Novos danos em equipamentos faz petroleira Enauta interromper outra vez a produção no campo de petróleo Atlanta

Flavia Marinho
por
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29-01-2021 12:53:14
em Petróleo, Óleo e Gás
PRODUÇÃO - ENAUTA - FPSO - CONSTRUÇÃO

Enauta é uma das principais empresas de controle privado do setor de exploração e produção no Brasil. A petroleira é operadora do Campo de Atlanta com 100%

Após anunciar com menos de um dia a retomada da operação do campo de Atlanta, na bacia de Santos, a petroleira Enauta teve que interromper novamente a produção produção no ativo. Petrobras perfura poço e identifica hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Campos

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O aquecedor de óleo do FPSO Petrojarl I apresentou outra vez anormalidades e por medida de segurança, a petroleira brasileira Enauta resolveu suspender e paralisar a produção no campo. Lembrando que o equipamento também foi a causa da primeira paralisação do ativo, em novembro do ano passado.

Segundo a petroleira o equipamento havia sido reparado e por conta disso a companhia resolveu retomar a produção no poço 7-ATL-4HB-RJS.

Infelizmente, as coisas não saíram como o planejado e o aquecedor deixou a petroleira na mão mais uma vez, fazendo com que a Enauta achasse por bem trocar definitivamente o equipamento.

Segundo a Enauta o novo prazo para o retorno da produção no poço é até o final deste trimestre. Os reparos e trocas serão realizados pelo operador do FPSO, a Altera Infrastructure.

“Tal interrupção não altera o cronograma já divulgado de retomada da produção dos demais poços. A Companhia reitera a estimativa de produção média diária do Campo para o ano de 2021 de 14,0 mil barris de óleo por dia, com margem de variação de 10% (dez por cento) negativa ou positiva quando verificada a média diária em base anual”, disse a Enauta, em nota.

Enauta vai licitar FPSO no Brasil: Nossa construção naval pode ter esperanças?

A Enauta irá buscar um FPSO, com capacidade para 50 mil barris por dia, no começo do próximo deste ano em tudo indica que a construção naval brasileira será impulsionada. O projeto de desenvolvimento está em avaliação, mas deve conter menos poços para ser economicamente mais atrativo.

Recentemente o Ibama emitiu licença de operação autorizando a produção do FPSO na construção naval, Petrojarl I, afretado pela Queiroz Galvão E&P com a Teekay, no campo de Atlanta, na Bacia de Santos. A licença é válida até 23 de abril de 2023 e a compensação ambiental do projeto foi fixada pelo órgão ambiental em R$ 1,66 milhão.


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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.