O ônibus de 1988 comprado por Jerry Souza em Pinhalzinho seria transformado em motorhome, mas o projeto mudou. O veículo ganhou móveis planejados, virou escritório no meio da natureza e hoje reúne rotina de trabalho, estudo e família, além de uma coleção com aproximadamente 2 mil fotografias antigas e originais.
Apaixonado por coletivos desde a infância, Jerry Souza comprou há cerca de oito anos um ônibus de 1988 para realizar o desejo de ter um veículo próprio e adaptá-lo para viagens. O Comil Minuano está em uma propriedade de Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, mas o plano de transformá-lo em motorhome acabou dando lugar a um escritório particular cercado pela natureza.
Segundo vídeo publicado pelo canal Balanço Geral Oeste no YouTube em 2 de setembro de 2026, Jerry decidiu mudar o projeto depois de considerar as características do veículo antigo e a complexidade necessária para convertê-lo em motorhome. Em vez de colocar o ônibus na estrada, ele reformou o interior para trabalhar, estudar, passar momentos com a família e manter parte do acervo que reuniu ao longo dos anos.
Paixão começou na infância e levou à compra de um ônibus de 1988

O interesse de Jerry por ônibus surgiu quando ele ainda era criança. Durante anos, a ideia de dirigir um coletivo e conhecer diferentes lugares permaneceu ligada a essa paixão, até que surgiu a oportunidade de adquirir um veículo antigo e aproximar aquele universo da própria rotina.
-
Jon Vlogs abre as portas da nova fazenda da família e surpreende ao mostrar estrutura que parece um resort, com piscina de borda infinita, palco, spa, área gamer, suítes, alojamentos para dezenas de convidados, casa exclusiva para pilotos, criação de animais, curral e cachoeiras escondidas no meio da mata
-
Mulher que hoje se identifica como branca diz que imagens antigas não provam que ela tenha sido negra e atribui diferença ao bronzeado, enquanto caso viral provoca discussão sobre pessoas que tentam se aproximar de padrões associados à branquitude por meio de cabelo, pele, maquiagem, filtros e procedimentos estéticos
-
Motorista de aplicativo de 41 anos leva mãe com a filha passando mal a hospital em São Gonçalo, descobre que ela esqueceu a carteira, não cobra a corrida, ajuda a criança a entrar e ainda entrega R$ 10 para a passageira conseguir voltar para casa
-
Casal estava sentado na cozinha quando ouviu um estrondo e viu o quintal desaparecer dentro de uma cratera de cerca de 9 metros, aberta sobre uma mina de prata abandonada desde a década de 1890, obrigando o estado a gastar US$ 100 mil e despejar 48 jardas cúbicas de concreto no local
O escolhido foi um ônibus de 1988 do modelo Comil Minuano, construído sobre chassi Volvo B58. Segundo Jerry, trata-se de uma versão pouco comum, com apenas 30 unidades produzidas. A raridade do modelo ajudou a transformar a compra em algo maior do que simplesmente adquirir um veículo usado.
Plano inicial era colocar o antigo coletivo na estrada como motorhome
Quando comprou o veículo, há aproximadamente oito anos, Jerry imaginava uma transformação bem diferente da atual. A proposta inicial era modificar o interior, preparar a estrutura para viagens e utilizar o coletivo como um motorhome capaz de levá-lo a diferentes destinos.
Com o avanço da ideia, porém, as dificuldades começaram a pesar. As características do ônibus antigo e a complexidade da adaptação fizeram com que o projeto de viajar fosse deixado de lado, mas Jerry não quis abandonar o veículo que havia desejado por tanto tempo.
A mudança de planos abriu espaço para outro uso. Em vez de gastar a maior parte do tempo parado sem função, o ônibus de 1988 passou a ser pensado como um ambiente que pudesse fazer parte do cotidiano, sem precisar deixar a propriedade.
Móveis planejados transformaram veículo em escritório particular

