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Torre residencial de 57 andares troca corredores fechados por jardins suspensos a céu aberto, restaura igreja de 1911 e promete reduzir em mais de 10% o consumo de energia

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Escrito por Carla Teles Publicado em 23/09/2026 às 18:01 Atualizado em 23/09/2026 às 18:20
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Torre residencial de 57 andares troca corredores fechados por jardins suspensos a céu aberto, restaura igreja de 1911 e promete reduzir em mais de 10% o consumo de energia
The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre. Imagem: Divulgação.
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Projeto canadense reúne jardins suspensos, apartamentos e moradias para aluguel em complexo com igreja restaurada; economia energética anunciada pelos arquitetos ainda corresponde a uma estimativa.

A torre residencial The Butterfly, de 57 andares e 169 metros de altura, substitui corredores fechados por jardins suspensos no centro de Vancouver, no Canadá. Concluído pelo escritório Revery Architecture, o empreendimento integra apartamentos, moradias para aluguel e a restauração de uma igreja de 1911. Segundo os arquitetos, a circulação a céu aberto deve reduzir em mais de 10% o consumo de energia da torre, em comparação com uma solução de corredores convencionais.

O complexo foi apresentado pelo New Atlas em reportagem publicada em 23 de setembro de 2026. Com aproximadamente 56.200 metros quadrados, reúne a torre, a First Baptist Church e um edifício de sete pavimentos destinado à habitação de aluguel acessível. A proposta distribui vegetação pelos andares residenciais e incorpora serviços comunitários aos espaços próximos da igreja, preservada no mesmo terreno.

Jardins suspensos fazem parte do caminho até os apartamentos

The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre.
Imagem: Divulgação.

Ao sair dos elevadores, os moradores encontram áreas compartilhadas abertas, com ventilação natural e árvores que perdem as folhas em determinadas épocas do ano. Esses espaços ocupam o lugar dos corredores internos usados habitualmente para conectar os apartamentos. A vegetação, portanto, acompanha a circulação cotidiana, em vez de ficar concentrada apenas no térreo ou na cobertura.

A Revery descreve esses jardins suspensos como ambientes semiprivados presentes em cada nível residencial. Eles recebem luz do dia e permitem a circulação de ar, características incorporadas à estratégia ambiental do edifício. O escritório também apresenta a possibilidade de encontro entre vizinhos como uma intenção do desenho arquitetônico, sem divulgar uma avaliação sobre o uso desses espaços pelos moradores.

Economia de energia é uma projeção dos arquitetos

The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre.
Imagem: Divulgação.

A estimativa divulgada pelo New Atlas atribui aos corredores abertos uma economia anual de aproximadamente 400 mil quilowatts-hora, equivalente a uma redução superior a 10% no consumo energético da torre. O cálculo considera os efeitos da iluminação diurna, da ventilação e do resfriamento natural proporcionados pelas áreas de circulação expostas ao ar livre.

Esses números foram apresentados como desempenho esperado do projeto. Não correspondem, na reportagem, a um balanço de contas de energia após um período de ocupação. A distinção permite avaliar corretamente a proposta: os jardins suspensos integram uma estratégia para diminuir a demanda do prédio, mas a economia efetiva depende da operação e das condições de uso.

Fachada combina painéis isolados, vidro e varandas curvas

The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre.
Imagem: Divulgação.

A envoltória da torre utiliza painéis pré-fabricados com isolamento e vidros de alto desempenho. As varandas largas acompanham o desenho curvo da fachada, enquanto as janelas vão do piso ao teto. Na base, recortes e aberturas aproximam visualmente o edifício residencial da igreja vizinha e deixam espaço para o tratamento paisagístico do terreno.

Segundo a descrição do escritório, o conjunto de painéis, vidros e varandas foi desenvolvido para oferecer resistência térmica e desempenho acústico. A composição externa trabalha em conjunto com os corredores abertos: enquanto os jardins recebem ar e luz diretamente, a fachada delimita e protege os ambientes internos dos apartamentos. São soluções aplicadas a partes diferentes da mesma edificação.

