QGEP bate recorde de lucros, vira Enauta e foca no Pré-sal

Enauta

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) anunciou: agora se chama Enauta e está de olho nas rodadas de licitações do Pré-sal

Após registrar lucro recorde em 2018, a QGEP tomou decisões bem importantes neste começo de 2019. A mudança de nome, agora é Enauta, vem acompanhada com a decisão de arrematar uma área do Pré-sal nos leilões da ANP até o próximo ano.
A empresa planeja ter uma participação entre 10% e 20% de uma das áreas do pré-sal, o que foi considerada pelo seu presidente, Lincoln Guardado, uma decisão primordial para este ano ou no máximo, no ano que vem.

Para que isto se realize, a Enauta focará no 6º Leilão do Pré-sal e a 16ª Rodada de Concessões da ANP, previstos para o segundo semestre.
Mesmo acompanhando os desdobramento das discussões do mega leilão da Cessão Onerosa, a empresa não deverá fazer oferta, por achar que elas virão muito altas.
Também faz parte do planejamento estratégico da empresa se desfazer de sua participação na bacia do Pará-Maranhão, o que deve ocorrer ainda este ano.

O responsável pelo lucro

O aumento de produção do campo de Atlanta foi o grande responsável pelo lucro recorde da companhia em 2018, que foi de 19% comparado a 2017, com um lucro liquido de R$ 425 milhões.
A Enauta opera o pós sal do campo de Atlanta, na Bacia de Santos, que também tem possibilidades no nível do Pré-sal, mas isto ainda não é o foco da companhia.

Atlanta produz desde o ano passado e deve alcançar, no terceiro trimestre de 2019, um volume 25 mil e 27 mil barris de óleo equivalente por dia, a partir de um terceiro poço, cuja perfuração começou em fevereiro.

A Enauta planeja investir em Atlanta US$ 43 milhões do total de US$ 65 milhões de investimentos previstos para este ano. Em 2020, o investimento mais que dobrará, a petroleira prevê investir US$ 133 milhões, sendo US$ 90 milhões em Atlanta e US$ 43 milhões em outros ativos.
A empresa passou a ter 50% do bloco BS-4, junto com a Barra Energia, depois da saída da Dommo (ex OGX de Eike Batista), quando o tribunal decidiu exclui-la por não fazer os investimentos previstos no desenvolvimento de Atlanta.

A mudança de nome

A estrategia da companhia está em alinhamento com a de outras empresas da indústria de óleo e gás, que buscam por um sentido mais amplo de energia, não somente baseado em hidrocarbonetos.
Vale lembrar que a Statoil recentemente virou Equinor. No caso da Enauta a aposta é no gás natural, combustível menos poluente que o óleo e no futuro o foco da empresa deve ser as fontes renováveis, principalmente no mar, especialidade da empresa.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)