
A expansão consolida a aviação agrícola como uma infraestrutura produtiva estratégica para o agronegócio brasileiro, segundo o sindicato.
Você acredita que aviões agrícolas sem piloto, capazes de transportar mil litros de insumos, poderão transformar a pulverização nas grandes lavouras brasileiras?
