Gestamp, fornecedor das multinacionais Volkswagen, Toyota, Nissan, Honda, Fiat e General Motors, revela quadro excedente de 200 funcionários e se vê obrigado a demitir funcionários em Taubaté; Sindicato negocia lay-off na unidade.
A Gestamp, empresa fornecedora que produz peças para as gigantes globais do setor automobilístico, Volkswagen, Toyota, Nissan, Honda, Fiat e General Motors, demitiu, na última quarta-feira (3), 60 funcionários na unidade de Taubaté. A empresa havia comunicado no fim de outubro que estava com um excedente de 200 funcionários na planta, devido às paralisações do setor.
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A maioria das montadoras paralisou a produção por causa da falta de semicondutores. Com isso, a empresa alega que a produção de um turno na fábrica também foi impactada. O Sindicato dos Metalúrgicos negocia com a empresa e propõe lay-off na unidade para a manutenção dos empregos.
Atualmente a Gestamp, fornecedora das multinacionais Volkswagen, Toyota, Nissan, Honda, Fiat e General Motors conta com 1.200 trabalhadores em Taubaté
O Sindicato dos Metalúrgicos discutiu o assunto com os trabalhadores em uma reunião no dia 24 de outubro. Na ocasião, foi aprovado que o Sindmetau busque, junto à empresa, alternativas para tentar evitar demissões. O sindicato informa que vem se reunindo com a empresa para a discussão de medidas a serem apresentadas aos trabalhadores.
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“Será inevitável não ter demissões por causa da demanda nos dois maiores volumes da fábrica, que são de peças para Volkswagen e General Motors. Estamos conversando sobre um número menor de demitidos e aplicação de lay-off já para novembro”, disse Santos, que também é funcionário da Gestamp.
Atualmente a empresa conta com 1.200 trabalhadores em Taubaté. A fábrica opera atualmente em três turnos de segunda a sexta-feira, mas o ritmo deverá diminuir nos próximos dias, informou o representante do sindicato. A respeito de aplicação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) na unidade, ele afirmou que a empresa, ao contrário das montadoras, não tem caixa para isso.
Ambas as montadoras, General Motors e Volkswagen, mantém unidades produtivas na região onde a Gestamp está instalada. A VW de Taubaté, ao longo do ano, promoveu uma série de paradas e ajustes de produção por causa da falta de chips em suas linhas.
Gestamp afirmou que devido às paralisações por falta de semicondutores, que afetam o mundo todo, a empresa necessitou fazer ajustes no quadro pessoal da fábrica.
“A escassez de semicondutores é um problema global que afeta os diferentes mercados em que os veículos são produzidos e não afeta apenas a nossa indústria. Na Gestamp Brasil estamos adaptados às necessidades de produção dos nossos clientes, bem como preparados para tomar às medidas de flexibilidade necessárias.
Nesse caso, e para se adequar à situação atual do mercado, foi necessário fazer um ajuste no quadro de pessoal da fábrica. Assim como estamos em constante comunicação com nossos clientes, também estamos em constante comunicação com os sindicatos. Esse relacionamento nos ajuda a manter os níveis de produção solicitados com o mínimo impacto na força de trabalho”, diz nota.
Em 2020, a empresa adotou uma suspensão temporária de contratos e redução de salários de 1.200 funcionários. À época, a Gestamp alegou ter sido impactada com o encerramento da produção durante as restrições da Covid-19. Mesmo depois das medidas adotadas, a empresa decidiu pelo encerramento de um turno na empresa, resultando em 164 demissões.

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