Início Preço elevado da gasolina acelera desenvolvimento de combustíveis alternativos com ideias que vão desde chocolate derretido, gases de esgoto, água e muito mais

Preço elevado da gasolina acelera desenvolvimento de combustíveis alternativos com ideias que vão desde chocolate derretido, gases de esgoto, água e muito mais

21 de março de 2022 às 12:35
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O combustível sintético precisa de bastante tecnologia para ser produzido (Foto: Shutterstock)

A crescente alta da gasolina, gerada pelos recentes conflitos entre Rússia e Ucrânia, estão acelerando a descoberta de diversos cientistas na corrida dos combustíveis alternativos com matérias-primas incomuns  

Entre 13 e 19 de março, o preço médio de todos os combustíveis sofreu aumento; o gás de cozinha teve alta média de 6,2% no país. O novo reajuste da Petrobras foi divulgado na sexta-feira (18), mas, para fugir dos preços elevados, cientistas ao redor do mundo, inclusive no Brasil, estão trabalhando em combustíveis alternativos com ideias que vão desde chocolate derretido, gases do esgoto e água do mar. Confira alguns estudos envolvendo os combustíveis alternativos ao redor do mundo.

Combustíveis alternativos

Combustíveis alternativos, entenda tudo sobre – Reprodução/Youtube

O chocolate é uma ótima fonte de energia, mas ser transformado em combustível alternativo é algo incomum. Com a missão de reduzir a emissão de poluentes, a Ecotec, empresa britânica especializada em combustíveis, decidiu desenvolver um combustível derivado de chocolate.

Para fabricar esse combustível de cor escura, ele foi colocado em um misturador de 100 ml de metanol e também com hidróxido de potássio. Isso gera um combustível parecido com o mel. Essa tecnologia para o combustível de chocolate foi criada por Rudolf Diesel, o inventor do motor a diesel movido a óleo de amendoim.

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Além do chocolate, por que não utilizar a água salgada como energia para motores de alto desempenho? Tendo em vista que o planeta é 70% composto por esse líquido, cientistas da universidade de Stanford tiveram essa brilhante ideia e os testes já estão em estágios avançados. O primeiro método utilizado para desenvolver essa “gasolina” consiste em retirar carbono da água do mar e transformá-lo em um líquido inflamável. Mas um novo método mais recente utiliza nanotecnologia para retirar o hidrogênio dos oceanos.  

Combustíveis alternativos produzidos através de esgotos

Outra alternativa que pode parecer um pouco desagradável para o desenvolvimento de gasolina sintética é o uso de gases presentes nos esgotos. Essa tecnologia já vinha sendo utilizada no Brasil por meio de uma parceria entre uma empresa alemã e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Por meio da tecnologia desenvolvida entre elas, é possível filtrar e captar gases liberados no processo de decomposição do esgoto, extraindo o metano que poderá ser utilizado para alimentar motores movidos à combustão.  

A Bio-Bean, startup inglesa, desenvolveu um combustível alternativo que também é uma deliciosa fonte de energia para muitos brasileiros. Trata-se da borra do café, que foi transformada em biocombustível. Para produzir essa gasolina, resíduos recolhidos pela empresa são levados a uma unidade de processamento para que a borra do café seja secada e transformada em um óleo utilizado em veículos de carbono neutro.  

Cientista sugere que pessoas ao redor do mundo podem produzir gasolina apenas bebendo água

A cientista Gerardine Botte, da universidade de Ohio, nos EUA, é uma especialista em transformar urina em combustível hidrogênio. Isso mesmo, a urina que você produz possui dois compostos que são fontes de hidrogênio, a amônia e a ureia. O gás de hidrogênio, que é produzido ao se colocar um eletrodo e uma corrente suave no líquido, pode ser utilizado para alimentar uma célula de combustível.  

Além da água do mar, outra opção de matéria-prima do ambiente marítimo são as algas, que estão sendo tratadas com muita atenção pelos cientistas pois disponibilizam diversas vantagens em relação aos outros combustíveis alternativos utilizados. Com mais de 30 mil espécies conhecidas, as algas podem se proliferar em uma grande variedade de condições e ambientes. Para produzir a gasolina sintética, as algas são processadas em elevadas temperaturas para poderem se transformar em um óleo utilizado nos veículos.  

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