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Por 90 dias, EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas, beneficiando hospitais, indústria tecnológica e energia limpa em meio à disputa comercial

Publicado em 29/08/2025 às 10:12
EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas por 90 dias, mas mantêm tarifas de até 30% que seguem pressionando cadeias globais de suprimentos
EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas por 90 dias, mas mantêm tarifas de até 30% que seguem pressionando cadeias globais de suprimentos
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EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas por mais 90 dias. Decisão mantém 178 itens livres de tarifas da Seção 301 e reduz tensões comerciais entre Washington e Pequim.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou que EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas das tarifas da Seção 301 por mais 90 dias. A medida, citada pelo portal MyNews, garante que 178 itens sigam isentos de taxas que variam entre 7,5% e 25%, em um momento de forte pressão sobre as cadeias globais de suprimentos.

Essas exclusões, já renovadas em junho, contemplam principalmente materiais químicos, componentes eletrônicos, suprimentos médicos e equipamentos ligados à energia solar. O objetivo é evitar impacto direto em setores estratégicos da economia americana, além de responder a pressões internas de empresas que dependem desses insumos para manter a produção.

Por que a decisão foi tomada agora

Segundo comunicado oficial do USTR, a decisão de que os EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas levou em conta comentários públicos, pareceres técnicos e recomendações de comitês consultivos. O governo norte-americano deixou claro que novas revisões podem ocorrer, dependendo da evolução do cenário político e comercial.

As tarifas da Seção 301 foram criadas no governo Donald Trump como resposta às práticas comerciais da China, consideradas desleais por Washington. Desde então, os dois países entraram em um ciclo de imposições e retaliações que já ultrapassou tarifas de 100% em alguns produtos, afetando diretamente setores como agro, tecnologia e manufatura.

O que está em jogo na guerra tarifária

Apesar da extensão das exclusões, produtos chineses ainda enfrentam uma tarifa adicional universal de 30% para entrar nos EUA. No primeiro trimestre, Trump também impôs uma tarifa de 20% específica, alegando falta de ação de Pequim contra o envio de precursores químicos usados na produção do opioide fentanil.

Em resposta, a China mantém tarifas de 10% sobre mercadorias americanas, além de sobretaxas de 10% a 15% em produtos estratégicos como a soja. Essa troca de medidas mantém a tensão alta, mesmo com as pausas temporárias nas tarifas.

Impactos para empresas e consumidores

Para empresas dos EUA, a decisão de que os EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas representa alívio imediato nos custos de produção. Indústrias de energia limpa, hospitais e fabricantes de tecnologia são diretamente beneficiados, já que evitam aumentos de preços em insumos críticos.

Por outro lado, a permanência das tarifas mais amplas mantém a pressão sobre cadeias globais e pode se refletir em preços mais altos ao consumidor final. Economistas destacam que essa disputa já mudou fluxos de comércio mundial e acelerou a busca por alternativas de fornecimento fora da China, em países como Vietnã, Índia e México.

O que esperar para os próximos meses

Negociadores chineses e americanos seguem em diálogo, com reuniões previstas em Washington e Estocolmo. Embora a extensão de 90 dias dê tempo extra para conversas, analistas alertam que a guerra tarifária está longe de um desfecho definitivo.

Enquanto isso, empresas dos dois países seguem pressionando por previsibilidade. O prolongamento das isenções mostra que, apesar da retórica dura, Washington reconhece os riscos de um corte abrupto nas importações estratégicas da China.

A medida de que os EUA estendem exclusões para algumas importações chinesas evidencia como a política comercial ainda é usada como ferramenta de pressão política e econômica. Embora traga alívio temporário para empresas e consumidores, não resolve o impasse central entre as duas maiores economias do mundo.

E você, acredita que essa prorrogação favorece mais os EUA ou a China? Como acha que isso pode impactar o comércio global nos próximos anos? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem acompanha de perto essas mudanças.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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