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“Pai do Pix” deixa o Banco Central após 23 anos e assume posto no FMI: brasileiro vai integrar equipe global de pagamentos e levar experiência do Pix para o sistema financeiro mundial

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 30/08/2025 às 13:58
‘Pai do Pix’ deixa o Banco Central após 23 anos e assume posto no FMI: Carlos Brandt vai integrar equipe global de pagamentos e promete levar experiência brasileira para o sistema financeiro mundial
Foto: ‘Pai do Pix’ deixa o Banco Central após 23 anos e assume posto no FMI: Carlos Brandt vai integrar equipe global de pagamentos e promete levar experiência brasileira para o sistema financeiro mundial
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“Pai do Pix” Carlos Brandt deixa o BC após 23 anos e assume posto no FMI. Criador do Pix levará a experiência brasileira para transformar pagamentos no mundo.

Depois de mais de duas décadas dedicadas ao Banco Central do Brasil, o economista Carlos Eduardo Brandt, conhecido como o “Pai do Pix”, anunciou sua saída em 2025 para assumir um cargo no Fundo Monetário Internacional (FMI). A mudança representa não apenas o fim de um ciclo de 23 anos em Brasília, mas também o reconhecimento internacional de um modelo brasileiro que se tornou referência mundial em inovação financeira.

A fala do protagonista — o que Brandt disse ao anunciar a mudança

Honrado em me juntar ao Fundo Monetário Internacional, no time de Pagamentos e Infraestruturas do Mercado Financeiro. Bastante animado para ampliar meus conhecimentos e apoiar o fortalecimento dos sistemas de pagamento globalmente!

Com essa declaração publicada no seu perfil oficial do linkedin, Brandt deixou claro que seu próximo desafio será contribuir com a modernização das infraestruturas financeiras em escala mundial, levando a experiência bem-sucedida do Pix para outros países.

Do Banco Central ao multilateralismo

No Banco Central, Brandt esteve à frente da Gerência de Gestão e Operação do Pix e da Gestão de Relacionamento e Fiscalização de Instituições de Pagamento, funções que o colocaram no centro do maior projeto de inclusão financeira do país.

No FMI, passará a atuar em um ambiente multilateral, colaborando com governos e bancos centrais na implantação de sistemas de pagamento instantâneo, na busca por maior eficiência operacional e no fortalecimento da inclusão.

Pix: a revolução que mudou o Brasil

Lançado em novembro de 2020, o Pix se consolidou rapidamente como o principal meio de pagamento do Brasil. Hoje, são mais de 159 milhões de pessoas físicas cadastradas, 15 milhões de empresas, além de 858 milhões de chaves ativas.

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Somente em junho de 2025, o sistema movimentou R$ 2,8 trilhões; no acumulado do primeiro semestre, o volume já chegava a quase R$ 16 trilhões. Esses números mostram a força de uma ferramenta que uniu praticidade, velocidade e baixo custo, e que se transformou em um dos maiores cases de inovação financeira do mundo.

O legado de Brandt no Banco Central

A carreira de Carlos Brandt no Banco Central começou em 2002 e foi marcada por sua atuação em projetos estruturantes, como a reforma do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e a implementação do Sistema de Transferência de Reservas (STR). Mas foi com o Pix que ele deixou sua marca definitiva.

Sob sua liderança, o Banco Central desenhou uma arquitetura única: liquidação em tempo real, custo zero para pessoas físicas, disponibilidade 24 horas e uma governança que integrou bancos, fintechs e instituições de pagamento em uma mesma rede.

O sucesso do Pix não passou despercebido fora do Brasil. O modelo brasileiro passou a ser estudado em organismos multilaterais e por bancos centrais de diferentes países, sendo citado como exemplo de política pública inovadora e de alto impacto social.

A ida de Brandt ao FMI representa a consagração desse reconhecimento: um dos responsáveis pelo sistema agora atuará para apoiar países no desenvolvimento de suas próprias soluções de pagamentos digitais, aproveitando o aprendizado acumulado no Brasil.

O desafio global: interoperabilidade e inclusão

No FMI, Brandt terá como missão apoiar projetos voltados a:

  • Implantação de sistemas de pagamento instantâneo;
  • Estudos de interoperabilidade entre diferentes plataformas nacionais;
  • Promoção de inclusão financeira em países emergentes;
  • Integração de novas tecnologias, como moedas digitais de bancos centrais (CBDCs).

Essa agenda está diretamente conectada ao movimento global de digitalização financeira e à busca por sistemas mais baratos, eficientes e seguros.

A saída de Carlos Brandt do Banco Central e sua chegada ao FMI simbolizam um marco histórico para o sistema financeiro brasileiro e global. Ele deixa para trás o legado de um projeto que transformou a forma como o país paga, transfere e se relaciona com o dinheiro, e agora assume a responsabilidade de compartilhar essa experiência em escala internacional.

Mais do que o “Pai do Pix”, Brandt se torna o embaixador de uma revolução financeira brasileira, levando ao mundo a prova de que inovação, eficiência e inclusão podem caminhar juntas.

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Brenda Souza
Brenda Souza
30/08/2025 17:45

Duvido muito que ele seja o inventor do Pix..

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo
30/08/2025 17:44

Esse cara é ****. Já fui em uma palestra dele. Muito acima da média

Bezerra de Souza
Bezerra de Souza
30/08/2025 17:43

Na verdade até onde sei quem inventou o Pix foi o ex presidente patriota Bolsonaro

Bezerra da Silva
Bezerra da Silva
Em resposta a  Bezerra de Souza
30/08/2025 19:39

**** não cria, só destrói. O acaso fez com que o projeto em desenvolvimento fosse lançado no seu desgoverno.

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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