Cerca de 100 funcionários contestam a decisão judicial, alertam para impactos sociais e econômicos, e defendem a continuidade da fabricante, que segue operando enquanto busca comprador para sua estrutura produtiva até 30 de setembro
Cerca de 100 trabalhadores divulgaram uma carta aberta contra a falência da Ditália Móveis, decretada após credores rejeitarem o plano de recuperação judicial. Com passivo estimado em R$ 85 milhões, o grupo de Monte Belo do Sul mantém 101 funcionários e continuará operando enquanto busca um comprador.

Carta dos trabalhadores alerta para empregos e economia regional
Os funcionários pediram a revisão da decisão judicial e destacaram que o encerramento das atividades pode afetar diretamente as famílias dos trabalhadores e a economia da região.
A defesa informou que recorrerá às instâncias superiores. Segundo o advogado Thiago Crippa Rey, mais de 60% dos credores, consideradas todas as classes, já teriam recebido os valores à vista e sem desconto.
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Falência da Ditália Móveis ocorreu após votação
A decisão foi tomada depois que a assembleia de credores rejeitou o plano de recuperação judicial e descartou a possibilidade de apresentação de uma nova proposta.
O grupo moveleiro foi fundado em 1990 e acumula atualmente um passivo estimado em R$ 85 milhões.
Empresas continuam funcionando durante venda
Mesmo com a falência decretada, as operações seguem normalmente durante o processo de venda dos ativos. Salários dos trabalhadores e pagamentos aos fornecedores continuam sendo mantidos.
A estrutura será oferecida por meio de uma Unidade Produtiva Isolada, permitindo que um comprador assuma as empresas em funcionamento. Interessados poderão apresentar propostas até 30 de setembro.
Esta matéria foi elaborada com base na carta aberta dos trabalhadores da Ditália Móveis e nas informações fornecidas pela defesa do grupo, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
