Segundo o governo australiano, gatos ferais ameaçam diversas espécies nativas e são alvo de um plano para exterminar 2 milhões de animais com petiscos envenenados em território australiano. Em 2020, estimava-se que o país abrigava entre 2 milhões e 6 milhões desses gatos, classificados como praga desde julho de 2015.
O governo da Austrália pretendia exterminar 2 milhões de gatos ferais por meio de petiscos envenenados, dentro de uma estratégia justificada pela ameaça que esses animais representariam para outras espécies. A estimativa divulgada à época apontava que havia entre 2 milhões e 6 milhões de gatos ferais espalhados pelo país.
Segundo reportagem do Jornal de Brasília, publicada em 28 de fevereiro de 2020, especialistas do Departamento de Meio Ambiente e Energia da Austrália afirmavam que os gatos ferais ameaçavam a existência de diversas espécies. A publicação também registrou manifestações contrárias à medida, inclusive de ativistas e pessoas famosas.
Governo pretendia exterminar 2 milhões de gatos com petiscos envenenados

A meta apresentada pelo governo australiano era atingir 2 milhões de gatos. O método informado pela fonte envolvia o uso de petiscos envenenados contra animais classificados pelo país como uma ameaça à fauna.
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A medida tinha como alvo especificamente os gatos ferais, e não os animais domésticos mantidos como companhia. A distinção é relevante porque, segundo o próprio governo australiano, os gatos que retornam à vida selvagem podem provocar impactos sobre a fauna nativa.
Austrália tinha entre 2 milhões e 6 milhões de gatos ferais
O Departamento de Meio Ambiente e Energia da Austrália estimava uma população entre 2 milhões e 6 milhões de gatos ferais no território australiano.
A diferença entre o limite inferior e o superior da estimativa mostra a dimensão atribuída ao problema pelas autoridades. Mesmo considerando o menor número apontado, a meta de eliminar 2 milhões de animais representava uma intervenção de grande escala.
Gatos ferais são da mesma espécie dos gatos domésticos
Os gatos ferais, segundo as informações divulgadas, costumam ser da mesma espécie dos gatos domésticos, mas apresentam uma diferença fundamental na forma como vivem: permanecem e se reproduzem em ambiente selvagem.
A publicação afirma ainda que esses animais sobrevivem da caça de animais mortos. O foco das autoridades estava, portanto, nos gatos que vivem fora do ambiente doméstico e se mantêm na natureza.
Animais são encontrados em toda a Austrália e em diferentes habitats
Os gatos ferais são encontrados por toda a Austrália e em todos os habitats, conforme as informações apresentadas pelo Departamento de Meio Ambiente e Energia.
Essa distribuição territorial ajuda a explicar por que o governo tratava o problema em escala nacional. A presença dos animais não estava limitada a uma região específica mencionada pela fonte.
País classificou gatos ferais como praga em julho de 2015
A Austrália passou a tratar oficialmente esses animais como praga desde julho de 2015, cinco anos antes da publicação da reportagem do Jornal de Brasília.
A classificação estabeleceu uma diferença entre os gatos domésticos usados como animais de companhia e aqueles que retornam à vida selvagem. A justificativa apresentada pelo governo está ligada ao possível impacto desses animais sobre espécies nativas.
Departamento afirma que gatos na vida selvagem ameaçam fauna nativa
O governo australiano reconheceu expressamente a importância dos gatos mantidos dentro de casa como animais de companhia, mas fez uma ressalva para os que vivem novamente em ambiente selvagem.
“Apesar de reconhecer a importância dos gatos domésticos como animais de companhia, gatos que voltam à vida selvagem podem ameaçar a fauna nativa”, afirmou uma declaração reproduzida pela reportagem.
A posição deixa claro que o alvo da política eram os gatos ferais, associados pelas autoridades à ameaça contra a fauna australiana.
Plano provocou reação de ativistas e pessoas famosas
A proposta de exterminar milhões de animais não passou sem contestação. O Jornal de Brasília informou que várias pessoas, entre elas ativistas e famosos, posicionaram-se contra a medida.
A fonte fornecida, porém, não identifica essas pessoas nem apresenta seus argumentos específicos. Por isso, não é possível atribuir nomes ou detalhar as razões das manifestações sem acrescentar informações externas à reportagem original.
Fonte cita petiscos envenenados, mas não detalha avião, drone ou composição da toxina
A reportagem publicada em 2020 informa especificamente que o governo pretendia usar petiscos envenenados para exterminar os gatos ferais.
A fonte fornecida não informa que esses petiscos seriam distribuídos por aviões ou drones, não os descreve como salsichas e não especifica qual toxina seria empregada ou eventual relação dela com venenos encontrados em plantas nativas. Esses elementos, portanto, não podem ser desenvolvidos como fatos no corpo da matéria com base apenas no material apresentado.
Fonte também não afirma que espécies ameaçadas existem somente na Austrália
O Departamento de Meio Ambiente e Energia afirmou que os gatos ferais ameaçam a existência de diversas espécies e declarou que animais que retornam à vida selvagem podem ameaçar a fauna nativa.
A reportagem fornecida, entretanto, não identifica quais espécies estariam ameaçadas nem afirma que elas existem exclusivamente na Austrália. Também não apresenta números de animais silvestres mortos por gatos ferais.
Em 2020, medida ainda era apresentada como intenção do governo
A publicação de 28 de fevereiro de 2020 tratava a eliminação dos 2 milhões de gatos como uma intenção do governo australiano. A fonte não afirma que a operação já havia sido concluída nem informa quantos animais haviam sido eliminados naquele momento.
O quadro apresentado pela reportagem era de uma população estimada entre 2 milhões e 6 milhões de gatos ferais, classificados como praga desde julho de 2015, diante da avaliação oficial de que poderiam ameaçar a fauna nativa.
Na sua opinião, o controle de gatos ferais para proteger espécies nativas justifica o uso de petiscos envenenados ou deveriam ser priorizadas outras formas de controle populacional? Deixe sua opinião nos comentários.