O interior recebeu móveis planejados e foi reorganizado para criar um ambiente voltado principalmente ao trabalho. Como Jerry desempenha boa parte de suas atividades pela internet, o antigo coletivo passou a funcionar como alternativa ao escritório convencional.
A proposta também permitiu preservar a identidade do veículo. Em vez de eliminar completamente sua história durante uma conversão para motorhome, a estrutura permaneceu ligada ao universo dos ônibus e passou a reunir objetos relacionados à paixão do proprietário.
O resultado foi um espaço de trabalho pouco comum: um escritório instalado dentro de um ônibus de 1988, estacionado entre árvores em uma propriedade do Oeste catarinense e utilizado de maneira frequente por seu dono.
Árvores, água e pássaros substituíram o ambiente de um escritório comum
A localização do ônibus também passou a fazer parte da experiência. O coletivo fica em uma área cercada pela vegetação e afastada do ambiente normalmente associado a salas comerciais, ruas movimentadas e escritórios fechados.
Segundo o relato apresentado pelo ND Mais, a região onde o veículo está estacionado pode registrar temperatura até cinco graus menor do que outros pontos da propriedade. O ambiente mais fresco se soma à presença das árvores e ao contato constante com a área externa.
Durante o trabalho, Jerry aproveita ainda os sons ao redor. Água e pássaros fazem parte do cenário usado por ele para buscar concentração enquanto realiza atividades online, transformando o ônibus em um espaço de rotina e não apenas em uma peça preservada por um colecionador.
Ônibus de 1988 também virou lugar para estudo, oração e família

O escritório não ficou restrito às tarefas profissionais. Com o passar do tempo, Jerry começou a utilizar o local também para estudar, fazer suas orações e compartilhar momentos com familiares, ampliando as funções originalmente pensadas para o espaço.
A transformação aconteceu antes da pandemia, e posteriormente o ônibus ganhou ainda mais presença na rotina familiar. O veículo deixou de representar somente um projeto pessoal e passou a ser frequentado também por outras pessoas da casa.
Felipe, filho de Jerry, é uma delas. O menino usa o coletivo para brincar e imaginar situações ligadas ao universo dos ônibus. O veículo que o pai sonhava dirigir pelo mundo acabou se tornando também parte das brincadeiras do filho dentro da própria propriedade.
Coleção reúne cerca de 2 mil fotografias e mais de mil publicações
Outra parte importante do projeto está no acervo guardado por Jerry. A paixão pelo transporte coletivo não se limita ao veículo estacionado no terreno: ele mantém mais de mil revistas e livros relacionados ao assunto, além de aproximadamente 2 mil fotografias originais.
Parte desse material fica no ambiente criado dentro do ônibus de 1988. Os registros atravessam diferentes períodos e ajudam a documentar modelos, empresas e momentos ligados à história do transporte rodoviário.
Entre as imagens preservadas existe uma fotografia da década de 1950. No verso, há uma referência indicando publicação na Folha da Tarde em 24 de maio de 1956, um detalhe que ajuda a contextualizar a idade de parte do material acumulado pelo colecionador.
Projeto abandonado acabou aproximando ainda mais o ônibus da rotina
O plano que motivou a compra nunca chegou ao resultado originalmente imaginado. Jerry não transformou o veículo no motorhome que pretendia usar para viajar, mas também não precisou se desfazer do coletivo quando percebeu que a adaptação seria mais complexa.
Ao mudar o propósito do projeto, ele encontrou uma maneira de aproveitar diariamente algo que fazia parte de seu interesse desde a infância. O ônibus de 1988 deixou de ser uma promessa de viagens futuras para se tornar um espaço usado no presente, conectado ao trabalho, aos estudos e à própria coleção.
A história também mostra como uma mudança de planos pode dar origem a um resultado completamente diferente do imaginado. Em vez de percorrer estradas, o raro Comil Minuano permanece entre árvores em Pinhalzinho, funcionando como escritório, espaço familiar e ponto de preservação de uma paixão que começou décadas antes.
E você, se tivesse um ônibus antigo como esse, transformaria o veículo em motorhome para viajar ou preferiria criar um escritório particular no meio da natureza? Conte nos comentários qual destino daria ao coletivo.

