O Ford Festiva elétrico artesanal nasceu após a carroceria ser digitalizada, cortada e remontada, enquanto motor de 20 cv, baterias substituíveis, peças em 3D e comandos adaptados permitiram ao microcarro circular por Nashville, apesar das dúvidas sobre rigidez da estrutura, distribuição de peso, proteção lateral e espaço para o motorista
Um Ford Festiva 1988 foi completamente desmontado, digitalizado e cortado com laser até ficar com aproximadamente metade da largura original. Tyler Fever, criador do canal Prop Department, realizou a transformação sem diploma de engenharia e colocou no lugar do motor original um propulsor elétrico de 20 cv.
A informação foi publicada em 30 de abril de 2026 por Popular Science, revista de ciência e tecnologia dos Estados Unidos. O projeto terminou como um carro estreito e funcional, capaz de circular pelas ruas de Nashville, nos Estados Unidos.
Fever afirma que conseguiu seguro e legalização para o veículo. Mesmo com essa declaração, o uso nas ruas não confirma que a carroceria modificada ofereça a mesma proteção exigida de um automóvel moderno.
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Laser e máquina CNC retiram o centro do Ford Festiva 1988
A transformação começou com a retirada completa do interior. Bancos, acabamentos e componentes deram lugar a uma carroceria vazia, condição necessária para medir as formas e planejar onde o metal seria cortado.
A digitalização transformou o formato físico do carro em medidas lidas pelo computador. Depois, o laser e a máquina de controle numérico, chamada CNC, executaram cortes guiados para retirar a faixa central da carroceria.
As duas laterais foram aproximadas até o Ford Festiva chegar a aproximadamente metade da largura original. Unir novamente teto, assoalho e painéis exigiu cuidado para impedir que pequenas diferenças deixassem rodas, portas e direção fora de posição.
Rigidez e alinhamento decidem se o carro estreito consegue rodar
A carroceria de um automóvel ajuda a distribuir peso e forças por toda a estrutura. A rigidez torcional é a capacidade de resistir à torção sem perder a forma, algo importante em curvas, frenagens e pisos irregulares.
Quando uma grande faixa do centro é retirada, o caminho dessas forças muda. As novas uniões precisam manter a carroceria firme para que o alinhamento das rodas e o funcionamento da direção não sejam prejudicados.
A largura menor também reduz a base de apoio. Motor, baterias e eixo traseiro passaram a ocupar posições diferentes, tornando a distribuição de peso importante para estabilidade, frenagem e controle do veículo.
Motor elétrico de 20 cv substitui o conjunto que deixou de caber
O motor original ficou largo demais para o novo espaço. Fever instalou um motor elétrico de 20 cv retirado de uma motocicleta elétrica para uso fora de estrada, conjunto compacto que coube na carroceria estreitada.

O sistema recebeu baterias substituíveis, que podem ser removidas e trocadas. A posição desses módulos interfere no peso colocado sobre cada eixo e precisa acompanhar o pouco espaço disponível dentro do carro.
Na traseira, entrou um eixo vindo de um carro de arrancada. A adaptação permitiu reunir motor, baterias e transmissão de força em uma estrutura muito mais estreita que a configuração original do automóvel.
Volante cortado ao meio abre espaço para alcançar o freio
A redução da cabine colocou o volante no caminho do pedal de freio. Como o motorista não conseguia movimentar o pé corretamente, a equipe serrou o volante ao meio para liberar espaço.
Popular Science, revista de ciência e tecnologia dos Estados Unidos, detalhou os suportes impressos em 3D usados para acomodar faróis, espelhos e componentes do painel.
Uma bateria de 12 volts alimentou faróis, buzina e carregadores de telefone. Iluminação e comandos funcionais ajudaram o microcarro a circular, mas não servem como teste da resistência da cabine em uma batida.
Seguro e legalização declarados não eliminam as dúvidas sobre segurança
Fever afirma que o Ford Festiva modificado foi segurado e legalizado. A declaração mostra que o criador conseguiu levar o projeto às ruas, mas circular não significa atender aos padrões atuais de proteção contra acidentes.
As zonas de deformação são partes da carroceria feitas para amassar e absorver parte da energia de uma colisão. Cortar e soldar novamente teto, assoalho e painéis pode alterar o caminho dessa força antes que ela alcance o motorista.
A cabine estreita também deixa pouco espaço entre o ocupante e a parte externa do carro. Em uma batida lateral, proteção lateral e espaço para sobrevivência se tornam pontos ainda mais delicados.
Microcarro elétrico circula por Nashville e chama atenção nas ruas
Fever dirigiu o veículo por vias públicas de Nashville, passou por um posto de combustível, atravessou uma ponte na entrada do centro e subiu uma rampa de estacionamento.

O tamanho reduzido permitiu entrar em vagas apertadas e circular por espaços urbanos estreitos. Atrás do motorista, a equipe ainda preservou um pequeno espaço para um passageiro, que precisava viajar de forma bastante apertada.
Fever afirmou no vídeo que ficou impressionado com o comportamento do carro nas ruas e com a reação das pessoas. O percurso mostrou que direção, freios e motor funcionavam, embora não tenha respondido às dúvidas sobre proteção em colisões.
O Ford Festiva elétrico reuniu corte a laser, máquina CNC, peças impressas em 3D, baterias substituíveis e motor de 20 cv em uma carroceria com aproximadamente metade da largura original.
A construção mostra até onde soluções artesanais podem levar um veículo antigo. Ao mesmo tempo, deixa clara a diferença entre conseguir dirigir um carro modificado e comprovar que ele oferece proteção atual para motorista e passageiro.
Até onde a criatividade deve avançar quando um carro funciona, mas ainda deixa dúvidas sobre segurança? Comente e compartilhe.

