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A gigante do agro que nasceu no Paraná e se tornou a maior da América Latina e uma potência global no mercado de grãos

Escrito por Carla Teles
Publicado em 10/06/2025 às 14:45
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Conheça a história da Coamo, a gigante do Agro do Paraná. Veja como a maior cooperativa da América Latina se tornou uma potência no mercado global de grãos.
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Conheça a história e o modelo de negócio da maior cooperativa agrícola da América Latina, que se tornou uma força dominante no agronegócio a partir do interior do Brasil.

No dinâmico cenário do agronegócio, a Coamo Agroindustrial Cooperativa surge como uma força colossal. Fundada no Paraná, ela é a maior cooperativa agrícola da América Latina. Sua trajetória mostra como a união de agricultores pode gerar resultados impressionantes. Este é um olhar aprofundado sobre a ascensão, o modelo e a posição global desta gigante do Agro.

Da união de 79 agricultores à potência nacional

A história da gigante do agro Coamo começou em 28 de novembro de 1970. Em Campo Mourão, no Paraná, 79 agricultores se uniram. O objetivo era claro: buscar melhores condições de produção, armazenamento e venda de seus produtos. A visão pioneira deu certo. A cooperativa cresceu de forma exponencial.

Hoje, a Coamo conta com mais de 32 mil cooperados. A expansão não foi apenas em número de membros. A cooperativa também ampliou sua presença geográfica. Possui unidades em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além do Paraná. A gestão acompanhou esse crescimento. Desde 1975, a estrutura foi se profissionalizando para sustentar a expansão e manter a eficiência.

Como a cooperação transforma a produção agrícola

O sucesso da gigante do agro Coamo está em sua filosofia cooperativista. O foco total é no desenvolvimento de seus agricultores. Os membros recebem auxílio em todas as etapas, do plantio à colheita. Prova disso é a distribuição das “sobras” (lucros). Em 2023, a Coamo distribuiu R$ 850 milhões aos seus cooperados.

Outro pilar é a verticalização estratégica. A cooperativa controla tudo: plantio, logística, industrialização e serviços financeiros. Ela transforma a matéria-prima em produtos de maior valor, como óleos, margarinas, café e farinha. Recentemente, passou a investir na produção de etanol de milho. Essa estratégia aumenta a rentabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia. Uma gestão transparente e profissionalizada, que protege os interesses dos cooperados, sustenta todo o modelo.

Radiografia de uma gigante do agro

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Os números da gigante do agro Coamo impressionam e demonstram sua força. Em 2023, a cooperativa alcançou um faturamento recorde de R$ 30,3 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 2,32 bilhões. No mesmo ano, recebeu um volume de 9,96 milhões de toneladas de grãos de seus associados, um aumento de 33,3% em relação ao ano anterior.

Para 2024, a receita foi de R$ 28,82 bilhões. Embora seja uma queda, o resultado é considerado positivo. A cooperativa conseguiu mitigar o impacto da queda nos preços das commodities graças a uma gestão estratégica de seus estoques. Essa capacidade de adaptação reforça sua posição como a maior cooperativa agrícola da América Latina.

Coamo no cenário global: Mercados internacionais

A atuação da Coamo ultrapassa as fronteiras brasileiras. A gigante do agro exporta grãos, farelo e óleos vegetais. Seus produtos industrializados, como óleo de soja, margarinas e café, também chegam ao exterior. Seus destinos incluem cerca de 30 países na Europa, Ásia, América e África.

A estratégia de internacionalização é robusta. A Coamo está migrando da venda para grandes trading companies para a venda direta ao mercado externo. Isso permite capturar maior valor e fortalecer a marca. A logística é garantida pelo acesso a portos estratégicos como Paranaguá (PR), Santos (SP) e São Francisco do Sul (SC).

Os próximos passos da gigante do cooperativismo

A Coamo enfrenta os desafios do mercado com planejamento e investimentos. A volatilidade de preços e as questões climáticas são riscos constantes. A resposta da cooperativa é investir em expansão e diversificação. Um plano de R$ 5 bilhões em investimentos está em andamento.

O projeto mais audacioso é a construção de uma usina de etanol de milho no Paraná. O investimento é de R$ 1,7 bilhão. A usina irá gerar 250 empregos permanentes e agregar valor à produção dos cooperados. Outros aportes incluem a expansão da unidade de processamento de soja em Mato Grosso do Sul e novas estruturas de armazenagem. Estes projetos demonstram que a gigante do Agro continua focada em crescer de forma sustentável, fortalecendo seus membros e o agronegócio brasileiro.

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Carla Teles

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