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Áustria está sofrendo com falta de mão de obra e agora busca estrangeiros, incluindo brasileiros, para atuar em setores como construção civil, saúde e até engenharia

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 26/08/2026 às 13:29 Atualizado em 26/08/2026 às 14:57
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País incluiu o Brasil entre seis mercados prioritários para recrutar profissionais qualificados, enquanto a lista nacional de escassez reúne funções da construção, da saúde, da engenharia e de outras áreas com dificuldade para preencher vagas.

A Áustria passou a direcionar parte de sua busca por trabalhadores qualificados ao Brasil, com ações de recrutamento voltadas a profissionais de fora da União Europeia e oportunidades concentradas em ocupações oficialmente reconhecidas como escassas no país.

A Câmara Federal de Economia da Áustria, conhecida pela sigla WKÖ, inclui brasileiros entre os públicos prioritários de uma estratégia que também alcança Albânia, Indonésia, Kosovo, México e Filipinas.

Segundo a entidade, 78% das empresas austríacas enfrentam dificuldades relacionadas à falta de mão de obra ou de profissionais qualificados, situação associada ao envelhecimento da população e à redução projetada da força de trabalho.

A aproximação já incluiu eventos realizados no Brasil, com representantes da Work in Austria e da iniciativa Your Future Made in Austria atendendo profissionais interessados em carreiras no país, especialmente trabalhadores com qualificação técnica e experiência comprovada.

Construção, saúde e engenharia concentram oportunidades

A lista austríaca de ocupações em escassez reúne 64 grupos profissionais e vai além do setor de tecnologia, alcançando enfermeiros, assistentes de enfermagem, eletricistas, técnicos de engenharia, trabalhadores de concreto, pavimentadores e especialistas em infraestrutura.

Construção civil está entre os setores com falta de mão de obra na Áustria, onde empresas buscam profissionais estrangeiros qualificados. (Imagem: Gilbert Novy/KURIER)
Construção civil está entre os setores com falta de mão de obra na Áustria, onde empresas buscam profissionais estrangeiros qualificados. (Imagem: Gilbert Novy/KURIER)

Na construção civil, aparecem funções ligadas à supervisão de obras, estruturas metálicas, estradas, projetos BIM, pavimentação e concreto, enquanto a procura por pedreiros varia entre estados como Caríntia, Baixa Áustria, Salzburgo, Tirol e Vorarlberg.

A engenharia também surge em diferentes níveis de formação, com demanda por profissionais de mecânica, eletricidade, energia, automação, manutenção e projetos, além de engenheiros civis em regiões específicas do território austríaco.

Na saúde, enfermeiros diplomados e assistentes de enfermagem estão entre as profissões consideradas escassas, mas o exercício dessas atividades depende do reconhecimento formal da qualificação obtida no exterior antes do início do trabalho.

A ofensiva internacional ainda menciona profissionais de tecnologia da informação, mecânicos, carpinteiros e cozinheiros, o que amplia o leque de candidatos, embora cada vaga mantenha exigências próprias de formação, idioma, experiência e localização.

Oferta de emprego é exigida para obter o visto

Estar em uma profissão da lista não concede automaticamente o direito de morar e trabalhar na Áustria, pois o candidato precisa encontrar uma empresa interessada e cumprir as regras migratórias aplicáveis aos cidadãos de países terceiros.

Uma das rotas disponíveis é o Red-White-Red Card para ocupações em escassez, autorização destinada a trabalhadores que apresentam qualificação compatível e proposta vinculante de um empregador austríaco.

O processo exige pelo menos 55 pontos, calculados a partir de formação, experiência profissional, domínio de idiomas e idade, além de remuneração compatível com o mínimo legal ou com a convenção coletiva da categoria.

O Serviço Público de Emprego da Áustria analisa os pontos, os documentos profissionais e o salário oferecido, enquanto a autoridade migratória decide sobre a emissão do título, normalmente concedido por 24 meses e ligado ao empregador indicado.

Nas atividades regulamentadas, como as profissões da saúde, o reconhecimento do diploma é obrigatório; para grande parte das ocupações não regulamentadas, a qualificação pode ser avaliada diretamente pelos documentos apresentados pelo candidato e pela empresa contratante.

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Brasil integra política dirigida de recrutamento

A inclusão do Brasil entre os países-foco significa que entidades austríacas podem concentrar ações de informação e recrutamento no mercado brasileiro, mas não elimina a necessidade de disputar uma vaga e comprovar todos os requisitos exigidos.

A medida acompanha um movimento também observado na contratação de estrangeiros pela Suíça, onde a escassez abre oportunidades sem dispensar regras de imigração e validação profissional.

Outros países adotaram caminhos semelhantes ao criar vistos voltados a profissionais estrangeiros, com exigências que mudam conforme o setor, a renda, a experiência e a legislação de cada destino.

A relação de escassez é atualizada por regulamento e pode reunir ocupações nacionais ou regionais, portanto o candidato precisa conferir se a profissão vale para todo o país ou apenas para determinados estados antes de avaliar uma oferta.

A WKÖ projeta que a população austríaca entre 20 e 64 anos poderá diminuir em quase 262 mil pessoas até 2040, cenário que ajuda a explicar por que empresas e entidades econômicas passaram a buscar trabalhadores fora da União Europeia.

Além do enquadramento profissional, documentos traduzidos, comprovação de experiência e conhecimento de alemão ou inglês podem influenciar a pontuação e a seleção, de modo que o anúncio da vaga deve ser lido junto das regras oficiais de imigração.

Para o brasileiro interessado, o caminho começa pela busca de uma vaga concreta, seguida da conferência da ocupação, da documentação profissional, da pontuação mínima e do eventual reconhecimento exigido pelas autoridades austríacas.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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