Estudante conhecido como seu Janjão conquista nova aprovação na Universidade Federal do Piauí e se torna exemplo de perseverança na educação pública
Uma história de persistência voltou a ganhar destaque no estado do Piauí em 2026. Aos 75 anos, João José de Carvalho, conhecido como “seu Janjão”, conquistou sua segunda aprovação no curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A trajetória chama atenção porque o estudante é ex-aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede estadual, modalidade criada para permitir que pessoas retomem os estudos.
Além disso, a conquista reforça um ponto central da educação pública brasileira. Nunca é tarde para aprender e iniciar novos caminhos acadêmicos. Assim, o caso do estudante passou a simbolizar como a educação pode transformar vidas mesmo em fases avançadas da vida.

Persistência marcou o caminho até a universidade
Primeiramente, João José de Carvalho concluiu os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos da rede estadual do Piauí. Posteriormente, ele finalizou a formação no Centro Estadual de Tempo Integral Reunida de Patos, localizado no município de Patos do Piauí. Depois disso, o estudante participou do processo seletivo para ingresso no ensino superior.
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Assim, ele conquistou sua primeira aprovação no curso de Ciências Biológicas da UFPI. Entretanto, naquele momento, a graduação precisou ser interrompida. Segundo seu Janjão, dificuldades relacionadas à distância entre municípios e limitações físicas impediram a continuidade da formação.
“Na primeira aprovação, enfrentei problemas com a distância, porque moro em outro município”, relatou. Além disso, ele explicou que limitações físicas também dificultaram a permanência na universidade naquele período. Agora, contudo, a nova aprovação reacendeu o entusiasmo pelo sonho de estudar Biologia.
Família e educação como inspiração
Ao mesmo tempo, a conquista de seu Janjão vai além de um objetivo pessoal. Isso porque ele afirma que o estudo também representa um exemplo para sua família. Atualmente, o estudante é avô de cinco netos.
Portanto, concluir o ensino superior tornou-se também uma forma de incentivar as novas gerações a valorizar a educação. “Para mim, o homem é o que a educação faz dele”, destacou. Além disso, ele reforçou que o conhecimento acompanha o indivíduo por toda a vida.
“Nunca é tarde para estudar. Conhecimento é algo que levamos para a vida inteira”, afirmou. Assim, segundo seu Janjão, a educação contribui diretamente para formar cidadãos mais livres e conscientes.
Resultados da EJA no Piauí em 2026
Paralelamente à história individual do estudante, os números da educação pública no estado também mostram avanços importantes. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc-PI), os resultados de 2026 indicam crescimento na presença de estudantes da EJA no ensino superior.
Inicialmente, 186 alunos da Educação de Jovens e Adultos da rede estadual foram aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Em seguida, outros 125 estudantes conquistaram vagas na segunda chamada do processo seletivo.
Dessa forma, o total chegou a 311 aprovações em universidades públicas do Piauí. Consequentemente, os dados reforçam o papel da EJA como porta de entrada para o ensino superior.
Educação como oportunidade de recomeço
Nesse contexto, o secretário estadual da Educação do Piauí, Rodrigo Torres, destacou o significado dessas trajetórias. Segundo ele, histórias como a de seu Janjão demonstram o impacto da educação pública na transformação social.
“A trajetória de seu Janjão reforça que a escola pública é espaço de recomeços e oportunidades em qualquer idade”, afirmou. Além disso, o gestor explicou que programas educacionais ajudam a ampliar o acesso e garantir permanência nos estudos.
Entre essas iniciativas, ele citou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o programa Alfabetiza Piauí, que buscam assegurar acesso, permanência e aprendizagem para pessoas que precisaram interromper os estudos.
Assim, a trajetória de seu Janjão demonstra que a educação pode representar um verdadeiro recomeço em qualquer fase da vida.
Diante disso, surge uma reflexão importante: quantas outras histórias semelhantes ainda podem surgir nas salas da Educação de Jovens e Adultos pelo Brasil?

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