Jonathan Quispe encontrou uma baleia presa em uma rede de pesca de sua própria equipe na costa de Tacna, no Peru. Sem tanque de oxigênio, entrou no mar com máscara e faca, tentou se aproximar várias vezes, subiu no animal e cortou o emaranhado até libertá-la e vê-la nadar sozinha.
Uma baleia presa em uma rede de pesca mobilizou o pescador Jonathan Quispe na costa do Peru na semana anterior a 15 de setembro de 2026. Ao perceber que o animal tinha dificuldades para se movimentar, ele decidiu entrar no mar sem tanque de oxigênio, levando apenas uma máscara e uma faca para tentar cortar o emaranhado.
Segundo o Só Notícia Boa em 15 de setembro de 2026, o resgate ocorreu na região de Tacna, no extremo sul do Peru, e exigiu várias aproximações até que Jonathan conseguisse subir sobre o dorso da baleia e alcançar a rede. Depois de cortar o material aos poucos, ele conseguiu liberar o animal para que voltasse a nadar sozinho.
Baleia estava presa em uma rede usada pela própria equipe

Um dos detalhes que tornou o episódio ainda mais incomum foi revelado pelo próprio Jonathan: a rede que havia prendido a baleia pertencia à equipe de pesca da qual ele fazia parte.
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O pescador explicou que trabalha com redes de flutuação e reconheceu que animais marinhos podem ficar presos acidentalmente nesse tipo de equipamento. Ao perceber o que havia acontecido, entretanto, decidiu que precisava agir antes que o animal permanecesse imobilizado por tempo suficiente para correr riscos maiores.
Jonathan não se limitou a observar a situação do barco. Ele colocou uma máscara, pegou uma faca e entrou diretamente no mar, mesmo sem dispor de tanque de oxigênio ou equipamento especializado para um resgate daquele tipo.
Pescador precisou se aproximar várias vezes do animal
Chegar perto da baleia não foi simples. Segundo o relato, o animal mergulhava quando percebia a aproximação do pescador, obrigando Jonathan a interromper a tentativa e buscar novamente uma posição que permitisse alcançar a rede.
Isso tornou o trabalho mais demorado e imprevisível. Além de permanecer na água sem equipamento de respiração, o pescador precisava acompanhar os movimentos de um animal muito maior que ele enquanto procurava um ponto seguro para iniciar os cortes.
As imagens registradas durante o resgate mostram Jonathan fazendo sucessivas aproximações até finalmente conseguir permanecer perto o bastante. Cada tentativa dependia do comportamento da baleia e das condições do mar naquele momento.
Sons emitidos pela baleia chamaram atenção durante o resgate

Enquanto tentava chegar até o animal, Jonathan percebeu que a baleia apresentava dificuldade para se deslocar. Ele também relatou ter ouvido sons emitidos pelo animal enquanto permanecia preso no emaranhado.
A situação reforçou a decisão do pescador de continuar tentando. Mesmo depois das aproximações frustradas, ele permaneceu na água procurando uma oportunidade para alcançar os pontos da rede que limitavam os movimentos.
Jonathan afirmou em entrevista ao programa Arriba Mi Gente, da emissora peruana Latina, que temia que a baleia pudesse morrer caso permanecesse presa. Essa preocupação foi o que o levou a insistir no resgate apesar das dificuldades.
Jonathan consegue subir sobre o dorso da baleia
Depois de várias tentativas, o pescador conseguiu chegar até a parte superior do corpo do animal. Jonathan se apoiou sobre o dorso da baleia para alcançar a rede, mantendo a faca nas mãos enquanto procurava os pontos em que poderia abrir espaço.
O procedimento exigiu cuidado porque não havia apenas um único pedaço de material para cortar. A rede estava emaranhada ao redor do animal, e a libertação precisava acontecer gradualmente.
Nas imagens, o pescador aparece trabalhando diretamente sobre a baleia enquanto os colegas acompanham a operação. Sem tanque de oxigênio, ele precisava conciliar os cortes com a necessidade de voltar à superfície e acompanhar os movimentos do animal.
Faca foi usada para abrir o emaranhado aos poucos
Com acesso à rede, Jonathan começou a cortar os trechos que impediam a baleia de se movimentar normalmente. A retirada não aconteceu de uma vez, e o pescador precisou continuar abrindo partes do emaranhado até criar espaço suficiente.
À medida que os cortes avançavam, o animal recuperava mobilidade. O trabalho continuou até que a rede deixou de impedir seus movimentos e a baleia conseguiu se afastar.
O registro mostra o momento em que o resgate finalmente permite que o animal volte a nadar livremente, encerrando uma operação improvisada que havia começado apenas com uma máscara, uma faca e a decisão de entrar no mar.
Pescador já havia ajudado outros animais presos em redes
O episódio com a baleia não foi a primeira situação desse tipo enfrentada por Jonathan. Ele contou que já havia participado anteriormente do resgate de outros animais marinhos encontrados presos durante operações de pesca.
Entre esses casos estavam golfinhos e tartarugas que também ficaram presos em redes. Para o pescador, situações desse tipo fazem parte de um risco conhecido da atividade e exigem uma resposta de quem percebe o problema.
A experiência anterior pode ter contribuído para a decisão de entrar no mar, mas o caso da baleia apresentou uma dificuldade evidente pelo tamanho do animal e pela necessidade de várias aproximações antes que fosse possível iniciar os cortes.
Caso ocorreu na costa de Tacna, no sul do Peru
A repercussão do resgate aumentou após as imagens começarem a circular. Reportagens da imprensa peruana identificaram a área onde a baleia foi libertada como a região de Tacna, localizada no extremo sul do país.
O episódio ganhou destaque a partir de 11 de setembro e foi posteriormente mostrado por diferentes veículos, inclusive com registros do momento em que Jonathan aparece sobre o corpo do animal cortando a rede.
O que poderia terminar com uma baleia imobilizada por um equipamento de pesca teve outro desfecho porque o próprio integrante da equipe responsável pela rede decidiu agir. Depois das sucessivas tentativas, o animal saiu do emaranhado e voltou a nadar sem ajuda.
Rede que causou o problema acabou motivando o próprio resgate
Há uma contradição que torna o episódio especialmente marcante: o equipamento que colocou a baleia em risco era utilizado justamente pela equipe do homem que decidiu salvá-la.
Jonathan não negou a origem da rede e explicou que esse tipo de acidente pode acontecer durante a pesca. Sua posição foi a de que, quando um animal fica preso, quem presencia a situação deve tentar ajudá-lo.
O caso também chama atenção para um problema recorrente nos oceanos: a interação entre equipamentos de pesca e animais marinhos. Neste episódio, porém, a presença dos próprios pescadores permitiu uma intervenção antes que o emaranhamento tivesse um desfecho diferente.
Você entraria no mar para tentar libertar uma baleia nessas condições, sem tanque de oxigênio e usando apenas uma máscara e uma faca? Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção no resgate de Jonathan Quispe.
