Claudia Raia mantém uma casa de quase 1.700 m² em Bragança Paulista, onde a arquitetura preserva vistas para a mata e a represa, garrafas PET substituem parte da madeira, painéis solares aquecem a água e um sistema reaproveita a chuva
Uma horta planejada durante a pandemia acabou dando origem a uma mansão de aproximadamente 1.696 metros quadrados, cercada pela mata e com vista para uma represa no interior de São Paulo.
Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello construíram a residência na área rural de Bragança Paulista, a cerca de 85 quilômetros da capital. O imóvel combina ambientes luxuosos com energia solar, reaproveitamento de água da chuva e materiais reciclados.
Assinado pelo arquiteto Léo Shehtman, o projeto também incorporou madeira certificada, tijolos refratários, brises e grandes aberturas destinadas a aproveitar iluminação e ventilação naturais.
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A proposta não elimina o impacto provocado por uma construção desse porte. Entretanto, revela como tecnologias ambientais podem ocupar espaço até mesmo em residências de alto padrão.
Pandemia transformou uma horta em uma mansão
A história começou quando Claudia, Jarbas e os filhos passaram parte do isolamento da pandemia em uma chácara no interior paulista.
O contato frequente com a natureza despertou na família o desejo de cultivar alimentos em uma horta orgânica. Para apoiar a estrutura, o plano inicial previa apenas uma pequena casa no jardim.
Durante o desenvolvimento, porém, a ideia cresceu até se transformar em uma residência de três pavimentos, concluída depois de aproximadamente dois anos de trabalho.
A construção manteve a natureza como protagonista. Suítes, salas e espaços de convivência foram posicionados para preservar a vista da mata e da represa, enquanto amplos painéis de vidro aproximaram os ambientes internos da paisagem.

Garrafas PET ocuparam o lugar de materiais convencionais
Um dos detalhes mais incomuns da mansão aparece nos elementos externos produzidos com plástico reciclado de garrafas PET.
O material recebeu acabamento semelhante ao da madeira e permitiu substituir parte dos componentes naturais que normalmente seriam utilizados na fachada e nas áreas de convivência.
A preocupação ambiental também chegou ao interior. Tapetes e revestimentos foram produzidos com materiais recicláveis, incluindo plástico retirado do oceano.
Segundo conteúdos que apresentam o projeto, Enzo Celulari, filho mais velho de Claudia, influenciou parte das discussões sobre sustentabilidade. A própria atriz pediu ao arquiteto que priorizasse alternativas capazes de reduzir o uso de recursos naturais novos.
Ainda assim, a residência emprega madeira em diferentes espaços. A equipe, porém, optou por peças certificadas ou provenientes de cadeias rastreadas.

Energia solar aquece água e arquitetura reduz climatização
Painéis solares instalados na propriedade ajudam principalmente a aquecer a água utilizada pelos moradores.
Além disso, as paredes receberam tijolos refratários, escolhidos para auxiliar no controle da temperatura. Durante o inverno, o material contribui para conservar o calor dentro da residência.
Nos meses mais quentes, brises reduzem a entrada direta dos raios solares. A combinação entre sombreamento, ventilação natural e comportamento térmico das paredes diminui a necessidade de climatização artificial, conforme explica o arquiteto Léo Shehtman.
Tetos verdes instalados sobre algumas áreas externas reforçam o isolamento térmico e integram visualmente a arquitetura ao paisagismo.
Água da chuva retorna para a rotina da propriedade
A mansão também recebeu um sistema para captar e reaproveitar a água da chuva.
Depois de armazenada, essa água pode atender atividades que não exigem água potável, como irrigação do jardim, limpeza e manutenção das áreas externas. Assim, a residência reduz o consumo de água tratada nessas tarefas.

As informações disponíveis, entretanto, não apresentam a capacidade dos reservatórios nem a economia anual alcançada. Portanto, ainda não é possível calcular quanto do consumo total da propriedade depende da chuva.
A casa também reúne madeira certificada, energia solar e reaproveitamento de água em uma construção voltada para a natureza.
Embora uma mansão de quase 1.700 metros quadrados exija grande quantidade de materiais, as escolhas mostram que sustentabilidade e arquitetura de luxo podem dividir o mesmo projeto.
Você acredita que mansões sustentáveis ajudam a popularizar tecnologias ambientais ou o tamanho dessas construções limita seus benefícios?
