Através da aprovação da ANP, a Petrobras planeja investir bilhões em aumento no número e expansão de poços em Búzios
A Petrobras, semana passada, conseguiu receber a aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para revisão do plano de desenvolvimento da jazida compartilhada, que está localizada entre os campos de Búzios e Tambuatá, no pré-sal da Bacia de Santos. A versão atualizada do plano prevê investimento nominal (investimento total, sem o descontar despesas com taxas, imposto de renda ou inflação) de U$ 97 bilhões, considerando a instalação de 12 unidades de produção e o aumento no número de poços perfurados para 208, no qual 88 são injetores e 120 são produtores.
O plano de desenvolvimento está a todo o vapor, a Petrobras direciona investimentos para os campos de Búzios e Tambuatá
O campo de Tambuatá foi arrematado na Rodada Zero, porém teve boa parte de sua área devolvida pela Petrobras.
A petroleira ficou apenas com uma área equivalente a 23 quilômetros, no qual corresponde a extensão da jazida de Búzios para este campo, determinada a partir do poço 3-BRSA-944ª-RJS.
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A produção de petróleo e gás natural da jazida compartilhada entre os campos se dá por meio do contrato de concessão de Tambuatá, e do contrato de cessão oneroda e de partilha de produção de Búzios.
Das 12 unidades de produção previstas para Búzios, quatro delas já estão em processo de execução, sendo as unidades P-74, P-75, P-76 e P-77.
Segundo o plano de desenvolvimento proposto pela Petrobras, ainda é prevista a exportação de 75% a 80% de todo o gás possível para o continente.
A agência pediu que a petroleira promovesse estudos econômicos e técnicos sobre o atual estado de tecnologias para utilização do gás, como por exemplo o gas-to-wire e o gas to liquid, visando aumentar o percentual de exportação do gás.
A ANP também permitiu a prorrogação contratual da fase de produção de Tambuatá para 30 de março de 2055.
FPSO Almirante Barroso é um dos projetos mais importantes para a Petrobras
Segundo estudos e previsões de produção, a plataforma foi projetada para produzir cerca de 575 mil barris de óleo diariamente, passando assim a ser responsável por 33% da produção de óleo da Petrobras em 2026.
Soichi Ide, presidente e CEO da Modec em Singapura, afirmou que, “O FPSO Almirante Barroso MV32 é um dos projetos mais importantes para a Petrobras, Modec e muitos de nossos parceiros e partes interessadas. Será o primeiro FPSO do campo de Búzios a ser entregue e operado por uma contratada. Como um dos navios de maior produção em nossa frota, o MV32 representa um marco significativo de nossa presença comercial no Brasil”.
Sua operação está prevista para iniciar no mês de abril, sendo a quinta plataforma cotada pelo projeto de desenvolvimento da Petrobras.

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