Pescador de 55 anos sentiu fortes dores abdominais após o animal permanecer vivo dentro de seu corpo e causar uma perfuração de cinco centímetros.
Um caso médico extremamente raro chamou atenção após ser registrado em Bangladesh e divulgado por pesquisadores em uma revista científica internacional.
Um pescador de 55 anos precisou passar por uma cirurgia de emergência depois que uma enguia viva entrou pelo reto e perfurou seu intestino.
O paciente chegou ao hospital com dores abdominais intensas. Durante os exames, os médicos descobriram que o animal ainda estava vivo dentro de seu organismo.
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O episódio foi apresentado na revista científica International Journal of Surgery Case Reports, em um artigo publicado online em 2 de outubro de 2024.
Pescaria termina em grave emergência médica
O incidente aconteceu enquanto o homem trabalhava em uma pescaria, segundo o relato apresentado aos médicos responsáveis pelo atendimento.
A enguia teria passado pela roupa do pescador e acessado a região anal. O animal continuou avançando pelo organismo do paciente.
Movimentos realizados pela enguia provocaram dores intensas durante várias horas. O homem procurou atendimento médico somente no dia seguinte ao ocorrido.
A equipe realizou exames de imagem para identificar a origem do desconforto abdominal.
Uma radiografia revelou sinais compatíveis com perfuração intestinal e indicou a presença de um corpo estranho dentro do paciente.
Exames revelam enguia ainda viva
Os médicos identificaram que a enguia permanecia viva e se movimentava dentro do corpo do pescador.
A situação exigia atendimento imediato, pois a movimentação do animal havia provocado uma grave lesão intestinal.
Sinais de ar na cavidade abdominal também foram observados nos exames. Esse quadro geralmente está relacionado a perfurações em órgãos internos.
O histórico profissional do paciente ajudou os médicos a compreender as circunstâncias incomuns do caso.
Animal perfurou o cólon sigmoide
A cirurgia de emergência revelou uma perfuração de aproximadamente cinco centímetros no cólon sigmoide.
Essa região representa a parte final do intestino grosso e fica próxima ao reto.
O animal atravessou a parede intestinal e alcançou a cavidade abdominal do paciente.
Segundo informações apresentadas no artigo científico e repercutidas pelo jornal O Globo, a enguia media cerca de 65 centímetros.
A dimensão do animal surpreendeu a equipe médica e reforçou a raridade do episódio.
Cirurgia de emergência remove animal vivo
Os cirurgiões iniciaram uma laparotomia para retirar a enguia e avaliar a extensão dos danos internos.
Durante o procedimento, a equipe realizou diferentes etapas para reduzir o risco de complicações.
Os principais procedimentos incluíram:
- Retirada completa da enguia viva;
- Avaliação da perfuração intestinal;
- Limpeza da cavidade abdominal;
- Realização de uma colostomia temporária.
A intervenção permitiu controlar os danos provocados pelo animal e proteger a área lesionada.
Colostomia permitiu cicatrização do intestino
A equipe médica realizou uma colostomia depois de retirar a enguia.
Esse procedimento conecta temporariamente o intestino grosso à parede abdominal.
A medida evita que resíduos passem diretamente pela área lesionada durante a recuperação.
O intestino pôde cicatrizar de maneira mais segura, reduzindo o risco de infecções e outras complicações.
Paciente recebeu alta após quatro dias
O pescador apresentou boa evolução clínica depois da cirurgia, apesar da gravidade da perfuração.
Quatro dias após o procedimento, o homem recebeu alta hospitalar.
O paciente não relatava dores ou outras complicações imediatas no momento da liberação médica.
A rápida recuperação foi considerada positiva diante da extensão da lesão encontrada durante a cirurgia.
Caso surpreende pela extrema raridade
Corpos estranhos encontrados no sistema digestivo aparecem com alguma frequência na rotina médica, segundo os autores do estudo.
Perfurações provocadas por animais vivos, porém, são consideradas ocorrências extremamente raras.
O caso demonstra que causas incomuns também precisam ser avaliadas durante a investigação de dores abdominais intensas.
Informações relacionadas ao trabalho e às atividades realizadas pelo paciente podem ajudar na identificação do diagnóstico.
Histórico profissional ajudou no diagnóstico
Os médicos destacaram que o histórico ocupacional do pescador teve importância durante a investigação.
O relato sobre a pescaria permitiu compreender como o animal poderia ter entrado no corpo do paciente.
A situação também reforçou a necessidade de profissionais considerarem diferentes possibilidades durante atendimentos emergenciais.
Um diagnóstico rápido pode evitar o agravamento de lesões e reduzir o risco de complicações graves.
O que esse caso ensina para a medicina?
O episódio ocorrido em Bangladesh mostra como situações inesperadas podem representar grandes desafios para equipes médicas.
A presença de uma enguia viva dentro do intestino exigiu exames rápidos, cirurgia emergencial e cuidados específicos durante a recuperação.
O trabalho conjunto dos profissionais permitiu retirar o animal, tratar a perfuração e garantir a recuperação do paciente.
O caso também demonstra a importância de relatar corretamente as circunstâncias que antecederam o surgimento dos sintomas.
Você imaginava que um animal vivo poderia provocar uma perfuração intestinal dessa maneira? Deixe sua opinião!
