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Por 500 anos, uma única montanha na Bolívia produziu mais prata que a China, se tornando o centro da economia mundial

Escrito por Carla Teles
Publicado em 28/08/2025 às 20:15
Por 500 anos, uma única montanha na Bolívia produziu mais prata que a China, se tornando o centro da economia mundial
Descubra como a maior mina de prata do mundo, em Potosí, Bolívia, superou a China e moldou a economia global. Conheça a história de riqueza, exploração e o legado de 500 anos.
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Por mais de 500 anos, uma jazida na Bolívia não só superou potências globais na produção de prata, mas também se tornou palco de uma história de opulência e sofrimento que mudou o mundo.

Localizada em Potosí, na Bolívia, encontra-se a maior mina de prata do mundo. Sua magnitude histórica e produtiva supera potências como a China, atualmente o terceiro maior produtor global do metal. A jazida boliviana, ativa há mais de cinco séculos, foi crucial para a história econômica da América Latina e do mundo.

Potosí, Bolívia: o legado da montanha que moldou a economia global

A mina de Potosí, situada na montanha conhecida como Cerro Rico, está em operação contínua há mais de 500 anos. Sua descoberta transformou a cidade em um dos maiores centros urbanos do planeta no início do século XVII. Este feito destaca a relevância de Potosí na história econômica global, superando a produção de prata de nações como a China, que segue atrás do México e do Peru no ranking de maiores produtores.

A descoberta de Cerro Rico e a ascensão de uma metrópole mundial

Em 1545, a descoberta de vastas reservas de prata em Cerro Rico mudou o destino de Potosí. A cidade rapidamente se tornou um dos centros mais importantes da economia global durante os séculos XVI e XVII. A abundância do minério atraiu uma população diversa, incluindo indígenas, colonos espanhóis e escravos africanos. Com isso, a população local atingiu cerca de 160 mil habitantes, ultrapassando cidades europeias renomadas como Londres e Milão na época.

“Mita”: o sistema de trabalho forçado por trás da riqueza de Potosí

A exploração intensiva da prata foi marcada pela implementação da “mita”, um sistema de trabalho forçado. Milhares de indígenas foram obrigados a trabalhar nas minas sob condições extremamente adversas. Esse regime resultou em altas taxas de mortalidade e causou impactos profundos nas estruturas sociais e demográficas da região. A riqueza extraída era enviada diretamente para a Espanha através da Casa de Moeda local, fundada em 1572, influenciando significativamente a economia global.

O presente de Potosí: mineração cooperativista e turismo histórico

Atualmente, a mina de Cerro Rico ainda possui relevância econômica, embora a extração de prata tenha diminuído. A exploração mineral na região é realizada por um sistema cooperativista, com 37 cooperativas ativas focadas principalmente na extração de estanho e outros minerais. Além da mineração, Potosí consolidou-se como um importante destino turístico. Visitantes de todo o mundo são atraídos pela oportunidade de conhecer a história das minas e descer aos seus túneis históricos.

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Carla Teles

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