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Airbus tira piloto da cabine e apresenta versão drone do H145, um helicóptero autônomo de 3.800 kg feito para levar grandes cargas, combater incêndios, vigiar áreas e até lançar drones em pleno voo

Publicado em 08/06/2026 às 19:00
Atualizado em 08/06/2026 às 19:05
Assista o vídeohelicóptero autônomo de 3.800 kg feito para levar grandes cargas, combater incêndios, vigiar áreas e até lançar drones em pleno voo
Imagem: Divulgação
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Airbus apresentou o U145, versão autônoma do H145, sem cabine de pilotagem, com sensores, inteligência artificial e foco inicial no transporte logístico de grandes cargas, além de missões civis e militares futuras

A Airbus Helicopters apresentou o U145, versão drone não tripulada do H145, durante a ILA Berlin, com maquete em escala real e foco inicial no transporte logístico de grandes volumes de carga. O primeiro voo está previsto para o fim de 2026, com piloto de segurança a bordo, e a entrada em serviço é planejada para o início da próxima década.

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Drone U145 nasce a partir de uma plataforma já consolidada

O novo modelo passa a integrar o portfólio de sistemas aéreos não tripulados da fabricante europeia. A proposta da Airbus é transformar uma aeronave já conhecida, o H145, em uma plataforma autônoma voltada a missões civis e militares.

Segundo Matthieu Louvot, CEO da Airbus Helicopters, o programa busca combinar a estrutura, a potência e a capacidade de carga útil do H145 com a autonomia de um sistema aéreo não tripulado.

O executivo afirmou ainda que a empresa pretende atuar em parceria com companhias especializadas em missões autônomas.

A estratégia busca ampliar o ecossistema europeu de sistemas aéreos não tripulados e desenvolver novas capacidades para a aeronave.

helicóptero autônomo de 3.800 kg feito para levar grandes cargas, combater incêndios, vigiar áreas e até lançar drones em pleno voo
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Aeronave não terá cabine de pilotagem

A principal mudança em relação ao H145 convencional é a retirada completa da cabine de pilotagem. No lugar, o U145 será equipado com sensores especializados e sistemas de inteligência artificial para permitir operações totalmente autônomas.

O projeto também recebeu adaptações voltadas ao transporte de carga. Entre elas estão uma porta frontal integrada ao nariz da aeronave, uma mesa de carregamento dobrável e um piso dedicado ao transporte de materiais.

Com peso máximo de decolagem de 3.800 kg, o helicóptero foi desenhado como plataforma multimissão.

Na fase inicial, a prioridade será o transporte logístico de grandes volumes, uma aplicação considerada central no desenvolvimento do modelo.

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Plataforma poderá atuar em missões civis e militares

A Airbus afirma que a arquitetura modular do U145 permitirá o uso em diferentes funções. A lista inclui resposta a desastres, combate a incêndios, vigilância, reconhecimento armado e operações conjuntas entre aeronaves tripuladas e não tripuladas.

Outra aplicação prevista é o uso do helicóptero como plataforma lançadora de drones em voo. Para essa finalidade, a fabricante mantém uma parceria com a empresa de defesa MBDA.

O U145 é o segundo helicóptero convencional transformado pela Airbus em uma plataforma não tripulada. O primeiro foi o VSR700, desenvolvido a partir do helicóptero Cabri G2.

Airbus também mira programa dos Marines nos Estados Unidos

Paralelamente, a Airbus U.S. Space & Defense participa de um programa voltado ao Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. A proposta envolve o MQ-72C, versão totalmente autônoma derivada do helicóptero Lakota UH-72B.

O projeto americano reúne Airbus U.S. Space & Defense, Shield AI, L3Harris Technologies e Parry Labs. Nos Estados Unidos, a iniciativa já encontra um concorrente de maior porte, o Black Hawk autônomo.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Airbus Helicopters e do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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