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Raios X filmam baterias de carros elétricos com mil imagens por segundo e revelam gases, materiais em movimento e falhas durante testes de segurança

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 23/09/2026 às 22:36 Atualizado em 23/09/2026 às 22:40
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A técnica permite acompanhar o interior de células fechadas durante testes severos, enquanto sensores registram temperatura, pressão, tensão elétrica e fluxo de gás, oferecendo aos fabricantes dados para estudar a segurança das baterias.

Raios X capazes de registrar até mil imagens por segundo estão permitindo observar o que acontece dentro de baterias de carros elétricos durante testes de segurança. O desafio é que uma falha pode se desenvolver em frações de segundo, dentro de uma célula fechada que não pode ser vista a olho nu.

O sistema foi apresentado em 13 de agosto de 2026 pelo Fraunhofer EMI, instituto alemão de pesquisa em dinâmica de alta velocidade. As imagens mostram mudanças internas que antes precisavam ser investigadas principalmente por testes destrutivos, simulações e medições feitas do lado de fora da célula.

Por que é tão difícil enxergar uma falha na bateria

Uma célula é uma das unidades que armazenam energia na bateria. Nos testes do instituto, os pesquisadores trabalham com células prismáticas grandes, de formato semelhante ao de uma caixa. Seu interior permanece fechado enquanto os materiais reagem a condições severas.

Raios X capazes de registrar até mil imagens por segundo estão permitindo observar o que acontece dentro de baterias de carros elétricos durante testes de segurança.
Raios X capazes de registrar até mil imagens por segundo estão permitindo observar o que acontece dentro de baterias de carros elétricos durante testes de segurança.

Quando ocorre uma falha grave, os acontecimentos podem ser rápidos demais para uma observação comum. A célula pode formar gases, ter seus materiais deslocados e apresentar rachaduras. Por isso, medir apenas o resultado final não mostra toda a sequência do que ocorreu lá dentro.

Como os raios X e os sensores acompanham o teste

O equipamento combina imagens de raios X em alta velocidade com uma câmara de proteção construída para suportar as condições extremas dos testes. Ela protege os componentes sensíveis do sistema de imagem durante a chamada fuga térmica, uma reação que provoca aquecimento intenso na célula.

Ao mesmo tempo, sensores registram temperatura, pressão, tensão elétrica e fluxo de gás. Assim, os pesquisadores podem relacionar o que aparece nas imagens às mudanças medidas durante o teste.

A capacidade anunciada é de até mil imagens por segundo. Isso permite examinar, em câmera lenta, movimentos que aconteceram em uma fração de segundo.

O que a imagem do teste de penetração mostra

Uma das imagens divulgadas pelo instituto é um quadro retirado de um vídeo de raios X gravado durante um teste de penetração por prego em uma célula prismática de íons de lítio. Ela registra o interior da célula durante a fuga térmica. O crédito da imagem é Fraunhofer EMI.

O teste ajuda a estudar processos como a formação de gases e a expulsão de materiais. A imagem deve ser identificada como um registro experimental de penetração, e não como uma cena de uso normal de um carro elétrico.

O que já foi testado e o que está previsto para 2028

O Fraunhofer EMI, instituto alemão de pesquisa em dinâmica de alta velocidade, já utilizou a tecnologia em trabalhos com fabricantes, incluindo Volkswagen e Audi. Os estudos observaram a expulsão de materiais durante a fuga térmica e a forma como uma falha pode se propagar em conjuntos com mais de uma célula.

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Há também uma etapa futura. Em parceria com a PowerCo, fabricante de células do grupo Volkswagen, o instituto prevê instalar o sistema na unidade da empresa em Salzgitter, na Alemanha, em 2028. Essa instalação industrial ainda está programada e não deve ser confundida com os testes já realizados.

As imagens e medições oferecem aos engenheiros uma forma de examinar o desenvolvimento de uma falha dentro da bateria. Os dados também podem ajudar a avaliar projetos de células e aperfeiçoar as simulações usadas em seu desenvolvimento.

Para quem usa um carro elétrico, a pesquisa não representa uma mudança imediata no veículo. Seu valor está em permitir que fabricantes estudem com mais detalhe como as células se comportam sob condições extremas.

Você gostaria de ver o vídeo de raios X de um desses testes? Conte nos comentários o que mais desperta sua curiosidade sobre a segurança das baterias.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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