Pesquisa Nexus revela: 56% dos brasileiros rejeitam liderança dos EUA, 44% apoiam alternativas ao dólar e 48% defendem maior aproximação com os BRICS.
O dólar sempre ocupou um papel central no comércio mundial e, por consequência, no cotidiano dos brasileiros — seja no preço da gasolina, nos contratos internacionais ou na balança comercial. Mas uma pesquisa inédita da Nexus, divulgada em agosto de 2025, revelou que essa hegemonia está sob questionamento. Segundo o levantamento, 56% dos brasileiros desaprovam a liderança global dos Estados Unidos, enquanto 44% apoiam alternativas ao dólar no comércio internacional.
Esses números mostram que, em meio a um cenário de instabilidade geopolítica, os brasileiros estão divididos entre o pragmatismo de manter a confiança no dólar e o desejo de buscar maior autonomia por meio de moedas alternativas, como o real ou sistemas articulados pelos BRICS.
Como o dólar chegou a esse patamar de hegemonia
Desde os acordos de Bretton Woods em 1944, o dólar consolidou-se como moeda internacional de referência. Hoje, mais de 80% das transações globais são denominadas na moeda americana, o que dá aos EUA um poder sem paralelo: definir políticas monetárias que impactam diretamente todos os países, controlar mecanismos de sanções e influenciar o comércio mundial.
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Para o Brasil, a dependência sempre foi clara. Produtos de exportação, importações estratégicas e até reservas internacionais estão dolarizados.

Contudo, à medida que o bloco dos BRICS ganha protagonismo e que tensões comerciais com os EUA se intensificam, a sociedade brasileira começa a enxergar alternativas — mesmo que ainda de forma dividida.
O dado que chama atenção: rejeição majoritária aos EUA
A pesquisa Nexus mostra que 56% dos entrevistados avaliam negativamente a atuação internacional dos Estados Unidos, enquanto apenas 38% mantêm uma visão positiva. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a divisão é mais equilibrada: 46% positivos contra 43% negativos, revelando que novas gerações têm uma percepção menos hostil, mas ainda crítica.
Esse dado é revelador porque, mesmo com a força da cultura americana no Brasil, a imagem política e econômica dos EUA está desgastada.
A guerra comercial com a China, as sanções impostas a países emergentes e a manutenção da hegemonia do dólar parecem ter alimentado um sentimento de rejeição entre boa parte da população.
BRICS na balança: alternativa ou ilusão?
Quando perguntados sobre o bloco dos BRICS, 48% dos brasileiros apoiaram maior aproximação comercial e política, enquanto 33% preferem distanciamento. O dado mostra que há uma expectativa real de que países emergentes, como Brasil, Índia e China, possam articular soluções monetárias alternativas.
Dentro desse grupo, jovens entre 16 e 24 anos foram os mais favoráveis: 53% defendem maior aproximação com o bloco, contra apenas 27% que rejeitam. Isso sugere que a nova geração brasileira enxerga os BRICS não apenas como um espaço de cooperação econômica, mas também como símbolo de independência frente ao poder americano.
A divisão sobre a moeda do comércio internacional
O ponto mais delicado da pesquisa aparece quando a pergunta é direta: deve-se manter o dólar como moeda central ou buscar alternativas?
- 44% dos brasileiros defendem alternativas, seja em moedas locais ou sistemas regionais.
- 43% preferem manter o dólar, considerado mais estável e confiável.
- Os demais não souberam responder.

A divisão quase simétrica mostra que não há consenso. Enquanto parte da população vê no real ou no yuan uma chance de desafiar o sistema atual, outra parte mantém a visão pragmática de que mexer na base do comércio global pode gerar insegurança e riscos econômicos.
Por que o debate ganhou força em 2025
O estudo foi divulgado em meio a um momento em que China e BRICS ampliam sua influência no comércio internacional. O bloco discute sistemas de pagamento independentes, como o BRICS Pay, e tem intensificado acordos bilaterais em moedas locais.
Paralelamente, as tensões comerciais entre Brasil e EUA em setores como aço, carne e café aumentaram a percepção de vulnerabilidade. Ao depender do dólar, o Brasil fica exposto a tarifas, sanções e variações cambiais que impactam diretamente a economia doméstica.
Região e gênero: como os brasileiros se dividem
O levantamento mostra que as opiniões não são homogêneas no país:
- Nordeste: mais propenso a defender alternativas ao dólar e maior alinhamento com os BRICS.
- Sul: mais pragmático e favorável à manutenção da moeda americana como referência.
- Mulheres: mais inclinadas a apoiar alternativas monetárias.
- Homens: maior tendência a defender o dólar, visto como mais seguro.
Essas variações reforçam que a discussão sobre o sistema monetário internacional não é apenas econômica, mas também atravessa fatores regionais, sociais e culturais.
O desafio da transição
Mesmo com a simpatia de parte da população, substituir o dólar não é tarefa simples. O Brasil precisaria:
- Construir reservas em moedas alternativas para garantir estabilidade.
- Integrar sistemas financeiros regionais capazes de operar fora da órbita americana.
- Estabelecer acordos comerciais bilaterais de grande escala em moedas locais.
Sem isso, a transição se torna arriscada, podendo gerar volatilidade cambial e perda de credibilidade.
Brasil entre dois caminhos
O estudo da Nexus expõe com clareza um país dividido entre dois caminhos:
- Manter o dólar como referência, apostando em estabilidade e previsibilidade.
- Avançar para uma alternativa multipolar, alinhando-se a BRICS e a novas rotas comerciais.
A primeira opção mantém o Brasil no sistema vigente, enquanto a segunda abre portas para maior autonomia, mas com riscos de instabilidade no curto prazo.
Mais do que números, a pesquisa mostra um país em busca de autonomia política e monetária. A rejeição de 56% à liderança dos EUA indica desgaste da hegemonia americana, enquanto o apoio de 44% às alternativas evidencia que há espaço para mudanças.
A questão, porém, vai além da economia: trata-se de soberania nacional, identidade geopolítica e visão de futuro. O Brasil, ao lado dos BRICS, pode se tornar protagonista de uma transição para um mundo multipolar. Mas, por enquanto, a balança segue dividida — entre o pragmatismo do dólar e a esperança de uma alternativa.
Eu n gostaria !agradeço , este é um País que destruiu muitos Países
Para se manter no poder
E o único país que nuca teve na sua existência , jamais teve fora de uma guerras, nesta sua existência só 5 anos esteve fora de guerras
É um país que vive para explorar os outros
Antes o ditado deles era Liberalismo, para sugar os pais e comprar as indústrias dos outros praia em desenvolvimento igual fizeram com o Brasil , compraram por miséria empresas nossa por miséria e agora que eles estão indo a grota eles querem protecionismo kkkk
O Brasil precisa se livrar destes colonialistas como USA e Inglaterra
Buscar outras alternativas
Viva ao presidente Lula que n se deixou levar por esta gente
Gananciosa
Todo império acaba chegou a hora do americano acabar, bando de covardes abusa dos emergentes e fogem da Rússia e da china.
Se alguém gritar “QUER UM VISTO PERMANENTE MORADIA E TRABALHO NOS EUA”? Até você que redigiu a matéria dirá SIM 👍