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A logística do agro mudou de rumo em poucas semanas e os novos números dos fretes agrícolas chamam a atenção

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 28/07/2026 às 15:51 Atualizado em 28/07/2026 às 15:52
Vista aérea de um complexo logístico do agronegócio com silos de armazenamento, caminhões enfileirados em rodovia e áreas de cultivo ao redor, ilustrando a movimentação de cargas e a queda dos fretes agrícolas no Brasil.
Caminhões circulam por um terminal de grãos cercado por silos e áreas agrícolas, representando a logística do agronegócio e o cenário de redução dos fretes agrícolas após o pico do escoamento da safra.
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Fretes agrícolas registraram queda em junho em importantes corredores de transporte do Brasil após o pico do escoamento da safra de soja. Segundo a Conab, o aumento da oferta de caminhões, a redução do diesel e a desaceleração da demanda contribuíram para reduzir os custos em diversas regiões, embora alguns estados ainda tenham apresentado altas pontuais.

Os fretes agrícolas apresentaram uma tendência de queda em junho de 2026 nas principais regiões produtoras de grãos do país. O cenário foi apresentado no Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terça-feira, 28 de julho de 2026.

De acordo com a estatal, o comportamento foi influenciado principalmente pelo encerramento do período mais intenso de escoamento da safra de soja, registrado em abril. Além disso, a maior oferta de caminhões e a redução dos custos operacionais, especialmente do diesel, aumentaram a concorrência entre transportadores e pressionaram os preços para baixo.

Fim do pico da safra reduziu a pressão sobre os fretes

Conforme explicou a Conab, a demanda por transporte diminuiu após o encerramento da fase mais intensa de comercialização da soja.

Ao mesmo tempo, caminhões vindos principalmente do Centro-Oeste passaram a disputar mais cargas em diferentes regiões. Consequentemente, as tarifas passaram a recuar em vários corredores logísticos.

Na Bahia, por exemplo, algumas rotas tiveram redução entre R$ 20 e R$ 25 por tonelada.

Já no Distrito Federal, o trecho entre Brasília e Paranaguá (PR) apresentou queda de R$ 15 por tonelada em relação a maio.

Além disso, a companhia destacou que a diminuição dos custos operacionais também contribuiu para esse movimento, especialmente após a retração dos preços do diesel.

Nem todas as regiões seguiram a mesma tendência

Apesar da predominância de queda, o comportamento dos fretes agrícolas variou entre os estados.

Em Goiás, por exemplo, algumas rotas ligadas às exportações e ao início da colheita do milho registraram alta, enquanto outros trajetos apresentaram redução.

No Maranhão, o avanço do escoamento da soja para o Porto do Itaqui elevou a demanda pelo transporte rodoviário.

Como resultado, a média dos fretes pesquisados no estado aumentou 6,01%, com destaque para os trajetos entre Balsas e São Luís e Tasso Fragoso e São Luís.

Mato Grosso liderou o número de rotas com redução

Entre as rotas monitoradas em Mato Grosso, cerca de 72% apresentaram queda, com oscilações próximas de 8%.

Segundo a Conab, mesmo com a segunda safra de milho, o fluxo permaneceu abaixo do esperado. Além disso, a maior demanda interna pelo cereal e os trajetos mais curtos ajudaram a compor esse cenário.

Enquanto isso, Mato Grosso do Sul manteve estabilidade nas tarifas.

De acordo com a companhia, os custos operacionais e o fluxo contínuo das cargas agrícolas sustentaram os preços praticados durante junho.

Na Bahia, por outro lado, as rotas originadas em Luís Eduardo Magalhães registraram queda próxima de 7%, favorecidas pela redução da demanda e pelo aumento da concorrência entre transportadores.

Safra recorde mantém exportações aquecidas

Paralelamente, o boletim elevou a estimativa da safra brasileira de grãos para 360,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,2% sobre o ciclo anterior.

A produção de soja foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, enquanto o milho deverá atingir 141,7 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, a soja permaneceu como o principal produto exportado em junho.

Inclusive, as exportações superaram o desempenho de maio, impulsionadas principalmente pelo aumento das compras da União Europeia, especialmente da Alemanha e dos Países Baixos.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, os embarques cresceram aproximadamente 11% na comparação com igual período de 2025.

A companhia também destacou que os portos do Arco Norte, de Santos (SP) e de Paranaguá (PR) continuaram concentrando grande parte das exportações brasileiras de soja e milho.

Importação de fertilizantes influencia o frete de retorno

Além do transporte de grãos, o Boletim Logístico da Conab também analisou a movimentação dos fertilizantes importados.

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil importou 18,31 milhões de toneladas, volume 5,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Apesar da redução nas importações, os custos de aquisição aumentaram devido à valorização do dólar, à alta dos preços internacionais e ao crescimento do seguro marítimo.

Segundo a companhia, esse cenário influencia diretamente o chamado frete de retorno, realizado pelos caminhões que deixam os portos após descarregar grãos e retornam ao interior transportando fertilizantes para a próxima safra.

Entre os principais corredores logísticos, o Porto de Paranaguá recebeu 4,48 milhões de toneladas de fertilizantes no semestre, enquanto os portos do Arco Norte registraram retração no volume movimentado.

Em contrapartida, o Porto de Santos ampliou suas importações e aumentou sua participação no abastecimento nacional.

Por fim, a Conab avalia que, com a redução gradual do fluxo da soja, a maior disponibilidade de caminhões e a manutenção de custos operacionais menos pressionados, os fretes agrícolas tendem a permanecer sob pressão de baixa durante os próximos meses, especialmente nas principais regiões produtoras do país.

E você, acredita que a queda dos fretes agrícolas pode reduzir os custos da cadeia do agronegócio e influenciar os preços dos alimentos nos próximos meses? Deixe sua opinião nos comentários!

Caminhões enfileirados em terminal de armazenamento e carregamento de grãos, com silos, esteiras industriais e área logística ao fundo, ilustrando o transporte de grãos e a dinâmica dos fretes agrícolas no Brasil.
Fila de caminhões aguarda carregamento de grãos em complexo logístico, cenário que representa a movimentação do agronegócio brasileiro e as mudanças nos custos dos fretes agrícolas apontadas pela Conab.

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Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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