“Pai do Pix” Carlos Brandt deixa o BC após 23 anos e assume posto no FMI. Criador do Pix levará a experiência brasileira para transformar pagamentos no mundo.
Depois de mais de duas décadas dedicadas ao Banco Central do Brasil, o economista Carlos Eduardo Brandt, conhecido como o “Pai do Pix”, anunciou sua saída em 2025 para assumir um cargo no Fundo Monetário Internacional (FMI). A mudança representa não apenas o fim de um ciclo de 23 anos em Brasília, mas também o reconhecimento internacional de um modelo brasileiro que se tornou referência mundial em inovação financeira.
A fala do protagonista — o que Brandt disse ao anunciar a mudança
“Honrado em me juntar ao Fundo Monetário Internacional, no time de Pagamentos e Infraestruturas do Mercado Financeiro. Bastante animado para ampliar meus conhecimentos e apoiar o fortalecimento dos sistemas de pagamento globalmente!”
Com essa declaração publicada no seu perfil oficial do linkedin, Brandt deixou claro que seu próximo desafio será contribuir com a modernização das infraestruturas financeiras em escala mundial, levando a experiência bem-sucedida do Pix para outros países.
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Do Banco Central ao multilateralismo
No Banco Central, Brandt esteve à frente da Gerência de Gestão e Operação do Pix e da Gestão de Relacionamento e Fiscalização de Instituições de Pagamento, funções que o colocaram no centro do maior projeto de inclusão financeira do país.
No FMI, passará a atuar em um ambiente multilateral, colaborando com governos e bancos centrais na implantação de sistemas de pagamento instantâneo, na busca por maior eficiência operacional e no fortalecimento da inclusão.
Pix: a revolução que mudou o Brasil
Lançado em novembro de 2020, o Pix se consolidou rapidamente como o principal meio de pagamento do Brasil. Hoje, são mais de 159 milhões de pessoas físicas cadastradas, 15 milhões de empresas, além de 858 milhões de chaves ativas.
Somente em junho de 2025, o sistema movimentou R$ 2,8 trilhões; no acumulado do primeiro semestre, o volume já chegava a quase R$ 16 trilhões. Esses números mostram a força de uma ferramenta que uniu praticidade, velocidade e baixo custo, e que se transformou em um dos maiores cases de inovação financeira do mundo.
O legado de Brandt no Banco Central
A carreira de Carlos Brandt no Banco Central começou em 2002 e foi marcada por sua atuação em projetos estruturantes, como a reforma do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e a implementação do Sistema de Transferência de Reservas (STR). Mas foi com o Pix que ele deixou sua marca definitiva.
Sob sua liderança, o Banco Central desenhou uma arquitetura única: liquidação em tempo real, custo zero para pessoas físicas, disponibilidade 24 horas e uma governança que integrou bancos, fintechs e instituições de pagamento em uma mesma rede.
O sucesso do Pix não passou despercebido fora do Brasil. O modelo brasileiro passou a ser estudado em organismos multilaterais e por bancos centrais de diferentes países, sendo citado como exemplo de política pública inovadora e de alto impacto social.
A ida de Brandt ao FMI representa a consagração desse reconhecimento: um dos responsáveis pelo sistema agora atuará para apoiar países no desenvolvimento de suas próprias soluções de pagamentos digitais, aproveitando o aprendizado acumulado no Brasil.
O desafio global: interoperabilidade e inclusão
No FMI, Brandt terá como missão apoiar projetos voltados a:
- Implantação de sistemas de pagamento instantâneo;
- Estudos de interoperabilidade entre diferentes plataformas nacionais;
- Promoção de inclusão financeira em países emergentes;
- Integração de novas tecnologias, como moedas digitais de bancos centrais (CBDCs).
Essa agenda está diretamente conectada ao movimento global de digitalização financeira e à busca por sistemas mais baratos, eficientes e seguros.
A saída de Carlos Brandt do Banco Central e sua chegada ao FMI simbolizam um marco histórico para o sistema financeiro brasileiro e global. Ele deixa para trás o legado de um projeto que transformou a forma como o país paga, transfere e se relaciona com o dinheiro, e agora assume a responsabilidade de compartilhar essa experiência em escala internacional.
Mais do que o “Pai do Pix”, Brandt se torna o embaixador de uma revolução financeira brasileira, levando ao mundo a prova de que inovação, eficiência e inclusão podem caminhar juntas.
Duvido muito que ele seja o inventor do Pix..
Esse cara é ****. Já fui em uma palestra dele. Muito acima da média
Na verdade até onde sei quem inventou o Pix foi o ex presidente patriota Bolsonaro
**** não cria, só destrói. O acaso fez com que o projeto em desenvolvimento fosse lançado no seu desgoverno.