Ilha privada no País de Gales une história militar, reforma milionária e estrutura incomum com heliponto, bar panorâmico e sistemas autossuficientes, atraindo atenção internacional após ser colocada à venda por mais de £ 3 milhões e associada a um empresário do setor de tecnologia.
O nome associado à Thorne Island é o do empresário britânico Mike Conner, ligado à criação da Appsbroker, empresa depois incorporada à trajetória que resultou na marca Qodea.
É ele quem aparece como responsável pela compra da ilha em 2017 e pela transformação do antigo forte costeiro, hoje colocado no mercado por mais de £ 3 milhões, em um imóvel isolado com estrutura incomum e vocação tanto residencial quanto comercial.
A propriedade fica na costa de Pembrokeshire, no oeste do País de Gales, e reúne um conjunto de características raras mesmo para o segmento de luxo.
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O anúncio destaca um heliponto, bar no topo da fortificação, sala de jogos, terraços amplos, escritório envidraçado voltado para o mar, píer privativo, cinco ancoradouros e um guindaste hidráulico de 10 metros usado para içar barcos e suprimentos.
Forte histórico transformado em imóvel de luxo

Mais do que o preço pedido, o que ajuda a explicar a repercussão é o contraste entre a origem militar do imóvel e o uso atual.
No centro da ilha está um forte construído entre 1852 e 1854 como parte do sistema defensivo de Milford Haven.
Décadas depois, a mesma estrutura passou por outras fases, incluindo uso como hotel e residência familiar, até chegar à reforma mais recente liderada por Conner.
A área total anunciada é de 2,49 acres, equivalente aos 2,5 acres citados de forma arredondada em reportagens e anúncios imobiliários.
O conjunto interno soma pouco mais de 8.000 pés quadrados e hoje comporta cinco quartos, cinco banheiros e ambientes desenhados para receber até 20 hóspedes, número que reforça o apelo da ilha para retiros, eventos privativos e estadias de alto padrão.
Reforma milionária e recuperação estrutural
A trajetória de Conner virou parte da própria narrativa de venda da ilha.

Segundo relatos publicados na imprensa britânica, ele encontrou a propriedade depois de ver um vídeo na internet e decidiu assumir um projeto de recuperação considerado incomum até para investidores acostumados a obras complexas.
Ao comprar o imóvel, encontrou uma estrutura degradada, com intervenções modernas pouco integradas, desgaste provocado pela maresia e uma série de limitações impostas pelo isolamento geográfico.
A reforma exigiu um investimento superior a £ 2 milhões e levou anos para ganhar forma.
Parte do trabalho consistiu em recuperar a identidade arquitetônica do forte, removendo camadas posteriores para revelar elementos originais de alvenaria e reorganizando os espaços internos para uso contemporâneo.
Também houve substituição de pisos, instalação de janelas de estilo patrimonial e adaptação dos ambientes para permanência prolongada, sem descaracterizar o imóvel histórico.
Logística complexa em ilha isolada
O isolamento da ilha tornou a logística um dos aspectos mais trabalhosos da obra.
Reportagens sobre a restauração relatam o uso intensivo de helicópteros para levar materiais, equipamentos e insumos até o local, além da permanência de trabalhadores no próprio forte durante parte do projeto.
Esse tipo de operação ajuda a explicar por que a recuperação de uma fortificação marítima envolve custos e soluções muito diferentes das exigidas por imóveis convencionais em terra firme.

Estrutura autossuficiente e acesso restrito
Ao mesmo tempo, a reforma não se limitou à estética.
O anúncio informa que a ilha funciona de forma off-grid, com sistemas voltados à autossuficiência energética e hídrica.
Entre eles estão painéis solares com armazenamento em bateria de 100 kWh, bombas de calor para água quente e aquecimento sob o piso, sistema de captação e armazenamento de água da chuva, tratamento de esgoto e osmose reversa para produção de água potável.
Esse pacote técnico é decisivo para entender o valor estratégico do imóvel.
A Thorne Island não é apenas uma construção histórica cercada pelo mar, mas uma propriedade preparada para operar com relativa autonomia em uma área de acesso restrito.
A chegada principal ocorre por barco, via píer privativo, enquanto o heliponto amplia a conexão com o continente e reforça o perfil exclusivo que cerca o anúncio de venda.
Localização estratégica na costa galesa
Também chama atenção a localização precisa da ilha.
Embora ela esteja diante da costa galesa e a cerca de 3 milhas náuticas de Milford Haven, o anúncio imobiliário informa que o ponto fica a aproximadamente 0,4 milha náutica da praia de West Angle Bay, no entorno do vilarejo de Angle.
Esse detalhe corrige a percepção de que o imóvel estaria muito distante da costa em sentido físico, ainda que o acesso continue condicionado ao mar ou ao ar.
Quem é Mike Conner, empresário por trás da ilha
A curiosidade em torno do proprietário cresceu porque o perfil do imóvel se afasta do padrão de mansões de luxo tradicionais.
Em vez de uma casa construída para lazer desde a origem, o que se vê é uma fortaleza costeira tombada, cercada por mar aberto, reconfigurada para receber hóspedes, encontros privados e estadias prolongadas.
O escritório panorâmico instalado no antigo ponto de observação e o bar no terraço resumem bem essa mudança de função: o espaço pensado para vigiar passou a ser vendido como cenário de convivência e contemplação.
No campo empresarial, o nome de Mike Conner aparece vinculado à fundação da Appsbroker, companhia britânica de tecnologia criada em Swindon e depois integrada ao movimento corporativo que consolidou a marca Qodea.
Registros oficiais do Reino Unido mostram Michael Tarcisius Conner como diretor da Qodea Technology Limited até outubro de 2023, dado que sustenta sua identificação pública como empreendedor do setor de tecnologia nas reportagens sobre a ilha.
Assim, a resposta para a pergunta sobre quem é o dono da ilha-fortaleza que voltou aos holofotes com heliponto, bar no terraço, escritório com vista para o mar e guindaste hidráulico passa por um nome específico e por uma operação de restauração igualmente singular.
Trata-se de Mike Conner, empresário britânico associado à Appsbroker, que comprou a Thorne Island em 2017, bancou uma ampla recuperação do forte vitoriano e colocou no mercado um dos imóveis mais incomuns atualmente anunciados no Reino Unido.

