Encerrada em 22 de fevereiro, a restrição na SC 401 liberou novamente veículos pesados no sentido Centro Norte, após vigorar desde 15 de dezembro nos picos de 7h às 11h e 16h às 20h, enquanto obras noturnas mantêm trechos em transformação para moradores, caminhoneiros e trabalhadores ao longo do dia
A SC 401 em Florianópolis voltou a ter circulação de veículos pesados acima de 23 toneladas nos horários de pico após o fim da restrição encerrada no domingo (22). A liberação recoloca caminhões na rotina de quem atravessa o eixo Centro Norte, justamente quando obras noturnas ainda ocupam a pista.
A medida tinha sido criada para aliviar congestionamentos na alta temporada e ficou em vigor desde 15 de dezembro. Agora, com o retorno dos veículos pesados, a pergunta prática é se a SC 401 aguenta o fluxo sem perder tempo, enquanto elevados, passarelas e vias marginais seguem incompletos.
O que mudou no domingo e onde a regra valia

A liberação foi aplicada ao trecho em que a restrição atingia principalmente caminhões, já que ônibus e micro ônibus ficaram fora da regra.
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Na prática, o fim da proibição devolve ao trânsito da SC 401 o volume de cargas que costuma disputar espaço com carros, motos e transporte coletivo em Florianópolis.
O foco da restrição era o sentido Centro Norte da Ilha.
O bloqueio se concentrava entre o km 19+130 e o km 16+870, no sentido Centro para o bairro, um ponto sensível quando o relógio aperta e o fluxo de ida e volta vira gargalo.
Como funcionava o limite de 23 toneladas e por que ele foi escolhido
As regras foram publicadas em 5 de dezembro no Diário Oficial e proibiam o trânsito de veículos com Peso Bruto Total acima de 23 toneladas na SC 401, mantendo ônibus e micro ônibus isentos.
O desenho foi direto: tirar veículos pesados dos horários em que a rodovia já opera no limite em Florianópolis.
Os horários de pico definidos foram das 7h às 11h e das 16h às 20h, sempre no sentido Centro Norte.
É nesse intervalo que o impacto aparece mais rápido, porque um veículo pesado reduz a velocidade média e amplia o efeito sanfona, ainda mais quando obras noturnas interferem na leitura de faixas e acessos.
Obras noturnas e por que a rodovia ainda parece um canteiro
As intervenções na SC 401 foram suspensas entre 19 de dezembro e 11 de janeiro para minimizar impactos nas festas de fim de ano.
A retomada ocorreu em 12 de janeiro, com obras noturnas concentradas entre 23h e 5h, horário de menor fluxo e menor chance de travar Florianópolis no meio da madrugada.
Na fase atual, o pacote inclui construção de elevados e de passarelas, além de ajustes de sinalização e preparação de trechos que serão conectados aos acessos.
Obras noturnas reduzem conflito com o tráfego, mas não eliminam o efeito no dia seguinte, quando motoristas encontram desvios, estreitamentos e mudanças de entrada e saída.
Vias marginais pela metade e o que isso muda no trânsito local
A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade aponta que a etapa atual também concentra esforços em vias marginais, que servem para organizar o tráfego local e reduzir interferências diretas na SC 401.
A lógica é separar quem entra e sai de comércio, bairro e retornos de quem só atravessa o corredor principal.
Segundo a pasta, resta cerca de 50% das vias marginais a serem implantadas, especialmente no sentido Centro.
Quando metade das vias marginais ainda falta, manobras locais continuam competindo com a pista principal, e isso pesa mais justamente no período em que veículos pesados voltam a circular em Florianópolis.
Terceira pista, passarelas e o teste real com veículos pesados de volta
A execução das terceiras pistas segue conforme o planejamento técnico informado pelo governo, mas o impacto só fica claro quando a operação cotidiana retoma o padrão completo.
Com veículos pesados novamente nos picos, a SC 401 volta a ser um termômetro de fluidez, porque carga responde diferente a aceleração, frenagem e mudança de faixa.
As passarelas e passeios, junto das ciclofaixas, entram como camada de segurança para pedestres e ciclistas, mas dependem de continuidade para que o usuário confie no trajeto.
Em um corredor que mistura deslocamento de trabalho e turismo, a obra só termina quando o comportamento muda, não quando o asfalto está apenas lançado.
O retorno dos veículos pesados acima de 23 toneladas encerra uma experiência de 69 dias em que a SC 401 tentou ganhar fôlego na alta temporada em Florianópolis.
A liberação devolve a normalidade logística, mas também devolve o risco de piorar a média de tempo exatamente onde a rodovia já é mais frágil.
O que vai definir a percepção nas próximas semanas é a combinação entre fluxo real e avanço das obras noturnas, com elevados, passarelas e vias marginais ainda em implantação. Você prefere a SC 401 com veículos pesados liberados nos picos por questão de abastecimento, ou a restrição deveria voltar enquanto obras noturnas e vias marginais não ficam prontas em Florianópolis?

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