Na fronteira do Brasil, Venezuela e Guiana, o Monte Roraima desafia viajantes com clima severo, trilha exigente, cultura regional marcante e um topo que parece outro planeta
O Monte Roraima, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, ergue-se como uma fortaleza de pedra acima da selva. Chamado de como Monte das Nuvens por muitos, o tepui conduz o visitante por uma expedição sensorial entre neblinas frias e rochas esculpidas pelo tempo. A jornada tem início no estado de Roraima e culmina em um dos cenários mais enigmáticos da Terra, onde a paisagem parece suspensa entre céu e floresta.
Monte Roraima: Uma paisagem moldada pelo tempo
O Monte Roraima integra o Parque Nacional Canaima, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, conforme a própria organização.
O conjunto de tepuis forma ilhas de pedra isoladas do entorno, criando um contraste marcante entre a floresta tropical e o topo plano.
-
China afunda 18 tubos gigantes de concreto de até 60 mil toneladas na Baía de Dalian, encaixa peças de 180 metros no fundo do mar e cria uma rodovia submarina de 5,1 km para cortar viagem de 1 hora para apenas 5 minutos
-
Com 130 toneladas, 28 pneus e força para carregar antenas de 115 toneladas a 5.000 metros de altitude, os transportadores Otto e Lore movem o radiotelescópio ALMA centímetro por centímetro no deserto do Atacama
-
Singapura está transformando cinzas do lixo incinerado em uma “areia” de obra em um projeto ambicioso e surpreendente que pode mudar para sempre a forma como megacidades lidam com aterros, estradas e resíduos que quase ninguém vê
-
Laudo aponta “problema estrutural grave” em estádio de futebol histórico do Corinthians: engenheiro recomenda a demolição parcial de setor
Paredes verticais funcionam como uma barreira natural, preservando ecossistemas singulares que parecem ter seguido outro ritmo de evolução.
O que se revela no topo
A subida leva a um ambiente que lembra outro planeta. O silêncio domina o cume, interrompido apenas pelo vento e pelo som constante da água.
No topo em mesa, caminha-se sobre rochas escuras envoltas por névoa fria, que se move lentamente e reforça a sensação de mistério.
As falésias verticais formam um anel em tons de cinza e ocre, despencando em abismos profundos. A erosão criou labirintos e torres de arenito com texturas irregulares, onde poças rasas refletem cores violáceas sob a luz difusa.
Do alto, o panorama revela outros tepuis surgindo no horizonte, flutuando sobre o verde intenso da floresta.
Quem busca visualizar essa experiência pode acompanhar um vídeo do canal Rolê Família, com mais de 350 mil inscritos, no qual o apresentador Bruno detalha a exploração do Monte Roraima. A fonte é o próprio Rolê Família.
Sabores e manifestações locais
Antes ou depois da trilha, a vivência em Roraima inclui a Damurida, caldo quente e picante de origem indígena preparado com peixe ou carnes, mandioca e tucupi.
Em Boa Vista, o Festival Viva Roraima reúne música, dança e artesanato no Parque Anauá, celebrando a diversidade cultural do estado.
Clima, planejamento e desafios
No topo, o clima é severo e instável. Segundo dados meteorológicos da Meteoblue, as chuvas e as quedas bruscas de temperatura exigem atenção no planejamento.
Muitos viajantes subestimam o frio e enfrentam dificuldades inesperadas, pois o Roraima aparenta mudar de humor rapidamente.
A logística para chegar ao chamado Mundo Perdido é longa e envolve várias etapas até a entrada do parque, tornando a chegada parte da aventura.
Mais do que um destino turístico, o Monte Roraima representa um desafio físico e mental, conectando o visitante à história geológica do continente em meio à beleza bruta da natureza sul-americana.
Com informações de Portal UAI.

