Aos 85 anos, Luiz Barsi reforça que o segredo não está no preço momentâneo da ação, mas na disciplina de acumular papéis ao longo de décadas.
O economista e investidor Luiz Barsi Filho, considerado o maior investidor pessoa física da Bolsa brasileira, explicou em entrevista recente que os dividendos não dependem do preço da ação no curto prazo, mas da quantidade acumulada ao longo dos anos. Segundo ele, o caminho para quem começa é simples: escolher boas empresas, manter constância nos aportes e reinvestir os dividendos recebidos.
Barsi destacou que 3 ações para iniciante hoje têm mais potencial para construir renda futura do que opções tradicionais que perderam força. Ele mesmo fez ajustes recentes em sua carteira, trocando empresas com distribuição fraca por papéis com base acionária mais enxuta e melhor fluxo de lucros para o acionista.
Por que Barsi trocou empresas tradicionais da carteira
Segundo o investidor, setores como bancos e utilities sempre foram pilares de sua estratégia, mas algumas companhias perderam atratividade. Ele eliminou posições em Itaúsa, Sabesp, Ultrapar e Eletrobras ON, justificando que essas empresas ou distribuem dividendos baixos ou possuem número excessivo de acionistas, o que dilui o lucro.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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No caso da Itaúsa, Barsi criticou investimentos considerados pouco promissores, como parcerias em gás e calçados, que reduzem a consistência da holding. Para ele, ações assim não servem ao objetivo principal: gerar dividendos crescentes no longo prazo.
As novas apostas do investidor em dividendos
Entre as substitutas, Barsi reforçou posições em empresas com melhor perspectiva de remuneração. Ele citou a Caixa Seguridade, com potencial ligado ao mercado imobiliário e venda casada de seguros habitacionais; a Auren Energia, que distribuiu R$ 3 por ação em 2023; e a AES Brasil, que reduziu sua base acionária de 3,6 bilhões para 600 milhões de papéis, aumentando o valor rateado entre os acionistas.
Essas escolhas, segundo ele, reforçam a filosofia de que uma ação só vale o que consegue pagar de dividendos, e não quanto oscila em bolsa. Além disso, mantém exposição em setores estratégicos como energia e logística, por meio de empresas como Vibra e Cosan.
Filosofia de investimento de longo prazo
A lição principal deixada por Luiz Barsi é clara: “se eu tiver 1 ação, ganho 1 vez; se eu tiver 1 milhão de ações, ganho 1 milhão de vezes”. Para ele, a disciplina de acumular papéis e reinvestir dividendos é a verdadeira fórmula para independência financeira.
O investidor também alerta iniciantes para evitar setores historicamente instáveis, como turismo, aviação e shoppings, que já enfrentaram quebras no Brasil e no exterior. Para ele, esses segmentos não oferecem a previsibilidade necessária para um investidor de renda.
Na visão de Luiz Barsi, quem busca começar deve olhar além da cotação diária e focar em empresas sólidas, que entregam lucros consistentes e distribuem dividendos de forma recorrente. Os iniciantes que entenderem essa lógica podem transformar pequenas compras em grandes rendas ao longo de décadas.
E você, concorda com a filosofia de Barsi? Acha que 3 ações para iniciante devem ser escolhidas pensando só em dividendos ou também no potencial de valorização? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem já investe ou pretende começar.


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