Pesquisadores dos EUA desenvolveram uma bateria para carros elétricos que não utiliza cobalto. O novo componente promete muito mais barato, eficiente e livre de poluentes.
Cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), nos Estados Unidos, estão trabalhando no desenvolvimento de uma nova forma de produção capaz de gerar cátodos melhores e mais baratos para baterias de íons de lítio, atualmente utilizadas em carros elétricos e equipamentos eletrônicos. De acordo com os cientistas, essa nova abordagem sem cobalto permite o desenvolvimento de células de energia mais acessíveis, geradas a partir de um sistema mais rápido, menos dispendioso, que usa uma quantidade muito menor de material tóxico durante o processo de produção.
Retirada do Cobalto reduzirá preço da bateria para carros elétricos
Segundo o coautor do estudo, engenheiro químico Ilias Belharouak, esse novo método disponibiliza a principal vantagem de permitir que a indústria de baterias tenha uma linha de produção mais limpa e com custos menores em relação ao mercado, ao mesmo tempo, em que conta com uma pegada de carbono infinitamente menor.
O principal obstáculo superado pelos cientistas foi a eliminação do cobalto utilizado na produção dos cátodos de células de energia convencionais de íons de lítio. Além de ser um metal raro, grande parte do cobalto utilizado na produção de baterias é extraído no exterior, ampliando os custos de manufatura. Com este novo método de produção da bateria para carros elétricos e eletrônicos, os pesquisadores encontraram um material catódico de alta capacidade sem o uso do cobalto.
-
Toyota Corolla Cross 2027 ganha novo visual, com foco em economia, revisões com preço reduzido, mais tecnologia, serviços conectados e garantia de até 10 anos
-
Custando menos de R$ 65 mil, esse sedã automático da Fiat oferece 525 litros de porta-malas, motor 1.8 de até 139cv, sendo uma boa opção para família ou para quem busca um carro com espaço interno e manutenção conhecida no mercado: conheça o Fiat Cronos Precision 2018
-
Volkswagen vai deixar de fabricar esses modelos e cortar 1 milhão de carros da produção até 2030, enquanto elimina 50 mil empregos, reduz plataformas e aposta em veículos que realmente dão lucro no mercado
-
Toyota estreia no Brasil seu primeiro carro 100% elétrico com 343 cv, tração integral, autonomia de 361 km e preço de R$ 419.990, mas apenas 99 compradores poderão levar o bZ4X para casa
Em vez de agitar continuamente os materiais do cátodo com produtos químicos em um reator, essa abordagem de síntese hidrotérmica cristaliza o cátodo utilizando metais dissolvidos em etanol. Segundo o autor principal do estudo, professor Rachid Essehli, o etanol é mais seguro de armazenar e manusear do que a amônia e, em seguida, pode ser destilado e reutilizado. Além disso, o tempo utilizado para produzir partículas e preparar o próximo lote de cátodos cai de alguns dias para menos de 12 horas.
Nova bateria projetada pelos cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL) possui ciclos de carga e descarga mais seguros
O material fabricado durante o processo de produção de baterias sem cobalto conta com partículas mais uniformes, redondas e bem compactadas. Essas características são ótimas para o desenvolvimento de cátodos muito mais eficientes e menos poluentes.
Outra grande vantagem deste novo método de produção é que ele permite que as células de energia se tornem mais estáveis, gerando ciclos de carga e descarga mais seguros, além de expandir significativamente a vida útil das baterias feitas à base de íons de lítio.
Para o professor Rachid Essehli, como suas propriedades são parecidas com as dos cátodos atuais de cobalto, o novo material pode ser integrado perfeitamente aos processos de produção de baterias já existentes, disponibilizando muito mais energia e reduzindo preço dos carros elétricos futuramente.
Bateria de estado sólido pode ser o futuro dos carros elétricos
A corrida para desenvolver baterias de estado sólido para substituir as atuais células de íon de lítio está cada vez mais acirrada. Empresas no mundo inteiro correm contra o tempo com o objetivo de desenvolver uma bateria de estado sólido que seja comercialmente viável.
O eletrólito líquido inflamável das atuais baterias é substituído por um sólido mais estável nas baterias de estado sólido, resultando em uma segurança maior. Baterias de estado sólido podem ter uma potência maior, taxa de carregamento mais rápida e uma vida útil mais longa.
A corrida de ouro das empresas para desenvolver suas primeiras baterias e colocá-las em produção no mercado visa demonstrar que se trata de uma categoria lucrativa a nível comercial.