Apartamentos usam divisórias transparentes e cômodos flexíveis

The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre.
Imagem: Divulgação.

Nos interiores, divisórias de vidro separam ambientes sem interromper completamente a passagem de luz natural. Cortinas permitem fechar visualmente esses espaços quando os moradores precisam de privacidade. O desenho também prevê cômodos que podem funcionar como dormitórios ou escritórios, conforme a necessidade de cada residência, mantendo a entrada de luz pelas aberturas externas.

A área de lazer inclui uma piscina de 50 metros de comprimento e duas raias, instalada em uma estrutura envidraçada acima da base do complexo. Sua cobertura arqueada utiliza nervuras modulares de concreto pré-moldado. As janelas iluminam o ambiente e permitem observar a cidade, enquanto a estrutura da cobertura acomoda instalações necessárias ao funcionamento da piscina.

Igreja de 1911 recebeu reforço estrutural e restauração

The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre.
Imagem: Divulgação.

A First Baptist Church foi mantida no terreno e passou por intervenções estruturais, incluindo melhorias de resistência sísmica. O trabalho alcançou a alvenaria histórica, as janelas, os elementos de madeira e espaços internos. A implantação da torre ocorreu junto à recuperação do edifício neogótico, que continua integrado ao complexo e às atividades da congregação.

Um dos ambientes recuperados foi o Pinder Hall. O salão havia perdido seu pé-direito duplo com a inserção de um pavimento intermediário. A restauração reabriu o espaço e voltou a expor colunas, vigas e treliças de madeira. Com essa configuração, o local pode receber apresentações, celebrações de casamento e encontros comunitários, além das atividades vinculadas à igreja.

Prédio de aluguel tem hortas e áreas compartilhadas na cobertura

The Butterfly reúne jardins suspensos e restauração de igreja em Vancouver, com economia de energia estimada em mais de 10% para a torre.
Imagem: Divulgação.

A habitação acessível fica em um edifício de sete andares, separado da torre de apartamentos comercializados a preços de mercado. Segundo o New Atlas, mais de um quarto das unidades desse prédio possui dois ou mais quartos. A composição inclui, assim, apartamentos com diferentes tamanhos dentro da parte do empreendimento destinada à locação acessível.

Na cobertura desse edifício, os espaços comuns reúnem hortas, cozinha externa e áreas de recreação ajardinadas. A vegetação aparece também nos pátios ao nível da rua, complementando os jardins suspensos da torre. O projeto inclui 465 vagas para bicicletas e veículos destinados ao compartilhamento, recursos previstos para atender deslocamentos de moradores e usuários do complexo.

Metas ambientais também envolvem água e emissões

O empreendimento busca a certificação LEED Gold e combina telhados verdes, sombreamento e uma central local de energia distrital. Conforme os números atribuídos à Revery pelo New Atlas, a redução estimada das emissões operacionais de carbono é de 68%, podendo alcançar 85% quando considerada a energia renovável fornecida pela central.

O consumo de água potável tem redução projetada de 50%. Esses percentuais medem aspectos diferentes e não devem ser somados: energia consumida, emissões operacionais e uso de água possuem indicadores próprios. Assim como a economia associada aos corredores, as reduções divulgadas são estimativas de desempenho, e a busca pelo LEED Gold não equivale à confirmação de uma certificação já concedida.

Passagem envidraçada conecta a igreja aos serviços comunitários

Uma galeria de vidro liga o edifício histórico à torre e organiza o acesso às instalações comunitárias. Entre os espaços incorporados estão creche, aconselhamento e recreação. A conexão permite circular entre as construções por um ambiente coberto, mantendo a transparência da passagem e a visibilidade das fachadas que pertencem a períodos diferentes da arquitetura local.

No exterior, pátios com paisagismo e assentos públicos tornam acessíveis partes do terreno da igreja antes fechadas à vizinhança. O Pinder Hall restaurado e as novas instalações ampliam os espaços disponíveis para os programas comunitários, enquanto os apartamentos e os jardins dos pavimentos residenciais permanecem ligados ao uso habitacional do conjunto.

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Carla Teles

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