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1.540 toneladas suspensas de uma só vez: enorme caixão de concreto de 18 metros é erguido por equipamento especial, colocado sobre barcaça: projeto que prevê 75 dessas estruturas e capacidade para até 72 embarcações simultaneamente

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/08/2026 às 08:42 Atualizado em 08/08/2026 às 08:46
Descubra como uma estrutura de concreto de 1.540 toneladas foi erguida no Canal de Pinglu, um megaprojeto hidroviário na China.
Descubra como uma estrutura de concreto de 1.540 toneladas foi erguida no Canal de Pinglu, um megaprojeto hidroviário na China.
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Equipamento especial de içamento foi desenvolvido para movimentar enormes caixões de concreto de formato irregular. Projeto prevê 75 estruturas e integra o ancoradouro marítimo ligado ao Canal de Pinglu, em Guangxi.

Uma estrutura de concreto de 1.540 toneladas e 18 metros de altura foi erguida por um equipamento especial de içamento durante a construção de um ancoradouro do Canal de Pinglu, megaprojeto hidroviário em Guangxi, no sul da China.

Peça de 1.540 toneladas exige operação especial

O enorme bloco visto sendo movimentado é um caixão de concreto, ou caisson, estrutura utilizada em grandes obras marítimas. A unidade é do chamado tipo D e mede 12 metros de comprimento, 10,5 metros de largura e 18 metros de altura.

Segundo informações divulgadas pela China News Service, com dados do Pinglu Canal Group, somente esse caixão pesa 1.540 toneladas. O projeto do ancoradouro nº 1 prevê a fabricação e instalação de 75 caixões, todos com formatos especiais e diferentes configurações. Confira as informações da China News Service

O tamanho, o peso e a distribuição irregular das cargas criaram um problema incomum para os responsáveis pela obra. Para movimentar as peças, a equipe desenvolveu uma estrutura especial de içamento, projetada para melhorar o equilíbrio da carga, a segurança e a precisão durante o posicionamento.

Caixão passa da terra para uma embarcação

A operação não consiste simplesmente em levantar o bloco e colocá-lo diretamente em sua posição definitiva.

Primeiro, o caixão é movimentado em terra por um sistema que utiliza airbags para elevação e deslocamentos longitudinais e transversais. Assim, a estrutura chega à frente do cais.

Em seguida, uma embarcação equipada para içamento levanta a peça e a coloca sobre uma barcaça de convés autopropelida. O caixão é então transportado pelo mar até a área do ancoradouro, onde ocorre o posicionamento na água.

A operação envolve, portanto, etapas de movimentação terrestre, embarque, transporte marítimo e posicionamento submerso. A área de instalação também é exposta às condições do mar, aumentando a necessidade de controle durante os trabalhos.

Ancoradouro terá espaço para até 72 embarcações

O projeto fica em Maowei, perto da saída marítima do Canal de Pinglu, em Qinzhou. O ancoradouro é uma das estruturas de apoio necessárias para organizar o movimento de embarcações que utilizarão a nova hidrovia.

De acordo com o governo da Região Autônoma de Guangxi, a estrutura terá 36 posições de ancoragem para embarcações da classe de 5.000 toneladas e capacidade máxima para receber 72 navios simultaneamente.

A previsão oficial é que o ancoradouro entre em operação em setembro de 2026, acompanhando o cronograma de abertura da hidrovia.

Veja os dados do governo de Guangxi sobre o ancoradouro

Canal de 134 quilômetros abrirá caminho direto para o mar

As gigantescas peças fazem parte da infraestrutura associada a um projeto muito maior. O Canal de Pinglu tem 134,2 quilômetros e conecta a região de Nanning ao Golfo de Beibu.

A hidrovia foi projetada para receber embarcações de até 5.000 toneladas. Segundo a China Communications Construction Company (CCCC), o canal possui três grandes complexos de navegação — Madao, Qishi e Qingnian — para superar uma diferença acumulada de aproximadamente 65 metros de elevação ao longo do percurso.

Quando estiver operacional, a nova rota deverá reduzir em cerca de 560 quilômetros o percurso hidroviário de cargas do sudoeste chinês que hoje seguem em direção ao mar pela região de Guangzhou.

Conheça os dados técnicos divulgados pela CCCC

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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